O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa volta aos 78 mil pontos e o dólar se aproxima dos R$ 5,60, ajustando-se à maior aversão ao risco nos mercados nesta segunda
Passado o feriado do Dia do Trabalho, os mercados brasileiros voltam a operar normalmente nesta segunda-feira (4). E, na reabertura das negociações, tanto o Ibovespa quanto o dólar à vista assumem um tom bastante pessimista.
Por volta de 16h25, o principal índice da bolsa local recuava 2,71%, aos 78.321,52 pontos, ficando em linha com o desempenho das bolsas da Europa, que fecharam em baixa de mais de 2%. Nos Estados Unidos, contudo, o dia é de estabilidade nos mercados acionários.
No câmbio, o dólar à vista devolve boa parte do alívio visto na semana passada: no mesmo horário, a moeda americana subia 1,93%, a R$ 5,5437 — o real, assim, destoa das demais divisas de países emergentes, que apresentam um comportamento relativamente neutro nesta segunda.
Essa forte onda de aversão ao risco vista por aqui se deve aos inúmeros fatores de estresse no radar dos investidores. Em termos globais, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inspiram cuidado e reacendem os temores de novas turbulências políticas, mesmo em meio à pandemia de coronavírus.
Ao longo do fim de semana, Trump voltou a culpar a China pela disseminação da doença e afirmou que os EUA não vão mais cortar as tarifas comerciais impostas ao país, descumprindo os acordos feitos antes do surto global.
A fala do presidente americano mantém o viés negativo nos mercados acionários americanos — Wall Street funcionou normalmente na última sexta-feira (1) e teve baixas firmes na ocasião.
Leia Também
Aliás, a queda vista nas bolsas americanas durante o feriado também contribui para aumentar a pressão sobre o Ibovespa e os demais ativos domésticos nesta segunda: quase todos os recibos de ações (ADRs) de empresas brasileiras negociados em Nova York tiveram perdas firmes na sexta-feira, desencadeando movimentos de correção por aqui.
Além de toda a cautela externa, também há uma forte prudência vinda do cenário local: o noticiário político contribui para manter os investidores em estado de alerta, altamente sensíveis a qualquer novidade vinda de Brasília.
Há dois pontos de turbulência: em primeiro plano, aparece a deterioração cada vez mais nítida nas relações entre o presidente Jair Bolsonaro e os demais poderes — nos últimos dias, ele tem centrado fogo no Supremo Tribunal Federal (STF).
No domingo (3), Boslonaro participou novamente de atos anti democracia e que pediam o fechamento do Congresso — uma postura que rendeu mais uma enxurrada de notas de repúdio de outras lideranças políticas e aumentou a percepção de crise em Brasília.
Ainda na capital federal, destaque para a aprovação, pelo Senado, do pacote de auxílio financeiro emergencial para Estados e municípios, no montante de R$ 125 bilhões — uma pauta que vem sendo chamada de 'bomba fiscal', dada a cifra elevada e a falta de contrapartidas para governadores e prefeitos.
Como o texto foi alterado pelos senadores, ele deve ser analisado novamente pela Câmara — o presidete da Casa, Rodrigo Maia, já sinalizou que pretende votar a pauta nesta segunda-feira. E, considerando o estado das relações entre governo e Congresso, deve-se esperar pouca disposição para aliviar o tom do projeto.
Essa combinação de fatores domésticos e externos provoca uma forte alta do dólar à vista e desencadeia um movimento de correção positiva nas curvas de juros futuros. Essa abertura dos DIs, no entanto, não diminui a percepção de que a Selic continuará sendo cortada no curto prazo:
No front corporativo, diversas empresas que compõem o Ibovespa reportaram nesta manhã seus resultados trimestrais, com destaque para a Gol — a companhia aérea viu seu prejuízo disparar a R$ 2,28 bilhões no período, pressionada pelo dólar em alta e pelo coronavírus.
Como resultado, as ações PN da empresa (GOLL4) despencam 10,40% nesta segunda e aparecem entre as maiores quedas do índice — veja abaixo a lista com os cinco papéis de pior desempenho no momento:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| AZUL4 | Azul PN | 15,06 | -13,45% |
| GOLL4 | Gol PN | 11,11 | -10,40% |
| EMBR3 | Embraer ON | 7,80 | -9,83% |
| CSNA3 | CSN ON | 8,16 | -8,93% |
| CVCB3 | CVC ON | 12,74 | -7,68% |
No lado oposto, poucas ações do índice conseguem sustentar desempenho positivo neste início de semana:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| VIVT4 | Telefônica Brasil PN | 47,62 | +4,32% |
| TIMP3 | Tim ON | 13,16 | +3,13% |
| ABEV3 | Ambev ON | 11,43 | +0,79% |
| SUZB3 | Suzano ON | 39,65 | +0,61% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 49,98 | +0,56% |
Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor
O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina
Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo
Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito
Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026
Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa
Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda
Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA
Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril
Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda
O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional
XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital
Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento
Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período
Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã
Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental