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Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

bolsa no azul

Ibovespa vai acima dos 107 mil pontos e dólar fecha em queda forte com apetite estrangeiro

Investidores estrangeiros compram bolsa, enquanto pessoas físicas vendem. Hoje, papéis de e-commerce tentam recuperar algumas das perdas da véspera, enquanto Petrobras e Vale se firmam em alta e sustentam desempenho do índice. Moeda americana recua, também na esteira da antecipação da rolagem de swaps com vencimento em janeiro e pacote econômico a ser votado no Congresso

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
17 de novembro de 2020
10:58 - atualizado às 17:21
queda
Imagem: Shutterstock

O Ibovespa iniciou a terça-feira (17) em leve queda, com a opção de investidores pela realização de lucros depois de uma sessão de ganhos firmes ontem, mas virou para alta no começo da tarde e se mantém em terreno positivo por volta das 17h20.

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Nesse horário, o principal índice acionário da B3 registra ganhos de 0,9%, cotado aos 107.380 pontos, se descolando da operação cautelosa sob a qual estão as bolsas americanas neste momento — agora, apenas o Nasdaq marca leves ganhos.

O movimento está correlacionado com o bom humor de investidores estrangeiros em relação à bolsa brasileira. Só na segunda passada (10), a entrada de recursos externos na B3 bateu recorde diário, no que foi o maior aporte diário desde novembro de 2011.

Na ponta ganhadora, papéis de e-commerce, como B2W, Magazine Luiza e Via Varejo, tentam devolver algumas perdas da véspera e sobem. Ações da CVC são a maior alta do índice. Pesos-pesados, os papéis da Vale disparam na esteira da alta do minério de ferro na China.

Papéis da Petrobras estão destoando completamente do mercado de petróleo, que fechou em queda hoje.

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Mais cedo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) reforçou, em comunicado, que os membros do cartel precisar estar vigilantes e preparados para agir de acordo com os requisitos do mercado, quando for necessário.

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As ações da estatal mudaram de sinal ainda pela manhã, ajudando o Ibovespa a ir para o terreno dos ganhos, empurrados pela compra de estrangeiros.

As "blue chips" do índice vão atraindo o "olhar gringo", com os investidores estrangeiro voltando a ingressar com recursos na bolsa brasileira e comprando ações de empresas consolidadas e defasadas do ponto de vista de valores correntes — Petrobras e bancos, por exemplo, acumulam queda em 2020.

Veja as maiores altas:

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CÓDIGOEMPRESAPREÇOVARIAÇÃO
CVCB3CVC ON           16,05 9,48%
HYPE3Hypera ON           31,50 6,60%
EGIE3Engie ON           45,50 4,33%
BRFS3BRF ON           20,78 4,00%
CYRE3Cyrela ON           27,29 3,88%

Papel que saltou na segunda, MRV é o segundo maior recuo percentual do Ibovespa hoje. Ações afetadas pela queda do dólar, Suzano recua.

Confira as maiores quedas:

CÓDIGOEMPRESAPREÇOS (R$)VARIAÇÃO
TAEE11Taesa units 32,17-4,28%
GNDI3Intermédica ON           71,63 -3,18%
MRVE3MRV ON           20,39 -2,39%
SUZB3Suzano ON           52,03 -2,00%
TOTS3Totvs ON           27,00 -1,85%

A primeira sessão da semana foi amplamente positiva para a tomada de risco, alimentando o fôlego das bolsas e enfraquecendo o dólar contra moedas emergentes.

Na ocasião, puxado por Petrobras, bancos e Vale, o Ibovespa fechou no maior patamar desde 4 de março, voltando a níveis pré-pandemia.

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O ânimo do índice seguiu o rastro dos ganhos no exterior, com as bolsas globais repercutindo a eficácia de 94,5% da vacina experimental contra a covid-19 da Moderna, de acordo com resultados preliminares da fase 3.

O número de novos casos do coronavírus registrados nos EUA saltou para mais de 166 mil na segunda em relação ao dia anterior. O número de hospitalizados, por sua vez, atingiu novo recorde.

Autoridades locais por todo o país estão impondo novas restrições à atividade social para conter a disseminação do vírus, que pode prejudicar a economia nos meses de inverno.

Dólar cai forte, juros acompanham

O dólar, por sua vez, intensificou a queda frente ao real ao longo do dia, e fechou perto das mínimas intradiárias, em baixa de 1,97%, aos R$ 5,3305 — a moeda teve um comportamento misto em relação a divisas de países emergentes.

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A moeda operou em quedabaixa refletindo a entrada de divisas no país, em meio ao movimento de ingresso de recursos estrangeiros.

Além disso, contribuiu para o movimento a antecipação da rolagem do vencimento de swaps cambiais de 4 de janeiro de 2021 no total de US$ 11,8 bilhões e, também, a percepção de andamento da agenda econômica no Congresso.

Mais cedo, a Broadcast noticiou, citando fontes, que líderes do Senado negociam um pacote de projetos econômicos a ser votado nesta semana.

Os juros futuros dos contratos de depósitos interbancários, deste modo, recuaram, embora tenham tido movimentos menores comparados à bolsa e ao dólar. Veja as taxas dos principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,926% para 1,922%
  • Janeiro/2022: de 3,29% para 3,25%
  • Janeiro/2023: de 4,90% para 4,85%
  • Janeiro/2025: de 6,71% para 6,64%

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