O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Se você é desses que buscam uma resposta rápida à pergunta “onde eu invisto para ganhar mais que a poupança?”, lamento informar que não é tão simples assim
Foi durante o café, depois de um almoço de família num dia quente em Niterói, que uma das minhas irmãs lançou a questão: “Julia, estou com um dinheiro para investir e pensei no Tesouro Direto. Que título você acha que eu devo comprar?”
Perguntei se ela já tinha reserva de emergência e qual era a finalidade daquele dinheiro. Depois, comecei a explicar o que é um título público, como funciona o Tesouro Direto, as características de cada título, a dinâmica dos preços e a sua relação com taxa de juros e inflação. Aliás, se você tem dúvida nisso, eu explico o sobe e desce dos preços dos títulos e como eles são calculados nesta matéria.
Fui veementemente interrompida. “Tá bom, Julia, mas eu não quero saber de tudo isso. Só me diz qual título eu compro!”
Veja bem, não é que eu estivesse sendo prolixa ou enrolando a minha irmã. É que como ela se definiu como “muito conservadora”, achei importante dizer que o Tesouro Direto não é tão trivial quanto parece, e que alguns títulos podem dar retorno negativo em certos cenários caso sejam vendidos antes do vencimento. E achei que seria bom ela entender por que isso acontece.
Infelizmente, a maioria das pessoas é como a minha irmã. É certo que ninguém precisa ser profissional do mercado financeiro para investir bem e ter uma vida financeira saudável.
Sei também que a maior parte dos investidores não tem muito tempo para se dedicar às finanças, já que esta não é a sua principal ocupação. Eu até já escrevi um guia, no Seu Dinheiro, para quem quer investir bem sem ter muito trabalho.
Leia Também
Mas se você é desses que buscam uma resposta rápida à pergunta “onde eu invisto para ganhar mais que a poupança?”, lamento informar que 1) não é tão simples assim e 2) dispensar educação financeira e não se preocupar em entender no que você está investindo pode fazer muito mal à saúde do seu bolso.
O problema é que a pergunta “onde eu invisto?” não tem uma resposta única. Não existe um investimento mágico, que dê alto retorno com baixo risco, onde você possa deixar todo o seu dinheiro e esquecer.
Tem gente por aí prometendo isso, mas se você se deparar com alguma oferta dessas, pode ter certeza de que tem alguma coisa muito errada. Nessa semana mesmo nós contamos a história da JJ Invest, uma empresa que deixou 3 mil investidores na mão e provavelmente os levou a perder milhões de reais. Essas coisas são mais comuns do que você pensa.
A verdade é que, em algum momento durante a construção do seu patrimônio, você vai começar a ter necessidade de diversificar a sua carteira.
Primeiro, para manter uma boa relação risco-retorno, isto é, ter um retorno bacana com um risco ok. Segundo, porque a escolha dos investimentos depende dos seus objetivos, do prazo de cada um deles e da sua tolerância emocional a risco.
Em outras palavras, a rentabilidade não é, nem de longe, a única coisa que importa. Uma reserva de emergência não pode ser alocada em um investimento de baixa liquidez, mas um investimento de longo prazo, sim. Uma jovem solteira e sem filhos como eu tem, ao menos por ora, mais condição de tolerar perdas pontuais do que a minha irmã com seus três filhos. E por aí vai.
Finalmente, saber o básico sobre investimentos é fundamental para tomar decisões acertadas.
A educação financeira é o que evita surpresas desagradáveis, como não entender por que o seu saldo investido em Tesouro IPCA+ ficou menor (ué, não é renda fixa?); descobrir, um pouco tarde demais, que fundos imobiliários não permitem resgates, e que você vai precisar vender as cotas por um preço mais baixo do que as comprou; ou, ainda, que você não vai conseguir resgatar aquela LCI porque o investimento tem carência de três meses, e só se passaram dois.
Além disso, o conhecimento te ajuda a se defender de golpes, conversar de igual para igual com o seu gerente ou assessor de investimentos, evitar investimentos caros e pouco rentáveis, e driblar os conflitos de interesses dos profissionais de mercado.
Afinal, a menos que você tenha um consultor 100% independente, é muito provável que a pessoa que te assessora tente, em algum momento, levar você a investir em um produto que pague uma boa comissão para ela, ainda que não seja o mais interessante para você.
Nós, aqui no Seu Dinheiro, acreditamos que a pessoa física pode sim investir por conta própria, sem a necessidade de um assessor. Mas também entendemos que algumas pessoas se sentem mais seguras quando amparadas por um profissional, e tudo bem também.
Só nunca, em hipótese alguma, dispense educação financeira e informação sobre investimentos, porque ninguém sabe mais das suas inseguranças e necessidades em relação a dinheiro do que você mesmo. Eu e toda a equipe do Seu Dinheiro estaremos aqui para te ajudar na sua jornada.
Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB
Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor
Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas
Investimentos como CRI/CRA, debêntures e outros reduziram a participação dos bancos nos empréstimos corporativos
Novos títulos têm vencimento fechado, sem a possibilidade de resgate antecipado
O Copom ainda não cortou a taxa de juros, mas isso deve acontecer em breve — e o mercado já se move para ajustar os retornos para baixo
BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano
Em carta mensal, Sparta analisa por que os eventos de crédito deste ano não doeram tanto no mercado de debêntures quanto os de empresas como Americanas e Light em 2023 e avalia os cenários de risco e oportunidades à frente
Pierre Jadoul não vê investidor disposto a tomar risco e enfrentar volatilidade enquanto juros continuarem altos e eleições aumentarem imprevisibilidade
O produto estará disponível por tempo limitado, entre os dias 24 e 28 de novembro, para novos clientes
Após o tombo do Banco Master, investidores ainda encontram CDBs turbinados — mas especialistas alertam para o risco por trás das taxas “boas demais”
Levantamento da Anbima mostra que a expectativa de queda da Selic puxou a valorização dos títulos de taxa fixa
A correção de spreads desde setembro melhora a percepção dos gestores em relação às debêntures incentivadas, com o vislumbre de retorno adequado ao risco
Surpresa da divulgação do IPCA de outubro foi gatilho para taxas do Tesouro Direto se afastaram dos níveis mais altos nesta terça-feira (11)
BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano
Queda inesperada de demanda acende alerta para os fundos abertos, porém é oportunidade para fundos fechados na visão da gestora
Queda inesperada de demanda por debêntures incentivadas abriu spreads e derrubou os preços dos papéis, mas movimento não tem a ver com crise de crédito
Funcionalidade facilita o acompanhamento das aplicações, refletindo o interesse crescente por renda fixa em meio à Selic elevada
As três gigantes enfrentam desafios distintos, mas o estresse simultâneo nos seus títulos de dívida reacendeu o temor de um contágio similar ao que ocorreu quando a Americanas descobriu uma fraude bilionária em 2023
Juro real no título indexado à inflação é histórico e pode mais que triplicar o patrimônio em prazos mais longos