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2019-10-04T13:54:39-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Vídeo

Os principais tipos de risco que você corre ao investir

Investimentos podem ter mais ou menos risco e também riscos diferentes! Conheça os principais e as diferenças entre eles

5 de outubro de 2019
6:55 - atualizado às 13:54

Podemos conceituar risco como a probabilidade de algo não sair como esperamos. Ou seja, risco é uma medida de incerteza. Quanto mais incerto o resultado de uma decisão, por exemplo, mais arriscada ela é. E como ninguém tem bola de cristal, fica fácil perceber que praticamente tudo na vida tem risco, e com os investimentos não poderia ser diferente.

Nem mesmo a mais conservadora das aplicações financeiras é 100% segura. Mas nem todos os riscos são iguais, e não entender isso pode custar caro ao investidor. No vídeo a seguir eu falo justamente sobre as diferenças entre eles:

Leia a transcrição do vídeo sobre os principais tipos de risco que você corre ao investir

Não existe investimento sem risco. Mesmo a caderneta de poupança e os títulos do governo têm algum risco, por menor que seja. Se você ouvir falar de algum investimento de risco zero, pode correr que é cilada. Só que nem todos os riscos têm a mesma natureza. Nesse vídeo eu vou falar um pouquinho sobre os principais tipos de risco que você pode correr ao investir.

Os riscos podem ser sistêmicos ou não sistêmicos. Os riscos sistêmicos são os riscos da economia como um todo. Eles podem comprometer o mercado ou o sistema financeiro em geral. É o caso, por exemplo, das crises econômicas mundiais. Já os riscos não sistêmicos são aqueles riscos específicos de cada tipo de investimento, e é neles que eu vou focar nesse vídeo.

Risco de mercado: é o risco de oscilação de preços e taxas, como a variação dos preços das ações, dos imóveis, dos títulos públicos e das commodities, assim como o sobe e desce dos juros e do câmbio. Nesse outro vídeo, eu falei com mais detalhe sobre a volatilidade, conceito associado ao risco de mercado.

Risco de crédito: esse risco está mais associado àqueles investimentos em que você empresta dinheiro para o governo ou para empresas. Em bom português, é o risco de você tomar um calote e não receber o seu dinheiro de volta.

Risco de liquidez: a liquidez é a facilidade de resgatar ou vender um ativo. Se eu compro um título, consigo resgatá-lo antes do vencimento? Se não, quão fácil é encontrar um comprador? No caso de uma ação, ela é muito ou pouco negociada? O risco de liquidez é justamente a dificuldade de se desfazer do investimento caso você precise reaver o seu dinheiro.

Risco operacional: é o risco de operar em determinado mercado. Por exemplo, de o sistema do Tesouro Direto sair do ar, de o home broker travar ou de a sua corretora passar por algum problema na prestação de serviços.

Risco regulatório: é aquele risco das regras do jogo mudarem no meio do jogo. Por exemplo, de o governo baixar um decreto que altere as regras de todo um setor a ponto de afetar as ações e títulos das empresas que atuam nele.

E por fim, o risco de concentração, que é aquele risco de você concentrar demais a sua carteira em um ou poucos ativos. Ou então de ficar exposto a ativos com os mesmos tipos de riscos ou que sempre caminham para o mesmo lado. Se algo der errado na estratégia, toda a sua carteira vai sofrer.

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