Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Alívio intenso

Ibovespa sobe forte e dólar cai mais de 2%: durante uma crise, a falta de novidades é um bom sinal

O Ibovespa fechou acima dos 81 mil pontos e o dólar à vista teve a maior baixa diária desde 2018, aproveitando o clima de maior tranquilidade que tomou conta dos mercados

Victor Aguiar
Victor Aguiar
28 de abril de 2020
18:06
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Em períodos cascudos, o simples fato de não haver notícias negativas já traz algum alento. E, como todos sabem, os mercados brasileiros estão passando por um momento particularmente difícil: a pandemia de coronavírus e a crise política no país trazem enorme pressão ao Ibovespa e ao dólar à vista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Obviamente, ainda vai levar muito tempo para esse ambiente conturbado se acalmar em definitivo. Mas isso não quer dizer que, daqui em diante, todos os dias serão de profundo estresse — e a sessão desta terça-feira (28) deixou isso bem claro.

O Ibovespa passou o dia todo no campo positivo, esbanjando uma tranquilidade que há muito não se via por aqui. E, como resultado, o índice fechou em forte alta de 3,93%, aos 81.312,23 pontos — o maior nível de encerramento desde 13 de março.

  • Eu gravei um vídeo para explicar a dinâmica dos mercados nesta terça-feira. Veja abaixo:

No câmbio, também tivemos um dia quase atípico: o dólar à vista passou por um forte alívio e fechou em queda de 2,55%, a R$ 5,5151 — o maior recuo percentual numa única sessão desde junho de 2018. Foram mais de 14 centavos de baixa em relação ao encerramento de ontem.

Em geral, seria preciso um grande acontecimento para os mercados domésticos registrarem um desempenho tão positivo. No entanto, o que se viu nessa terça-feira foi o oposto: o alívio generalizado se deu pela ausência de notícias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Novamente: estamos num momento muito delicado, com diversos fatores de risco no radar. Num ambiente como esse, o simples fato de não haver nenhuma potencial bomba estourando no curtíssimo prazo já é motivo para injetar ânimo nos investidores.

Leia Também

Tanto lá fora quanto no Brasil, tivemos hoje apenas a manutenção do cenário visto na segunda-feira (27): no exterior, os investidores mostraram-se mais confiantes quanto à recuperação no pós-crise do coronavírus; por aqui, a permanência de Paulo Guedes à frente do ministério da Economia, sem ruídos, deram força às negociações.

De olho em Brasília

No panorama doméstico, os investidores continuaram atentos ao noticiário político: qualquer movimentação por parte do governo ou do Congresso, considerando a deterioração das relações entre as partes, poderia mexer diretamente com os rumos do mercado.

No entanto, a percepção é a de que, ao menos por enquanto, o clima é mais ameno na capital federal. Desde ontem, quando o presidente Jair Bolsonaro deu manifestações públicas de apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o noticiário político assumiu um tom menos intenso, o que ajudou a acalmar os ânimos dos agentes financeiros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse alívio foi sentido especialmente no dólar à vista, que estava bastante pressionado e já flertava com o nível de R$ 5,70. A leitura de que a situação está um pouco menos árida em Brasília foi suficiente para disparar um movimento mais intenso de correção após a escalada recente.

Isso não quer dizer que a situação esteja tranquila no front político. Na noite de ontem, o ministro do STF Celso de Mello determinou abertura de inquérito para investigar as declarações do ex-ministro da Justiça, Sergio moro, contra o presidente Bolsonaro.

A combinação entre calmaria externa, tranquilidade doméstica e baixa no dólar também trouxe alívio ao mercado de juros futuros, que passaram por ajustes negativos nesta terça-feira.

A inflação sob controle — o IPCA-15 em abril recuou 0,01% — também contribuiu para elevar a percepção de que há amplo espaço para o Banco Central continuar cortando a Selic, conforme indicado pelas taxas dos DIs para janeiro de 2021:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Janeiro/2021: de 3,19% para 2,83%;
  • Janeiro/2022: de 4,22% para 3,74%;
  • Janeiro/2023: de 5,70% para 4,85%;
  • Janeiro/2025: de 7,50% para 6,68%;
  • Janeiro/2027: de 8,46% para 7,60%.

Calmaria no exterior

Lá fora, o dia foi de poucas emoções: na Europa, as principais praças subiram mais de 1% e, nos Estados Unidos, as bolsas passaram boa parte da sessão sem se afastar muito do zero a zero — ao fim do pregão, o Dow Jones (-0,13%) e o S&P 500 (-0,52%) registraram leves perdas.

Esse tom mais ameno se deve ao alívio com a desaceleração da curva de contágio do coronavírus na Europa e em parte dos Estados Unidos, duas regiões fortemente afetadas pela doença.

Naturalmente, a situação da pandemia ainda inspira cautela — segundo dados da universidade americana Johns Hopkins, mais de 3 milhões de pessoas já foram infectadas no mundo, com cerca de 216 mil mortes. Mas, considerando a tendência de suavização nos números, o humor dos agentes financeiros tem ficado ligeiramente melhor nos últimos dias.

Ainda lá fora, os mercados aguardam as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira (29), e do Banco Central Europeu (BCE), na quinta (30). A expectativa é a de que ambas as instituições possam sinalizar novos pacotes de estímulo e fornecer mais detalhes quanto às perspectivas de retomada da economia global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Balanço forte

No lado corporativo, destaque para o Santander Brasil, que mais cedo reportou lucro líquido gerencial de R$ 3,853 bilhões no primeiro trimestre de 2020, um aumento de 10,5% na base anual — a rentabilidade do banco ficou em 22,3%, acima dos 21,1% reportados nos três primeiros meses de 2019.

O mercado gostou do que viu: as units do Santander (SANB11) avançaram 11,47% e apareceram entre as maiores altas do Ibovespa — veja abaixo os cinco ativos de melhor desempenho do índice no momento:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
VVAR3Via Varejo ON9,04+19,42%
CVCB3CVC ON14,15+14,48%
AZUL4Azul PN16,05+13,75%
BBAS3Banco do Brasil ON29,14+13,43%
SMLS3Smiles ON15,70+12,95%

Confira também as maiores quedas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
IRBR3IRB ON9,00-4,86%
SUZB3Suzano ON38,65-3,62%
PCAR3GPA ON67,04-3,50%
RAIL3Rumo ON20,20-2,27%
BRAP4Bradespar PN29,75-1,82%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

FOME DE AQUISIÇÃO

O ‘pacman dos FIIs’ está de volta: GGRC11 fecha compra milionária de galpões; confira os detalhes da operação

30 de março de 2026 - 10:42

De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril

QUEM EMAGRE E QUEM GANHA PESO

Fenômeno das canetas emagrecedoras: o “clique” de R$ 50 bilhões que está chacoalhando a bolsa brasileira

28 de março de 2026 - 17:15

Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking

ANOTE NA AGENDA

Depois de sobreviver à guerra e acumular 3% de alta, Ibovespa dá de cara com dados de emprego na semana

28 de março de 2026 - 12:35

Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso

COMMODITIES, CARRY E ELEIÇÃO

Real barato e petróleo no radar: por que o Bank of America aposta no Brasil contra o México

28 de março de 2026 - 11:32

Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio

O PRÊMIO DE CADA SHOPPING

Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTI11) ou Allos (ALOS3)? Bradesco BBI diz qual é a ‘favorita’ em receita, escala e consistência

27 de março de 2026 - 18:15

Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel

FII EXPERIENCE 2026

‘O jogo dos FIIs mudou completamente’: Luiz Augusto, sócio fundador da TRX, conta a estratégia da gestora para crescer na nova fase do mercado

27 de março de 2026 - 14:12

O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia