Menu
2019-11-27T08:21:55-03:00
no topo do ranking

Vale lidera investimentos de empresas brasileiras no exterior em 2018

Em 2018, a companhia anunciou o relançamento de um grande projeto de mineração de níquel no Canadá, em um investimento que, sozinho, vai consumir US$ 2 bilhões

27 de novembro de 2019
8:21
A mineradora Vale
Imagem: Shutterstock

O investimento de empresas brasileiras no exterior somou US$ 14,7 bilhões no ano passado, uma queda de 31% em relação a 2017, quando os aportes de companhias nacionais tinham somado US$ 21,3 bilhões. Segundo a Fundação Dom Cabral (FDC), que realizou o Estudo Global Latam, levantamento sobre a América Latina encomendado pelo governo da Espanha, o resultado sofreu forte impacto das eleições brasileiras em 2018, que deixaram os empresários mais cautelosos em relação a investimentos em moeda estrangeira.

Entre as empresas brasileiras, a mineradora Vale lidera os projetos internacionais. Em 2018, a companhia anunciou o relançamento de um grande projeto de mineração de níquel no Canadá, em um investimento que, sozinho, vai consumir US$ 2 bilhões. No total, a companhia investiu US$ 2,8 bilhões fora do Brasil em 2018.

Entre outros casos de empresas brasileiras de sucesso lá fora, o levantamento cita Petrobrás (petróleo), Iochpe-Maxion (fabricante de autopeças), Marcopolo (carrocerias de caminhões e ônibus) e Magnesita (mineradora), além das gigantes dos alimentos Minerva, BRF e Marfrig. Entre os nomes emergentes na atuação internacional, o estudo enumera a Natura (cosméticos), a Embraer (fabricante de aeronaves) e a Stefanini (tecnologia).

Entre 2003 e 2019, o país com o maior número de projetos de empresas brasileiras foram os Estados Unidos, com um total de 207. Entre os principais destinos de investimentos brasileiros destacam-se também Argentina (2.ª posição, com 108 projetos de investimento) e Colômbia (3.º lugar, com 59 investimentos diretos).

De forma geral, aponta a Fundação Dom Cabral, o investimento estrangeiro das empresas nacionais parece sentir claro impacto das turbulências internas da economia e da política. O levantamento mostra essa flutuação em vários anos das últimas duas décadas, sendo o caso mais evidente o de 2015, quando o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve uma retração de 3,6%. Naquele ano, a queda em relação a 2014 foi de quase 85% (veja quadro ao lado).

Financiamento

O estudo também mostra que o papel do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem sido mais discreto no que se refere ao financiamento da internacionalização das empresas brasileiras desde a eclosão da crise econômica. "As empresas que conseguiram se reestruturar durante a crise têm capacidade de investir com meios próprios em fusões e aquisições", avalia Paul Ferreira, professor da FDC.

Hoje, as companhias buscam financiamento próprio para suas ambições fora do País, como é o caso da Natura, que desde 2013 fez três grandes aquisições globais: a australiana Aesop, a britânica The Body Shop e a americana Avon. Esta última aquisição - a maior de todas, que formará um grupo de US$ 10 bilhões - ainda está em fase de aprovação por órgãos reguladores, devendo ser concluída em 2020.

Além da Natura, o estudo lembra casos como o da Embraer, que buscou parcerias no exterior. No ano passado, a empresa brasileira vendeu 80% de seu negócio de jatos comerciais à americana Boeing, além de realizar uma parceria com a multinacional para a comercialização de cargueiros militares no mercado internacional.

Já a Stefanini, que fornece serviços de tecnologia da informação, utilizou as operações internacionais para expandir seus negócios. O setor de TI se destaca no ranking de aquisições de empresas de outros países, com cinco negócios fechados apenas em 2018. Em primeiro lugar estão as companhias de internet, com 13 transações.

Na avaliação de Ferreira, o resultado mostra a valorização do setor de tecnologia, embora ele ressalve que o movimento pode ser apenas conjuntural. "O que é certo é que, neste momento, essas empresas estão tendo mais protagonismo, mas não podemos dizer que é uma tendência", afirma.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Substituto do Bolsa Família

Renda Brasil terá R$ 51,7 bilhões e vai pagar benefício médio de R$ 232, prevê governo

Hoje, o Bolsa Família inclui 13,2 milhões de famílias, o que alcança 41 milhões de pessoas a um custo de cerca de R$ 32 bilhões ao ano

Mais lidas Seu Dinheiro

MAIS LIDAS: Os 10 anos bem vividos da Tesla na bolsa

Nos dez anos que separam a abertura de capital da Tesla na Nasdaq e o último dia 29 de junho, as ações da companhia subiram vertiginosos 4.125%, enquanto o principal índice da bolsa americana de tecnologia teve alta de “apenas” 345%. E a companhia do bilionário Elon Musk pôde comemorar o aniversário de uma década […]

Avião-problema

Fabricante de aviões trilha novo caminho: Boeing aposta no MAX

Mesmo começando a ficar otimista com relação ao futuro do Max, acredito que comprar ações da Boeing continua sendo mau negócio

ranking

Os títulos públicos mais rentáveis do 1º semestre; indicações do Seu Dinheiro estiveram entre eles

Em março, levantamos a bola para uma oportunidade aberta no Tesouro Direto com a alta dos juros no mês, e alguns dos títulos indicados ficaram entre os mais rentáveis do semestre. Confira a lista completa dos melhores e piores títulos públicos do ano até agora

Recuperação mais lenta

Ipea diz que efeitos da pandemia tendem a persistir sobre mercado de trabalho

“É provável que a taxa de desemprego continue alta, mas não por uma piora do mercado de trabalho, e sim pela melhora da percepção das pessoas sobre o ambiente para procurar emprego”, diz diretor da instituição

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements