Ações da Weg se aproximam das máximas após a empresa lucrar 15% a mais no trimestre
A companhia catarinense Weg divulgou na manhã desta quarta-feira (24) seus números referentes ao segundo trimestre do ano — e as ações da empresa reagiram bem aos dados

Um dos conselhos mais básicos para quem está entrando no mercado financeiro diz respeito à diversidade dos investimentos — o tal do "não deposite todos os ovos numa única cesta". Afinal, estar exposto a ativos de diferentes perfis reduz a chance de ter prejuízos por causa de algum imprevisto. A Weg leva a sério esse ensinamento, e seus resultados do segundo trimestre mostram que a estratégia rendeu frutos.
A empresa catarinense atua em vários ramos: desde equipamentos eletroeletrônicos industriais até motores para uso doméstico; de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD) a tintas e vernizes. Além disso, a Weg possui ampla diversificação geográfica, com presença em todos os continentes.
Esse leque de atuação acaba funcionando como uma espécie de seguro: eventuais dificuldades enfrentadas por alguma divisão ou mercado acabam sendo diluídas no meio de tantas frentes de resultado. E, entre abril e junho deste ano, o saldo de todos os vetores foi positivo para a empresa.
A Weg reportou, na manhã desta quarta-fera (24), um lucro líquido de R$ 389 milhões no segundo trimestre de 2019, cifra 15,6% maior que a apurada no mesmo período do ano passado. A receita líquida também cresceu: chegou a R$ 3,286 bilhões, um avanço de 7,5% na mesma base de comparação.
Os números foram bem recebidos pelo mercado: as ações ON da Weg (WEGE3) fecharam o dia em alta de 1,86%, a R$ 23,00 — perto das máximas históricas de encerramento, de R$ 23,69.
Leia Também
Em linhas gerais, analistas e especialistas receberam bem os resultados da Weg. No entanto, o otimismo não se restringe ao crescimento por si só do lucro e da receita: o segredo está no desempenho isolado de cada setor e área de atuação da companhia — e nas perspectivas para o futuro.
Dos R$ 3,286 bilhões de receita, R$ 1,289 bilhão foi obtido no mercado interno — um recuo de 2,2% na base anual. Contudo, o mercado externo respondeu por R$ 1,996 bilhão, um avanço de 18,8% em relação ao segundo trimestre de 2018, o que compensou a desaceleração vista aqui dentro.
Cartas na manga
Em termos domésticos, a Weg destaca que a geração de receita foi negativamente impactada pela menor participação dos projetos de geração eólica. Contudo, uma segunda frente de atuação tem ganhado importância nas atividades locais da empresa: os negócios de geração solar.
"As perspectivas para esse negócio se mantêm positivas, principalmente na parte de geração solar distribuída, que vem apresentando crescimento contínuo na entrada de pedidos nos últimos meses", destaca a empresa, em mensagem aos acionistas. Vale lembrar que a Weg tem uma parceria com a construtora MRV para instalar miniusinas solares em condomínios residenciais.
No exterior, a companhia destaca o bom desempenho das áreas de GTD e equipamentos eletrônicos industriais, tanto em reais quanto em moedas locas. "Segmentos importantes da indústria como os setores de óleo e gás, mineração, papel e celulose e infraestrutura continuam mostrando boa demanda por novos produtos, tanto em projetos de expansão de capacidade ou novos investimentos".
Otimismo
Uma vez conhecidos os resultados da Weg segundo trimestre, duas casas de análise mostraram-se satisfeitas com os números. O BTG Pactual afirmou que os dados ficaram em linha com o esperado, mas destacou que o mix de produtos e o bom desempenho das atividades internacionais foram pontos positivos do balanço.
Como resultado, o BTG fixou em R$ 25,00 o preço-alvo para as ações da empresa ao final de 2020 — a meta anterior era de R$ 21 ao fim deste ano —, com recomendação 'neutra'.
Já o Itaú BBA afirmou que os números da Weg foram surpreendentes, uma vez que as estimativas do banco eram "conservadoras". A instituição possui recomendação 'market perform' (em linha com a média do mercado) para os ativos da empresa e preço-alvo de R$ 19 ao fim deste ano — o Itaú BBA, contudo, afirma que há espaço para uma revisão para cima dessa meta.
EM BUSCA DA ESTABILIDADE
Da Petrobras (PETR4) ao BTG (BPAC11) e Embraer (EMBJ3): as ações que o Citi escolheu para enfrentar a montanha-russa das eleições
15 de setembro de 2026 - 11:17INVESTIMENTO ESG
Energia limpa na Bolsa: novo ETF da Galapagos amplia aposta em empresas brasileiras e tem apoio do BNDES
14 de setembro de 2026 - 19:47PARA ONDE VAI A BOLSA
BofA está otimista e tem nova projeção para a Selic; banco já elegeu suas ações preferidas para investir em cenário mais positivo para juros
14 de setembro de 2026 - 19:07DÍVIDA NA CARTEIRA
FIIs de tijolo estão de olho na alavancagem e reduzem endividamento — mas um segmento vai na contramão; entenda o motivo
14 de setembro de 2026 - 17:10MERCADOS HOJE
Sangria na bolsa: Ibovespa perde mais de 3 mil pontos e dólar sobe; juro do Treasury passa de 5%
14 de setembro de 2026 - 12:32MEXENDO NA CARTEIRA
TRXF11 vai às compras de novo, e mercado torce o nariz: cotas caem após FII desembolsar R$ 340 milhões por ativos corporativos
14 de setembro de 2026 - 11:06BOLSA EM DÓLARES
Ibovespa mais acessível para o gringo? Novidade na B3 a partir de hoje pode ajudar o índice
14 de setembro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Trade eleitoral: como os tubarões do mercado estão se posicionando para ganhar com as eleições — e limitar o prejuízo se a aposta der errado
14 de setembro de 2026 - 6:12SOBE E DESCE DAS AÇÕES
Alívio nos juros favorece Assaí (ASAI3), enquanto Direcional (DIRR3) amarga a pior queda do Ibovespa. O que aconteceu?
13 de setembro de 2026 - 13:06GIGANTE DA BOLSA
Petrobras (PETR4) está mais forte nessas eleições e pode saltar 32%, diz BTG – mas 4 gatilhos podem levar a ação além
11 de setembro de 2026 - 12:46IBOV MAIS COMPLETO
BDRs de Nubank, XP, Inter e JBS podem ganhar espaço no Ibovespa; entenda por que isso importa
10 de setembro de 2026 - 15:01MAIS INTERNACIONAL
B3 muda regra do Ibovespa e BDRs de brasileiras poderão entrar no índice já a partir da próxima edição
9 de setembro de 2026 - 17:02IÇANDO AS VELAS
Por que o Bank of America voltou a recomendar a compra de ações brasileiras na contramão de JP Morgan e Morgan Stanley
8 de setembro de 2026 - 14:06MERCADOS
O combo que fez o Ibovespa saltar mais de 4.000 pontos em 50 minutos na volta do feriado
8 de setembro de 2026 - 13:12NOVA ESCALAÇÃO
Tenda (TEND3) ganha vaga no Ibovespa — mas duas ações ficaram pelo caminho; veja a nova carteira do índice
8 de setembro de 2026 - 12:46MERCADOS HOJE
Petróleo fecha em alta e se aproxima de US$ 100, e China aumenta reservas cambiais e em ouro; veja o dia nos mercados globais
7 de setembro de 2026 - 17:47TROCA-TROCA
Dividendos para setembro: Itaú (ITUB4) e Vale (VALE3) saem da carteira da Rico; veja quem entrou
7 de setembro de 2026 - 16:10SETOR DE CONSTRUÇÃO
Não é MRV (MRVE3) nem Direcional (DIRR3): Itaú BBA acredita que outra ação pode valorizar até 107%
7 de setembro de 2026 - 12:17RENDA PASSIVA
Quem mais pagou dividendos em 2026? Veja o ranking das 10 maiores pagadoras no 2º trimestre
5 de setembro de 2026 - 17:45ESTRATÉGIA DO GESTOR