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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Fundos imobiliários

Liberado a partir desta segunda, aluguel de cota de FII permite ao investidor ganhar mesmo na baixa

Medida permite a cotistas de FII emprestarem suas cotas em troca de remuneração e a investidores de curto prazo operarem vendidos, apostando na queda dos fundos

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
30 de novembro de 2020
12:14 - atualizado às 13:28
Imagem traz gráfico com preços em queda
Imagem: Shutterstock

O mercado de fundos imobiliários (FII) ganha, a partir desta segunda-feira (30), um recurso que o aproxima da sofisticação do mercado de ações e que permitirá, ao investidor, obter ganhos mesmo na baixa.

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A B3 liberou o aluguel de cotas de FII, o que permite ao detentor desses ativos emprestá-los a outros investidores, em troca de uma remuneração. Estes, por sua vez, poderão "operar vendidos", isto é, apostar na queda do preço daquele fundo.

Para o doador, isto é, quem empresta o ativo, a operação rende um valor de aluguel, tributado como renda fixa. O doador de um ativo em geral é um investidor de longo prazo que deseja ganhar um "a mais" em períodos de queda do preço desse ativo.

Já o tomador, isto é, quem toma o ativo emprestado, vende o ativo no mercado e o recompra após a queda esperada se materializar, devolvendo-o ao doador. Trata-se de um investidor mais de curto prazo, que lucra com a diferença entre os preços de venda e de recompra.

Dessa forma, tanto o doador quanto o tomador do ativo conseguem obter ganhos em momentos de adversidade no mercado de FII.

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A B3 também liberou o aluguel de cotas de Fundos de Investimento em Participações (FIP) negociados em bolsa, que são aqueles fundos que compram participações em empresas fechadas.

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Regras para o aluguel de FII

Não são todos os fundos imobiliários que estão liberado para o aluguel, apenas aqueles com Volume Médio de Negociações Diárias (ADTV) maior ou igual a R$ 1 milhão e média de número de cotistas maior ou igual a 500.

A análise para a inclusão de novos fundos será feita semestralmente, a partir de outubro de 2020, levando em consideração a média dos seis meses anteriores. Assim, os fundos já liberados para aluguel são aqueles que atenderam aos critérios no período de maio a outubro deste ano.

O aluguel de cotas já está liberado para 52 fundos. São eles: XPLG11, HGLG11, MXRF11, VILG11, HGRU11, IRDM11, XPML11, BRCR11, HFOF11, BCFF11, BBPO11, KNRI11, KNCR11, KNIP11, HGBS11, VISC11, HGRE11, HCTR11, JSRE11, BTLG11, RBRP11, LVBI11, HSML11, RBRF11, VRTA11, RECT11, VINO11, RBVA11, HGCR11, XPIN11, MGFF11, CPTS11, TGAR11, BZLI11, GTWR11, GGRC11, TRXF11, XPCI11, MCCI11, MALL11, RBRR11, ALZR11, BRCO11, SDIL11, XPSF11, XPPR11, PFIN11, HABT11, QAGR11, CVBI11, RCRB11, VGIR11.

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O serviço de aluguel de FII não pode ser utilizado pelos investidores pessoas físicas que sejam titulares de 10% ou mais das cotas do fundo em questão ou de cotas que lhe deem direito a receber rendimento superior a 10% do total de rendimentos auferidos pelo fundo.

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