17 fundos de ações que bateram o Ibovespa de forma consistente no longo prazo
Equitas Selection FIA lidera ranking de fundos de ações que superaram a média do mercado nos últimos nove anos e em janelas móveis de três anos; fundos da Brasil Capital, XP, Tempo Capital, Oceana e Constellation também aparecem na lista
Você já deve estar careca de ouvir que bolsa é investimento de longo prazo. Mas na hora de analisar um fundo de ações, nem todos têm um histórico de desempenho assim tão longo para mostrar.
Além disso, a volatilidade dos fundos que investem na bolsa é bastante alta. Então pode acontecer de, em prazos de cinco ou dez anos eles terem um bom retorno, mas em períodos menores não serem capazes de superar média do mercado.
A consultoria Economatica fez um levantamento, nesta semana, com alguns critérios que permitiram chegar a uma lista de fundos de ações brasileiros com histórico longo e que têm conseguido entregar retornos superiores ao Ibovespa, o principal índice da bolsa, de maneira consistente nos últimos nove anos fechados.
Foram considerados todos os fundos de ações do país, com exceção dos fundos dos grandes bancos de varejo (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Caixa e Banco do Brasil).
Para fazer parte da amostra, os fundos precisavam ter histórico de 31 de dezembro de 2010 a 31 de dezembro de 2019, além de mais de dez cotistas nesta última data. Ou seja, fundos que entraram no mercado há menos de nove anos não puderam ser analisados.
Além de levar em conta o retorno total de quase toda a década, o estudo avaliou sete janelas móveis de três anos: de dezembro de 2010 a dezembro de 2013; de dezembro de 2011 a dezembro de 2014; de dezembro de 2012 a dezembro de 2015, e assim por diante, até o período de dezembro de 2016 a dezembro de 2019.
Leia Também
Para a lista a seguir, foram selecionados apenas os 17 fundos que se encaixavam nos critérios e que superaram o Ibovespa tanto no período de dez anos quanto em todas as janelas móveis de três anos. Ou seja, são fundos consistentes, que conseguiram bater o mercado no longo prazo e em prazos mais curtos também.
Nas duas últimas colunas, você pode ver quanto o fundo rendeu acima do Ibovespa em pontos percentuais de 31 de dezembro de 2010 a 31 de dezembro de 2019 (prêmio sobre o Ibovespa) e o número de pontos percentuais acima do Ibovespa que o fundo rendeu em média no período (prêmio médio sobre o Ibovespa).
Por exemplo, o primeiro colocado, o Equitas Selection FIC FIA, rendeu 400,39 pontos percentuais a mais que o Ibovespa no prazo analisado. Como o índice teve retorno de 67,32%, isso significa que o fundo da Equitas rendeu 467,71% no período.

Repare que muitos dos fundos da lista não são abertos para o público em geral. Aqueles marcados com asterisco são destinados apenas a investidores qualificados ou profissionais, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.
Os investidores qualificados são aqueles que têm, no mínimo, R$ 1 milhão em aplicações financeiras; já os profissionais têm, no mínimo, R$ 10 milhões.
Outros fundos são destinados apenas a receber aportes de outros fundos de investimento ou são restritos a um público específico, como os sócios da própria gestora.
No caso do fundo Constellation Master FIA, trata-se do fundo master em que todos os fundos de ações da gestora Constellation investem, inclusive o Constellation FIC FIA.
Embora este último também seja apenas para investidor qualificado, a casa dispõe de um fundo de ações para o público geral que também investe no master, o Constellation Institucional FIC FIA, nascido em dezembro de 2012.
O Claritas Valor FIA é um caso parecido. Ele recebe os investimentos do Claritas Valor Feeder FIA, este sim aberto para o público em geral.
Também não são todos os fundos da lista que se encontram abertos para novos aportes. Muitas vezes os fundos de ações fecham ao atingirem determinado patrimônio, para que a estratégia do gestor possa ser aplicada com eficiência.
Dos fundos disponíveis para a pessoa física, ainda encontram-se abertos o Equitas Selection, o Vinci Mosaico e o ARX Income FIA, além do Claritas Valor Feeder.
O fundo da Brasil Capital que figura na lista é restrito a investidores qualificados e está fechado para captação, mas a tradicional casa de ações conta com um fundo destinado ao público geral e que se encontra aberto, o Brasil Capital 30 FIC FIA, nascido em 2012.
Onde os melhores fundos de ações investiram?
A Economatica adicionou ainda um estudo dos investimentos dos melhores fundos da lista para mostrar quais foram as ações que ficaram mais tempo nas suas carteiras. O período estudado abarcou os 107 meses que vão de dezembro de 2010 a outubro de 2019, data da última carteira aberta dos fundos na base de dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Interessante notar como os três primeiros fundos do ranking permaneceram com pelo menos uma ação na carteira ao longo dos quase nove anos estudados: Eztec, no caso do Equitas Selection; Equatorial Energia e CR2 Empreendimentos Imobiliários, no caso do fundo da Squadra; e Yduqs (antiga Estácio) e Tegma, no caso dos fundos Mosaico. Investimentos de longo prazo mesmo!
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
