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A caminhada para a multiplicação de patrimônio não reside em ser o fundo mais rentável do ano, mas em ter um portfólio balanceado, capaz de se sair bem nos períodos de bonança ou de tempestade.
Na semana passada mostramos que o foco no curto prazo impede que o investidor de ações consiga enxergar além das crises. Esse curto prazismo o leva a cometer bobagens como, por exemplo, vender ativos a qualquer preço porque os preços estão caindo.
Mas o foco no curto prazo não atrapalha apenas os que querem rentabilizar o patrimônio com ações. Ele também é um perigo para aqueles que decidem colocar dinheiro nos fundos de investimento.
Se você já buscou por algum fundo para investir, aposto que utilizou a ferramenta acima como um filtro para ajudar em sua escolha.
Na falta de um mapa melhor para te ajudar a decidir, essa pode até parecer uma boa ideia. Mas se você parar para pensar, ela não passa de um pensamento curto prazista.
Qual fundo queremos? Aquele que acreditamos ser capaz de nos trazer o maior retorno no menor período de tempo. Mais uma vez, o pensamento no curto prazo querendo ferrar com o seu patrimônio.
Acredite, alguns arriscam até calcular se conseguirão realizar a viagem dos sonhos ou trocar de apartamento no fim do ano baseados apenas na rentabilidade do ano anterior.
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"Se eu investir R$ 30 mil e o fundo render os mesmos 80% do ano passado vou conseguir, finalmente, tirar as minhas férias merecidas e ainda vai sobrar para trocar de carro."
Nem preciso dizer que isso tem grandes chances de dar errado, né?
Quando analisamos desempenhos em janelas muito curtas de tempo corremos o risco de confundir sorte com competência – às vezes até irresponsabilidade com competência.
Em anos de euforia, os líderes dos rankings de rentabilidade geralmente serão os fundos que investem em papéis muito arriscados, algumas vezes inclusive se utilizando de alavancagem para vencer a corrida dos doze meses. Esses se dão muito bem quando o mercado sobe, mas são os primeiros a ficar pelo caminho quando o mercado vira.
Por outro lado, em anos de forte retração (2020 será um ótimo exemplo), o topo da lista terá vários profetas do apocalipse que passaram os dez anos anteriores perdendo dinheiro aguardando por uma crise que, quando finalmente chegou, não foi suficiente para compensar as perdas acumuladas nos períodos anteriores.
Portanto, seja muito cético com os tais rankings anuais. Estar no topo da lista não necessariamente é um sinal de competência.
A caminhada para a multiplicação de patrimônio não reside em ser o fundo mais rentável do ano, mas em ter um portfólio balanceado, capaz de se sair bem nos períodos de bonança ou de tempestade, que certamente acontecerão no meio do caminho.
Uma dica rápida para encontrar os gestores mais competentes é aumentar a janela de rentabilidade para pelo menos três anos.
Mas ninguém melhor do que Bruno Mérola e a equipe dos Melhores Fundos de Investimento para trazer para você os gestores focados em vencer a maratona, e não apenas as perigosas corridas de 100 metros rasos.
Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo
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