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Críticas no Twitter

Bolsonaro critica a oposição por obstruir discussões sobre crédito extra ao governo

O presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter para criticar a atuação da oposição, indicando que o governo não terá como pagar benefícios caso o crédito extra solicitado pelo governo não seja concedido

Presidente da República, Jair Bolsonaro
Bolsonaro usou o Twitter para criticar a oposiçãoImagem: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro teve apenas um compromisso oficial em sua agenda neste domingo (9): uma reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ainda durante da manhã. Passado o encontro, o presidente foi ao Twitter — mas não fez menções ao que foi conversado com um dos líderes da articulação política do governo.

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Na rede social, Bolsonaro optou por falar novamente de um assunto que trouxe turbulência ao cenário político nesta semana: o pedido de liberação de créditos suplementares ao governo, no valor de R$ 248,9 bilhões — a verba ainda precisa do sinal verde do Congresso.

A Comissão Mista do Orçamento (CMO) do Congresso votaria essa solicitação do governo na última quarta-feira (5), mas a sessão do colegiado foi suspensa após deputados da oposição obstruírem o diálogo. E Bolsonaro não mediu palavras para criticar a atuação da ala contrária a sua gestão nessas discussões.

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Sem esse crédito extra, o governo corre o risco de ficar sem dinheiro para pagar benefícios previdenciários e assistenciais, entre outras despesas. O prazo limite para a concessão do crédito termina no próximo sábado (15).

Caso a verba não seja liberada, a gestão Bolsonaro poderá optar por duas direções: ou esses benefícios deixam de ser pagos, ou o governo realiza os desembolsos e quebra a chamada "regra de ouro" das finanças públicas — e, com isso, poderá ficar sujeito a um processo de impeachment por irresponsabilidade fiscal.

Uma nova sessão da CMO para votar a concessão dos créditos solicitados pelo governo está marcada para a próxima terça-feira (11). E o tema pode trazer instabilidade aos mercados financeiros do Brasil.

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Na última quarta-feira, os agentes financeiros reagiram mal à suspensão da sessão da CMO — a leitura foi a de que as dificuldades enfrentadas pelo governo para a aprovação dessa verba eram um prenúncio de que a tramitação da reforma da Previdência poderia passar por transtornos semelhantes no Congresso.

Com essa percepção, o Ibovespa terminou o pregão daquele dia em queda de 1,42%, aos 95.998,75 pontos — nas sessões seguintes, contudo, o índice se recuperou, chegando aos 97.821,26 pontos no fechamento de sexta-feira (7).

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