O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa fechou em alta de 0,81% e, com isso, já acumula ganhos de 1,58% na semana, aproveitando o bom humor visto nas bolsas globais desde ontem. O dólar à vista, por outro lado, fechou em alta e voltou ao nível de R$4,25
Depois de um período de mares excepcionalmente agitados, as águas do Ibovespa estão mais atraentes nesta semana. Lá fora, os ventos ameaçadores vindos da China estão mais fracos — e, com isso, ondas de menor aversão ao risco conseguem chegar ao litoral dos mercados.
Ao ver o clima mais firme nos últimos dias, os investidores correram para tirar suas pranchas do armário, buscando recuperar o tempo perdido. Tanto é que o Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira (4) em alta de 0,81%, aos 115.556,71 pontos — é a segunda sessão consecutiva de ganhos.
Com isso, o índice acumula um avanço de 1,58% na semana e praticamente zera as perdas em 2020: agora, o Ibovespa tem uma leve baixa de 0,08% desde o início do ano.
No exterior, o tom também foi de animação: na China, as bolsas terminaram a sessão no campo positivo; na Europa, as principais praças subiram mais de 1%; e, nos Estados Unidos, o Dow Jones (+1,44%), o S&P 500 (+2,25%) e o Nasdaq (+2,10%) tiveram ganhos firmes.
O dólar à vista, por outro lado, até começou o dia de bom humor, batendo os R$ 4,2246 na mínima (-0,58%). Mas a animação teve vida curta no mercado de câmbio: ao fim da sessão, a moeda americana registrou alta de 0,21%, a R$ 4,2583.
Mas o que justifica todo esse otimismo nos mercados acionários? Em linhas gerais, não tivemos um evento ou acontecimento que disparasse um gatilho de animação nos investidores. Trata-se de uma menor percepção de risco — e, com ela, uma maior disposição a comprar ações.
Leia Também
E, assim como a China foi responsável por trazer tensão às bolsas na semana passada, o gigante asiático aparece como a fonte do alívio nesta semana, com o governo do país deixando claro que está fazendo o possível para conter o pânico — tanto no front do coronavírus quanto no âmbito dos mercados financeiros.
Os investidores mostraram-se mais dispostos a assumir riscos na bolsa nesta terça-feira, em meio à estabilização das bolsas da China. Ontem, os índices acionários do país caíram cerca de 8%, mas, hoje, recuperaram parte dessas perdas e subiram perto de 2%.
Os mercados chineses estiveram fechados na semana passada, em meio ao feriado do Ano Novo Lunar e ao surto do coronavírus — um período em que as bolsas globais enfrentaram enorme turbulência por causa da disseminação da doença.
Assim, era de se esperar um movimento mais intenso de correção nos mercados acionários da China. No entanto, o governo do país não mediu esforços para conter um eventual pânico por parte dos investidores.
Tanto ontem quanto hoje, o banco central da China injetou recursos no mercado financeiro, de modo a fornecer liquidez às negociações — uma iniciativa que surtiu efeito hoje e que foi bem vista pelos investidores globais.
Quanto ao coronavírus, por mais que o número de infectados e mortos continue subindo, há a percepção de que o ritmo de contágio da doença tem ficado mais lento, o que afasta parcialmente as preocupações quanto a uma possível pandemia.
Os dados mais atualizados dão conta de 427 mortos e pouco mais de 20 mil pessoas infectadas no mundo — um crescimento relativamente pequeno em relação aos 370 óbitos confirmados até ontem.
O governo chinês também parece estar tendo sucesso em sua empreitada para conter o vírus dentro das fronteiras do país, já que quase todos os mortos e infectados estão restritos ao gigante asiático.
Considerando essas duas variáveis, as bolsas globais têm encontrado espaço para se recuperar das perdas recentes, uma vez que o ambiente externo está menos turbulento — o Ibovespa conseguiu engatar uma sequência de duas altas consecutivas pela primeira vez desde os dias 22 e 23 de janeiro.
Nos Estados Unidos, a eleição presidencial de 2020 começa a entrar no radar dos investidores, que acompanham desde ontem a apuração do caucus — as prévias do partido democrata — em Iowa.
No entanto, há um enorme imbróglio para a contabilização dos resultados — quase 24 horas depois da votação, ainda não há um resultado oficial. Bernie Sanders, Elizabeth Warren, Joe Biden e Michael Bloomberg são alguns dos concorrentes à vaga dos democratas.
Por aqui, a agenda de dados econômicos foi repercutida pelos investidores e inspirou alguma cautela quanto ao ritmo de recuperação da atividade doméstica. Nesta manhã, foi reportada a queda de 1,1% na produção industrial do país em 2019 – em dezembro, o indicador recuou 0,7% em relação ao mês anterior.
O resultado de dezembro ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado e elevou a leitura de que a economia brasileira ainda está patinando, sem forças para engatar uma recuperação mais firme.
Os números ajudam a explicar a perda de força do Ibovespa ao longo do dia: apesar de ainda ter fechado a sessão com ganhos expressivos, o índice ficou longe das máximas (116.555,61 pontos, alta de 1,68%).
A percepção de fraqueza persistente da economia ainda fortaleceu as apostas num corte de 0,25 ponto na Selic, de modo a estimular a economia — o Copom divulga amanhã, após o fechamento dos mercados, a nova taxa de juros do país. E, nesse cenário, os DIs fecharam em queda nesta terça-feira.
Veja abaixo como ficaram as curvas mais líquidas nesta terça-feira:
O alívio visto na China também mexeu com o mercado de commodities: o minério de ferro negociado em Qingdao — cotação que serve como referência para os investidores — subiu 4,21%, recuperando boa parte das perdas da sessão anterior.
O petróleo chegou a subir mais de 3%, mas, no fim da sessão, mudou de lado: o Brent para abril caiu 0,90%, enquanto o WTI para março recuou 1%. Isso não impediu que as ações da Petrobras fechassem em alta, tanto as ONs (PETR3) quanto as PNs (PETR4), com ganhos de 2,47% e 1,60%, respectivamente.
No setor de mineração e siderurgia, Vale ON (VALE3) avançou 2,67%, CSN ON (CSNA3) teve alta de 1,77%, Gerdau PN (GGBR4) exibiu ganhos de 4,28% e Usiminas PNA (USIM5) valorizou 0,93%.
MRV ON (MRVE3) terminou o dia com ganhos de 2,77%, após o J.P. Morgan elevar a recomendação para os papéis, de neutro para 'overweight' (desempenho acima da média).
Outro destaque positivo da sessão foi Gol PN (GOLL4), subindo 2,36%. Mais cedo, a empresa brasileira anunciou um acordo de compartilhamento de voos com a American Airlines — confira aqui os demais destaques da sessão.
Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira:
E saiba também quais foram as cinco maiores baixas do índice:
Pregão desta terça-feira (12) foi marcado por maior aversão ao risco nos mercados globais; guerra entre Estados Unidos e Irã segue no radar dos investidores
Sérgio Ribeiro afirmou ao Seu Dinheiro que a corrida das construtoras para antecipar compras em meio ao risco inflacionário ajudou os resultados da companhia no 1T26; veja os destaques do balanço
Após dois trimestres turbulentos, a companhia melhora sinistralidade e geração de caixa, enquanto nova gestão de Lucas Adib acena com venda de ativos, revisão geográfica e foco em desalavancagem e eficiência operacional
Recebíveis corrigidos pelo INCC, poder de reajuste nos preços e bilhões em estoque ajudam a construtora a se proteger de uma eventual disparada dos custos da construção após a alta do petróleo; CEO Ricardo Gontijo também comentou os resultados do 1T26 da companhia
A conclusão da compra ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim deste mês
A companhia, subsidiária da Cosan que já estava listada na B3 com emissões de dívida, abre seu capital no Novo Mercado, patamar mais alto e exigente da bolsa, em oferta secundária
BTG Pactual, XP e Itaú BBA recomendam o que fazer com os papéis, enquanto o mercado acompanha a reta final da privatização e a disputa pelo futuro sócio estratégico da estatal mineira
Além das mudanças nos papéis, a corretora também recalibrou os pesos de algumas ações da carteira
Bancos avaliam que a companhia segue executando a estratégia esperada pelo mercado, mas a combinação de margens pressionadas, lucro em queda e novos investimentos reacendeu o debate sobre até onde o Mercado Livre pode sacrificar rentabilidade para acelerar crescimento
Mesmo com queda de mais de 10% no preço das ações, bancos acreditam que a fabricante tem potencial para continuar crescendo e entregar tudo o que prometeu aos acionistas
Companhia foi beneficiada pela volatilidade dos mercados, fluxo estrangeiro e aumento das negociações em renda variável e derivativos
Além da aquisição, o HGLG11 receberá, sem custo adicional, uma área de 15,9 mil metros quadrados, que servirá como acesso ao empreendimento
Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online
A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano
Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada
Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio
A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia
Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa
Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026
O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora