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Para esvaziar as barreiras, a empresa estima que deixará de produzir 40 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano. Plano de segurança é estimado em R$ 5 bilhões
A Vale anunciou nesta terça-feira, 29, que vai eliminar dez barragens que possuem o mesmo método de construção daquelas que se romperam nas cidades de Mariana e Brumadinho. De acordo com o presidente da empresa, Fabio Schvartsman, todas as barragens ficam em Minas Gerais. O plano de segurança vai custar R$ 5 bilhões à Vale.
Schvartsman concedeu uma entrevista coletiva para falar sobre o desastre de Brumadinho. Segundo ele, Vale possuía 19 barragens com a chamada "construção a montante", e que nove delas já haviam sido "descomissionadas". "Todas elas estão desativadas. Descomissionar significa deixa de ser barragens. São esvaziadas ou integradas ao meio ambiente", completou.
Ainda de acordo com o presidente da empresa, todas barragens desse modelo já estavam inativas e que o trabalho agora será acelerar a eliminação dos rejeitos armazenados. Esse processo, segundo ele, levará de um a três anos.
Para conseguir esvaziar todas as barragens, a Vale tomou a decisão de interromper as atividades de mineração em áreas próximas a cada uma delas. Com isso, a empresa estima que deixará de produzir 40 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano e 11 milhões de toneladas de pelotas, que são pequenas bolinhas feitas a partir de minério de ferro fino e usadas na fabricação de aço.
Para se ter uma ideia, em 2017, a Vale produziu 366,511 milhões de toneladas de minério de ferro.
*Com Estadão Conteúdo.
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