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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Renda fixa

Investidor de debêntures da Rumo vai receber juros de 4,50% ao ano mais IPCA, isento de IR

Empresa de logística controlada pela Cosan capta R$ 600 milhões com debêntures de infraestrutura, que possuem benefício fiscal para pessoas físicas

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
11 de março de 2019
11:17 - atualizado às 18:09
Trem com o logo da Rumo RAIL3 | Dividendos
Trem da Rumo (RAIL3). - Imagem: Divulgação

O investidor que fez seu pedido de reserva na oferta de debêntures de infraestrutura da Rumo Logística, fechada na semana passada, vai receber um rendimento de 4,50% ao ano, mais a variação da inflação medida pelo IPCA.

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A taxa ficou abaixo do teto proposto pela companhia, que podia chegar a IPCA mais 5,05% ao ano (ou o equivalente à remuneração do Tesouro IPCA com vencimento em 2030 mais 0,50% ao ano).

Em outro sinal de que a demanda dos investidores pelas debêntures foi grande, a empresa de ferrovias controlada pela Cosan captou R$ 600 milhões com a emissão. O valor ficou acima dos R$ 500 milhões pretendidos inicialmente pela companhia.

A Rumo pretende usar os recursos no investimento em infraestrutura de sua malha sul. Trata-se de um trecho de 7.223 quilômetros de via férrea que passa pelos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A emissão foi enquadrada na lei que concedeu isenção fiscal para pessoas físicas e estrangeiros no investimento em debêntures usadas para financiar obras de infraestrutura.

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As debêntures da Rumo têm prazo de vencimento de dez anos. Isso significa que, durante esse período, você só poderá sair do investimento se conseguir vender os títulos para outro investidor no chamado mercado secundário. Para aumentar a liquidez dos papéis, o Santander foi contratado para fazer o trabalho de formador de mercado.

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A oferta da Rumo recebeu classificação de risco "AA+", a segunda melhor na escala nacional da agência Standard & Poor’s (S&P). Isso significa que o risco de a empresa dar calote nos investidores é baixo, pelos critérios da agência.

A emissão foi coordenada por BTG Pactual, Santander, Bradesco BBI, BB - Banco de Investimento, XP Investimentos e Itaú BBA.

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