Ibovespa dispara e busca 104 mil com otimismo por vacina; após queda forte, dólar sobe
Investidores tomam risco confiantes em eficácia de 90% da vacina da farmacêutica Pfizer e sustentam vigor das bolsas. Ibovespa atingiu maior nível registrado desde julho, com destaque para ações de aéreas e shoppings; dólar atrai compradores, modera baixa e, após cair a R$ 5,22, avança

O Ibovespa esbanja vigor nesta segunda-feira (9), refletindo o otimismo dos investidores em relação a uma possível vacina contra o coronavírus, enquanto o dólar moderou as perdas e opera perto da estabilidade por volta das 16h45.
A Pfizer, farmacêutica americana, anunciou que os testes clínicos da fase 3 de sua candidata à vacina contra a doença, desenvolvida em parceria com a BioNTech, demonstraram 90% de eficácia, animando os agentes financeiros e dando o tom da sessão dos mercados globais.
A alta taxa aferida indica a efetividade encontrada pelo imunizante na prevenção da doença nos pacientes que nunca foram infectados com o vírus.
Com isso, os índices acionários nos Estados Unidos disparam — S&P 500 e Dow Jones ganham no mínimo 2,65%. O Nasdaq é o único que se descola do bom humor e opera em queda de 0,2%.
Na Europa, as principais praças, como Londres, Paris e Frankfurt, fecharam o dia com ganhos elevados, de 4,67%, no mínimo.
No mesmo horário, o Ibovespa sobe 2,9%, para 103.880 pontos — no maior nível intradiário desde 11 de agosto.
Leia Também
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
Mais cedo, o índice subiu acima dos 105 mil pontos na máxima, no maior nível dentro de uma mesma sessão desde 29 de julho, chegando a saltar 4,18% e operando aos 105.146,56 pontos.
Top 5
Ações Gol PN (GOLL4) e Azul PN (AZUL4) estão entre as maiores altas percentuais da sessão do principal índice da bolsa brasileira hoje.
Os papéis perderam ao menos 45% de valor em 2020 e são sempre muito sensíveis ao noticiário da covid-19, uma vez que as empresas se encontram entre as maiores perdedoras com a pandemia.
Papéis de shoppings, também muito afetados pela pandemia, estão entre os grandes vencedores da sessão. Veja as principais altas:
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| GOLL4 | Gol PN | 20,67 | 17,78% |
| MULT3 | Multiplan ON | 24,62 | 14,51% |
| AZUL4 | Azul PN | 29,68 | 14,46% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | 47,43 | 13,20% |
| EMBR3 | Embraer ON | 7,40 | 12,98% |
Na outra ponta, ações que têm ido bem em 2020, marcando desempenhos positivos no acumulado do ano, caem hoje, sugerindo que os investidores aproveitam para fazer uma troca de posições e realizar lucros. Veja também as principais quedas:
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| TOTS3 | Totvs ON | 29,67 | -4,51% |
| B3SA3 | B3 ON | 54,37 | -3,97% |
| GNDI3 | Intermédica ON | 71,47 | -3,24% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 26,55 | -2,85% |
| RENT3 | Localiza ON | 66,09 | -2,81% |
Hoje, após o fechamento da B3, BRF e Magazine Luiza são as principais empresas a reportarem seus resultados relativos ao terceiro trimestre.
Dólar volátil, juros em queda
O mercado de câmbio tem uma história bem diferente — ali, a volatilidade é a personagem fundamental desta sessão.
Neste momento, o dólar tem alta de 0,3%, avançando para R$ 5,4092, após operar em forte queda durante toda a manhã e o início da tarde.
Com uma fraqueza impulsionada pela perspectiva de Joe Biden na presidência americana, como se confirmou, o preço mais barato do dólar atraiu compradores e moderou as perdas da moeda.
Na mínima, a divisa chegou a tombar 3,1%, para R$ 5,22, no que era uma manutenção do ritmo de queda da semana passada — no período, a divisa caiu 6%.
"Em tempos de pandemia, a volatilidade e a amplitude da moeda está sendo testada a cada dia", diz Jefferson Rugik, diretor-superintendente da Correparti.
"A euforia sobre Biden e a divulgação de eficácia da vacina enfraqueceram o dólar, mas ele ficou relativamente barato frente ao que estava antes e os investidores aproveitaram para recompor suas posições defensivas", explica Rugik.
O dólar sobe frente a moedas fortes como euro, libra e iene, neste momento, segundo o Dollar Index (DXY), que tem avanço de 0,6%. Em meio a um cenário de apetite ao risco, os investidores também aproveitam para se desfazer de contratos de ouro, cujo preço tem queda forte hoje.
Os juros futuros fecharam em queda, em um movimento mais expressivo verificado nas taxas de contratos de vencimentos de prazos maiores, em uma reação à busca pelo risco.
Hoje, a pesquisa Focus do Banco Central trouxe revisão altista — e forte — para a inflação em 2020. A mediana das estimativas de economistas passou de 3,02% na semana passada para 3,2% nesta. Confira as taxas dos principais vencimentos agora:
- Janeiro/2021: de 1,929% para 1,925%
- Janeiro/2022: de 3,31% para 3,29%
- Janeiro/2023: de 4,86% para 4,81%
- Janeiro/2025: de 6,51% para 6,42%
Exterior positivo
As bolsas americanas se mantêm em uma forte toada, com altas vigorosas no momento. O Dow Jones, por exemplo, foi a nível recorde intradiário pela primeira vez desde fevereiro, chegando a subir 4,8%.
O Nasdaq, índice de ações de tecnologia, é o único que recua, neste momento, entre os principais índices americanos — apontando que os investidores trocam de posições, se desfazendo de ações das empresas de tecnologia, que amplamente se beneficiaram em meio à pandemia.
As ações da Pfizer sobem forte em Nova York, após o anúncio da empresa a respeito da comprovação da eficácia de sua candidata à vacina nos testes clínicos.
A divulgação é mais um passo na direção à eventual utilização massiva de um imunizante contra a doença.
A Pfizer disse que está em curso a solicitação aos reguladores de saúde uma permissão para vender a vacina antes do final deste mês, se os dados pendentes indicarem que a vacina é segura.
A BioNTech, que também participa da produção da vacina com a Pfizer, se disse otimista de que o efeito de proteção da vacina experimental da empresa, desenvolvida em conjunto com a Pfizer, terá a duração de pelo menos um ano.
Em outra frente está o cenário político. Após três dias de apuração, Joe Biden foi dado como presidente eleito dos Estados Unidos.
Ao lado da vice-presidente Kamala Harris, Biden deve iniciar um impulso por um pacote de estímulos fiscais maior, o que também contribui para uma reação positiva do mercado, além uma opção pública no âmbito da saúde, investimento em sustentabilidade e uma nova abordagem para a política externa e o comércio, entre outras questões.
Em discurso de vitória no sábado, Biden prometeu trabalhar em direção a esses objetivos com o objetivo de unir uma nação profundamente dividida, destacando que "se pudemos decidir não cooperar, então podemos decidir cooperar".
No campo da pandemia, o democrata deverá registrar um tom mais agressivo diante do aumento de casos da doença, após um recorde de mais de 120 mil casos da covid-19 registrados.
PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA
UBS BB passa a tesoura no preço-alvo de Santander (SANB11) e desiste da recomendação de olho em OPA; o que aconteceu?
24 de agosto de 2026 - 15:22DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"
Após o ‘maior erro de sua história’, Squadra coloca Meli (MELI34) e Nubank (ROXO34) entre as maiores apostas e vê oportunidades ignoradas pelo mercado
24 de agosto de 2026 - 11:07CARTEIRA SEMANAL
Quer ganhar do Ibovespa? Terra aposta em WEG (WEGE3), MBRF (MBRF3) e mais 3 ações nesta semana
23 de agosto de 2026 - 15:30SOB PRESSÃO
TRXF11 está dando um passo maior que a perna? CEO responde, mas mercado não compra e cota cai mais de 9% nesta semana
22 de agosto de 2026 - 14:33SOBE E DESCE
Ibovespa engata 3ª semana de sangria, e Hapvida (HAPV3) despenca de novo; veja quais ações sobreviveram
22 de agosto de 2026 - 12:11PIOR DO RANKING
Do topo ao poço da América Latina: Ibovespa perde o encanto e entra na lanterna dos gringos
21 de agosto de 2026 - 19:33ADEUS, ESTRANGEIRO
UBS vê exagero no medo dos juros nos EUA, mas alerta: Brasil está entre os mercados mais vulneráveis
21 de agosto de 2026 - 18:31BOTA CASACO, TIRA CASACO
Hapvida (HAPV3) convence ANS e consegue derrubar trava sobre reajustes — mas agência ficará de olho
21 de agosto de 2026 - 18:02AÇÕES PARA COMPRAR AGORA
As melhores oportunidades desde a crise Dilma: após a bolsa perder o equivalente a uma Vale (VALE3), gestor revela onde investir
21 de agosto de 2026 - 17:17Conteúdo BTG Pactual