No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
No mercado de câmbio, o dólar serviu como refúgio para os investidores que tentaram escapar da incerteza eleitoral

Uma sexta-feira (2) difícil de esquecer — e, dessa vez, por um bom motivo. O Ibovespa fechou o dia com 2,63% de alta depois de renovar uma série de máximas intradiárias que lançaram o principal índice da bolsa brasileira aos 192.114,55 pontos. Tudo isso no último pregão antes do primeiro turno das eleições.
Além de Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e bancos — as famosas blue chips —, as ações mais descontadas da B3 ganharam tração no pregão de hoje. Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3) avançaram mais de 10%.
De acordo com especialistas, o movimento reflete o posicionamento dos investidores para o pregão da segunda-feira (5), quando haverá uma definição dos candidatos eleitos e da necessidade (ou não) do segundo turno, especialmente na corrida ao Palácio do Planalto.
De olho nisso, muitos agentes do mercado montaram posições em opções de compra do Ibovespa, apostando que o índice deve subir forte nos próximos pregões.
Ibovespa sobe, Nova York também
O bom humor no exterior também ajudou a dar ainda mais tração ao mercado por aqui. Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 fecharam o dia com ganhos expressivos depois que o payroll, o principal relatório de emprego dos EUA, mostrou uma abertura fraca de vagas em agosto (29 mil), com alta do desemprego para 4,2%.
Diante dos dados abaixo das previsões reforçaram o entendimento dos investidores de que o Federal Reserve (Fed) não deve mexer nos juros na reunião deste mês. Em setembro, o banco central norte-americano elevou a taxa referencial pela primeira vez em três anos, para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano.
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No mercado de renda fixa dos EUA, os yields (rendimentos) dos títulos de dois anos, mais sensíveis à política monetária, avançaram para 4,834% por volta de 17h10, enquanto o yield dos papéis de dez anos, usados de referência no mercado, subiram para 5,277%.
Ibovespa dá salto, dólar não acompanha
O dólar à vista terminou a sexta-feira (2) que antecede às eleições praticamente estável, com leve variação negativa de 0,07%, cotado a R$ 5,2165.
Na maior parte do dia, a moeda norte-americana acompanhou o movimento no exterior, perdendo força na esteira da divulgação do payroll mais fraco.
De acordo com especialistas, a demanda por dólar hoje foi relativamente branda e mais concentrada em investidores que buscaram alguma proteção diante da incerteza do resultado eleitoral.
Além de o Datafolha ter confirmado na véspera uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos realizaram transmissões on-line na tentativa de convencer os indecisos.
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