O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Apesar da recuperação dos mercados globais, o Ibovespa continuou sem forças para voltar ao terreno positivo. Nesta quinta-feira, dados decepcionantes da produção industrial trouxeram prudência às negociações por aqui
Os investidores pisaram fundo na bolsa em dezembro, levando o Ibovespa a novas máximas. Mas, depois de tantos ganhos, o mercado tirou o pé do acelerador neste início de 2020 — e, como resultado, o índice amargou mais uma sessão negativa nesta quinta-feira (9).
O Ibovespa até chegou a aparecer no campo positivo em alguns momentos do dia , mas terminou em queda de 0,26%, aos 115.947,11 pontos — foi o quinto pregão consecutivo no vermelho, o que representa a pior sequência para o índice desde março de 2019.
São informações que impressionam e que podem gelar a espinha de quem não analisa esses dados com lupa. Mas repare que eu disse que o mercado "tirou o pé do acelerador", e não "pisou no freio": afinal, por mais que os últimos dias tenham sido negativos, as perdas não são expressivas.
Desde o início da sequência, o Ibovespa acumula "apenas" 2,21% de queda — um número que não é desprezível, mas que também está longe de ser uma tragédia. Vale lembrar, ainda, que o índice cravou um novo recorde no dia 2, terminando aquele pregão aos 118.573,10 pontos.
Assim, por mais que essas cinco sessões negativas chamem a atenção, elas não indicam uma virada de tendência do mercado de ações. Mesmo após essas baixas consecutivas, o Ibovespa ainda acumula ganho de 0,26% no ano.
Dito tudo isso: por que a bolsa brasileira teve mais um dia negativo hoje?
Leia Também
Dois vetores opostos influenciaram as negociações por aqui. Por um lado, há a percepção de alívio nas tensões entre EUA e Irã, o que deu forças às bolsas mundiais — em Nova York, o Dow Jones (+0,74%), o S&P 500 (+0,67%) e o Nasdaq (+0,81%) subiram em bloco.
Mas, por aqui, dados desanimadores da atividade doméstica trouxeram cautela e impedem que o Ibovespa acompanhasse a tendência global.
Nesta manhã, o IBGE divulgou que a produção industrial do país caiu 1,2% em novembro em relação a outubro, resultado que veio abaixo das estimativas de analistas ouvidos pelo Broadcast, que indicavam uma queda de 0,5% no período.
"Era esperada uma queda, mas a produção industrial veio bem abaixo", diz Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. "É um pouco desanimador".
O resultado decepcionante diminui a animação quanto à retomada da economia brasileira, que começou a mostrar números mais saudáveis nos últimos meses. Assim, os investidores locais optaram por assumir uma postura mais cautelosa, apesar dos ganhos das bolsas internacionais.
Lá fora, os agentes financeiros seguem respirando aliviados após o presidente dos EUA, Donald Turmp, assumir um tom mais ameno em seu discurso após os ataques do Irã a duas bases militares do país no Iraque. O chefe da Casa Branca evitou uma escalada militar na região, anunciando apenas sanções econômicas contra Teerã.
A percepção de que os ânimos estão esfriando no Oriente Médio traz algum conforto aos mercados e permite que os investidores aumentem gradualmente a exposição ao risco. No entanto, o tema ainda exige cautela, já que as relações entre EUA e Irã ainda estão bastante deterioradas.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em alta de 0,82%, a R$ 4,0852 — foi a maior valorização da divisa americana numa única sessão desde novembro.
Mas, ao contrário do Ibovespa, o dólar acompanhou a tendência mundial. Lá fora, a moeda ganhou força em relação aos ativos de países emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso colombiano, entre outros.
Os números mais fracos da produção industrial desencadearam um leve movimento de ajuste negativo nas cuvas de juros, com o mercado apostando que novos cortes na Selic podem ser necessários para dar tração à economia.
Veja como ficaram os principais DIs nesta quinta-feira:
As ações do setor bancário apareceram entre os destaques negativos da sessão: Itaú Unibanco PN (ITUB4) caiu 1,99%, Bradesco PN (BBDC4) recuou 1,60%, Banco do Brasil ON (BBAS3) teve baixa de 2,03% e as units do Santander Brasil (SANB11) desvalorizaram 1,58%.
Esse comportamento, no entanto, não foi desencadeado por um fator nítido. Analistas citaram as declarações do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto — ele afirmou que a instituição busca elevar a competição no setor de crédito — como um fator de estresse para as grandes instituições.
Mas as ações do setor bancário têm apresentado desempenhos bastante ruins nos últimos dias — o movimento de hoje, assim, apenas deu continuidade à tendência recente. Todos os papéis citados acima acumulam perdas de mais de 5% somente nesta semana
No mercado de commodities, o minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao fechou em baixa de 1,92%, fator que pressionou as ações da Vale e das siderúrgicas nesta quinta-feira.
Vale ON (VALE3) caiu 1,31%, CSN ON (CSNA3) recuou 1,06%, Gerdau PN (GGBR4) teve perda de 0,53% e Usiminas PNA (USIM5) fechou em baixa de 0,64%.
Já o petróleo teve uma sessão relativamente estável, considerando a ausência de novidades no front das tensões no Oriente Médio. O WTI para fevereiro fechou em leve queda de 0,08%, enquanto o Brent para março caiu 0,11%.
Nesse cenário, as ações da Petrobras não se afastaram muito do zero a zero: os papéis PN (PETR4) caíram 0,33%, enquanto os ONs (PETR3) subiram 0,56%.
Confira os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta quinta-feira:
Veja também as maiores quedas do índice no momento:
Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos
O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII
O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados
O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim
Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA
Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%
No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal
Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários
Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua
Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos
O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas
Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira
Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%
Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade
A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação
Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda
A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras