Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

Saiu o relatório

CPI do Senado aprova indiciamento de 14 pessoas por homicídio em Brumadinho

Desastre ocorrido em janeiro com a barragem da mineradora Vale deixou 246 mortos e 24 desaparecidos

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
2 de julho de 2019
17:03 - atualizado às 19:11
Barragem da Vale desaba em Brumadinho (MG)
Barragem da Vale desaba em Brumadinho (MG) - Imagem: Corpo de Bombeiros/Divulgação

A CPI de Brumadinho aprovou nesta terça-feira (2) o indiciamento de 14 pessoas envolvidas no rompimento da barragem da mineradora Vale S.A., na cidade de Brumadinho (MG), pelo crime de homicídio com dolo eventual — quando o agente assume o risco de cometer o crime. O desastre ocorrido em janeiro deixou 246 mortos e 24 desaparecidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O relatório original do senador Carlos Viana (PSD-MG) previa o indiciamento por homicídio culposo — sem intenção de matar. Mas o relator decidiu acatar a sugestão do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que apresentou voto em separado para recomendar a tese de dolo eventual.

"Sonho em ver muita gente da assassina Vale mofando na cadeia. No dolo eventual, o agente aceita e não age para impedir o resultado. No presente caso, restou comprovado que não só os agentes sabiam do risco e não agiram para impedir o resultado, como houve conduta comissiva de alguns deles e tudo isso levou à ocorrência do resultado", disse Kajuru.

O engenheiro Fábio Schvartsman, presidente da Vale na época da tragédia, encabeça a lista de indiciados. Além de homicídio, ele pode responder por lesão corporal culposa; destruição culposa de flora de preservação permanente e de Mata Atlântica; e poluição culposa que provoca a morte de fauna e flora. Somadas, as penas podem chegar a sete anos de prisão.

O senador Carlos Viana recomenda os mesmos indiciamentos para outros 11 funcionários da Vale e dois engenheiros da empresa TÜV SÜD, Makoto Namba e André Jum Yassuda. A empresa terceirizada foi responsável por um laudo que atestou a segurança da barragem de Brumadinho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Várias ações poderiam e deveriam ter sido tomadas para evitar o resultado, mas não foram. A construção da berma de reforço, a construção dos poços de rebaixamento, o acionamento do plano de emergência e a evacuação da empresa do local. Esta CPI considerou todos coautores numa cadeia causal normativa de imperícia, imprudência e negligência", explica Carlos Viana.

Leia Também

Além das pessoas físicas, o relator sugere o indiciamento das empresas Vale e TÜV SÜD. Elas podem responder por destruição culposa de flora de preservação permanente e de Mata Atlântica; e poluição culposa que provoca mortandade de fauna e flora, com inviabilização de área para ocupação humana.

Refletindo a decisão do Congresso, as ações ordinárias da Vale (VALE3) na bolsa despencavam 4,51% no fim da tarde. Os papéis lideravam as baixas do Ibovespa.

Projetos de lei

O relator sugere também a apresentação de três projetos de lei. A primeira proposição tem como objetivo conferir mais segurança às barragens de rejeitos de mineração. O texto proíbe o licenciamento ambiental de novos equipamentos e estabelece prazo de dez anos para a desativação dos já existentes ou em fase de construção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O projeto prevê ainda a criação da Taxa de Fiscalização de Segurança de Barragens de Rejeitos (TFSBR), que deve ser paga pelo empreendedor à Agência Nacional de Mineração (ANM). O valor depende do volume de barragens de rejeitos e pode variar de R$ 5 mil a R$ 120 mil.

A segunda proposição altera as regras de tributação para a mineração. De acordo com o relator, “há muitos indícios de que determinadas atividades são tributadas muito aquém do que deveriam ser”. Segundo a ANM, a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais referente à produção de ferro somou R$ 2,1 bilhões em 2018 — menos de US$ 1 para cada tonelada extraída.

O projeto prevê a criação de dois tipos complementares de tributação: royalties e participação especial. A primeira cobrança incide sobre o valor bruto da produção, enquanto o segundo se refere à receita líquida obtida em cada mina. De acordo com esse sistema, todos os empreendimentos pagam royalties, mas a participação especial recai apenas sobre aqueles com grande produção. A alíquota máxima será de 40%.

A terceira e última proposição endurece as penas e tipifica novos crimes ambientais. A legislação em vigor prevê punição de um a quatro anos de reclusão para casos de poluição. O projeto sugerido pelo relator eleva a pena para oito anos se o crime provocar “desastre ecológico de grande proporção ou que produza estado de calamidade pública”. Se provocar morte humana, a punição pode ser aplicada em dobro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O texto considera crime “dar causa a rompimento de barragem”. A pena é de dois a cinco anos mais multa, mas pode chegar a oito anos se o crime tornar a área imprópria para a ocupação humana; provocar mortandade de animais ou destruição significativa da flora; causar poluição que impeça o abastecimento de água; causar prejuízos ao patrimônio histórico-cultural; ou afetar o modo de vida de populações indígenas e comunidades tradicionais.

O projeto também eleva o valor de multas aplicadas a quem violar as leis de uso, proteção e recuperação do meio ambiente. Na legislação em vigor, elas vão de R$ 50 a R$ 50 milhões. O senador Carlos Viana recomenda valores que variam de R$ 2 mil a R$ 1 bilhão.

O que diz a Vale

Em nota, a Vale informou que "respeitosamente discorda" da sugestão de indiciamento de funcionários e executivos da companhia, conforme proposto no relatório final da CPI.

De acordo com a mineradora, o relatório recomenda os indiciamentos de forma verticalizada, com base em cargos ocupados em todos os níveis da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A Vale considera fundamental que haja uma conclusão pericial, técnica e científica sobre as causas do rompimento da barragem B1 antes que sejam apontadas responsabilidades", diz a companhia, ao acrescentar que seguirá colaborando ativamente com todas as autoridades competentes e com órgãos que apuram as circunstâncias do rompimento.

Leia abaixo os indiciamentos aprovados na CPI:

Pessoas jurídicas

1) Vale S.A

2) Tüv Süd Bureau de Projetos e Consultoria e Tüv Süd SFDK Laboratório de Análise de Produtos

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Crimes atribuídos

  • Destruição culposa de flora de preservação permanente e de Mata Atlântica
  • Poluição culposa que provoca mortandade de fauna e flora, com inviabilização de área para ocupação humana

Pessoas físicas

3) Fábio Schvartsman, presidente da Vale

4) Gerd Peter Poppinga, diretor executivo de Ferrosos e Carvão da Vale

5) Luciano Siani Pires, diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale

6) Lúcio Flavo Gallon Cavalli, gerente executivo de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento de Negócios Ferrosos da Vale

7) Silmar Magalhães Silva, diretor de operações do Corredor Sudeste da Vale

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

8) Alexandre de Paula Campanha, gerente executivo de Geotecnia Corporativa da Vale

9) Rodrigo Artur Gomes de Melo, gerente operacional da Vale

10) Joaquim Pedro de Toledo, gerente executivo de Geotecnia Operacional da Vale

11) Renzo Albieri Guimarães Carvalho, gerente de Geotecnica do Corredor Sudeste da Vale

12) Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo, gerente de Riscos Geotécnicos da Vale

13) César Augusto Paulino Grandchamp, geólogo da Vale

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

14) Cristina Heloiza da Silva Malheiros, funcionária da Gerência de Geotecnia da Vale

15) Makoto Namba, engenheiro da TÜV SÜD

16) André Jum Yassuda, engenheiro da TÜV SÜD

Crimes atribuídos

  • Homicídio com dolo eventual — quando o agente assume o risco de cometer o crime
  • Lesão corporal culposa
  • Destruição culposa de flora de preservação permanente e de Mata Atlântica
  • Poluição culposa que provoca mortandade de fauna e flora, com inviabilização de área para ocupação humana

*Com informações da Agência Senado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DE VOLTA À VITRINE

O pior ficou para trás? Lucro da C&A (CEAB3) dispara mais de 200% no 1T26, e ação lidera altas do Ibovespa

6 de maio de 2026 - 14:07

Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação

PRÉVIA DOS RESULTADOS

O duelo dos bancos digitais ficou mais difícil: Inter e Nubank encaram novo teste em 2026; veja o que esperar dos balanços do 1T26

6 de maio de 2026 - 13:12

Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?

REAÇÃO AO BALANÇO

O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26

6 de maio de 2026 - 12:07

Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado

A FÓRMULA DO ITAÚ

Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026

6 de maio de 2026 - 11:08

Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

GPA (PCAR3) pode respirar aliviado: varejista aprova renegociação de dívidas, mas há um risco para os acionistas no futuro

6 de maio de 2026 - 9:46

Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro

TERMÔMETRO DO RESULTADO

Bradesco (BBDC4) vira o jogo? Banco entra no 1T26 como a aposta da vez — e analistas revelam se vale a pena comprar as ações

6 de maio de 2026 - 7:22

Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026

REORGANIZANDO O CAIXA

Allos (ALOS3) recicla portfólio e mira shoppings que vendem mais

5 de maio de 2026 - 19:37

Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional

TEMPORADA DE RESULTADOS

Tenda (TEND3) mais do que dobra lucro no primeiro trimestre, enquanto Alea dá ‘sinais de vida’; veja os destaques do balanço

5 de maio de 2026 - 18:23

O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas

RESULTADO

Itaú Unibanco (ITUB4) entrega o esperado — e um pouco mais — na largada de 2026, com rentabilidade de quase 25% no 1T26

5 de maio de 2026 - 18:21

Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço

VAI PINGAR NA CONTA

Dividendos da Petrobras (PETR4) podem somar até US$ 2,3 bilhões no 1T26, diz Citi; estatal não é a única aposta do banco no setor

5 de maio de 2026 - 17:36

O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes

VOTO DE CONFIANÇA

IRB (IRBR3) respira: dividendo de volta e sinistralidade domada fazem ação ignorar lucro menor e subir mais de 3%

5 de maio de 2026 - 13:00

Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis

PODE ABRIR A LATINHA

Ambev (ABEV3) faz golaço nos resultados às vésperas da Copa do Mundo, e ações disparam; entenda os motivos da comemoração

5 de maio de 2026 - 12:20

A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados

NOVA PROMESSA DA BOLSA

BradSaúde (SAUD3) desembarca na B3: nova gigante da saúde estreia forte — e CEO já mira o que pode destravar valor daqui para frente

5 de maio de 2026 - 12:12

Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro

PRÉVIA DO BALANÇO

Nem o melhor da turma escapa: Itaú (ITUB4) deve ter resultado mais fraco no 1T26. Isso muda tese para as ações?

5 de maio de 2026 - 9:11

Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco

QUEM GANHA E QUEM PERDE

Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3), Cury (CURY3): o que esperar das construtoras no 1T26, segundo o Santander

5 de maio de 2026 - 9:07

O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços

FOCO NO ALICERCE

A estratégia por trás da venda da Telhanorte: dona da Quartzolit sai do balcão de vendas, mas segue no canteiro de obras

4 de maio de 2026 - 19:54

Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.

DO CASHBACK AO BITCOIN

Méliuz (CASH3) acelera recompra e aposta em Bitcoin para destravar valor — mercado ainda não comprou a tese?

4 de maio de 2026 - 19:39

Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista

FÔLEGO RENOVADO

O balão de oxigênio que a Kora Saúde (KRSA3) precisava acaba de ser entregue pela Justiça

4 de maio de 2026 - 19:25

Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão

BALANÇO

O teste de fogo da BradSaúde: nova gigante que substitui a Odontoprev (ODPV3) estreia com lucro de R$ 1,3 bilhão e ROE de 24% no 1T26

4 de maio de 2026 - 19:18

Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço

BALANÇO

O pior ficou para trás? Lucro da BB Seguridade (BBSE3) sobe 11,2% e chega a R$ 2,2 bilhões; confira os números do 1T26

4 de maio de 2026 - 18:45

No ano, a seguradora do Banco do Brasil vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia