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Apesar do bom desempenho das ações de mineração e siderurgia, o Ibovespa passa por instabilidades e luta para sustentar os 100 mil pontos. A notícia de retrocessos na reabertura econômica na Califórnia trouxe cautela aos investidores e provocou uma piora nas bolsas
Na última sexta-feira (10), o Ibovespa acelerou nos instantes finais da sessão e rompeu o nível simbólico dos 100 mil pontos — um movimento que, para alguns, não seria sustentável e que naturalmente abriria espaço para uma correção nesta segunda (13). Essas apostas foram frustradas na primeira metade da sessão de hoje, mas, neste fim de tarde, o índice finalmente cede a um movimento de correção.
Por volta de 16h10, o Ibovespa recuava 0,09%, aos 99.940,02 pontos, após tocar os 100.857,68 pontos mais cedo (+0,83%). Com a virada ao campo negativo, o índice brasileiro agora destoa do exterior: nos EUA, o Dow Jones (+1,08%) e o S&P 500 (+0,25%) sobem; na Europa, as principais praças fecharam em alta.
O câmbio, por outro lado, mostra um tom mais cauteloso desde o início do dia: o dólar à vista operava em alta de 0,99% no mesmo horário, a R$ 5,3747, após três sessões em baixa; no exterior, o dia é de valorização da moeda americana em relação às divisas de países emergentes.
O clima é mais ameno no exterior, com os investidores deixando o aumento nos casos de coronavírus em segundo plano — os avanços nos testes para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença parecem amenizar as tensões quanto a uma possível segunda onda da Covid-19.
Assim, com as incertezas ligadas à pandemia neutralizadas pelo otimismo com uma possível vacina, os agentes financeiros encontram espaço para se focar nos dados econômicos e na expectativa quanto a mais uma rodada de indicadores mostrando uma retomada no nível de atividade global.
Neste fim de tarde, contudo, as bolsas americanas perderam um pouco de intensidade: há pouco, a Califórnia ordenou novamente o fechamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos do tipo, em meio aos avanços da Covid-19 no país. Declarações mais agressivas do presidente Donald Trump também trouxeram alguma cautela às negociações.
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A onda de prudência desencadeada pela decisão do estado da Califórnia também aumentou a pressão sobre o câmbio, que se aproximou das máximas da sessão nesta tarde: as incertezasno front da pandemia fazem com que muitos investidores corram para a segurança da moeda americana, buscando uma diversificação que reduza os riscos de seus portfólios.
Já o mercado de juros futuros apresenta um viés de estabilidade nesta manhã, aguardando novos dados de inflação a serem divulgados por aqui nesta semana. O IBC-Br de maio, com publicação prevista para amanhã, também pode mexer com as curvas:
Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira. O setor de mineração e siderurgia aparece entre os destaques positivos, impulsionado pela alta de quase 4% do minério de ferro na China — a commodity ultrapassou a marca de US$110 a tonelada no porto de Qingdao.
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| IRBR3 | IRB ON | 10,11 | +9,89% |
| CSNA3 | CSN ON | 12,01 | +6,95% |
| CVCB3 | CVC ON | 23,10 | +5,00% |
| VVAR3 | Via Varejo ON | 18,33 | +4,03% |
| EGIE3 | Engie ON | 44,47 | +3,56% |
Confira também as cinco maiores baixas do dia:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| NTCO3 | Natura ON | 40,12 | -4,54% |
| ABEV3 | Ambev ON | 14,18 | -4,51% |
| CYRE3 | Cyrela ON | 26,97 | -3,78% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | 42,94 | -3,31% |
| BRML3 | BR Malls ON | 10,96 | -2,75% |
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