Com vantagem menor no 1º turno, Lula vê empate técnico com Flávio Bolsonaro persistir no 2º turno, diz Datafolha
Pela primeira vez nesta eleição, o levantamento divulgou também o cálculo dos votos válidos, métrica em que são descartados os votos em branco, os nulos e os eleitores indecisos

Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manter a liderança no primeiro turno com 39% contra 35% de Flávio Bolsonaro (PL), o cenário para a decisão final segue indefinido. A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que a margem entre os dois diminuiu na primeira etapa e que o empate técnico persiste no segundo turno.
O petista tem 46% das intenções de voto, contra 44% do candidato do PL na segunda etapa da eleição. Brancos e nulos somam 8% e indecisos, 1%. Na rodada anterior, divulgada há uma semana, o placar era o mesmo: Lula tinha 46% e Flávio, 44%.
Pela primeira vez, o Datafolha também testou um cenário de segundo turno entre Lula e Augusto Cury (Avante). O escritor está empatado tecnicamente com o petista: 45% para o petista e 43% para o psiquiatra.
Confira todos os cenários de segundo turno em votos totais medidos pelo Datafolha:
- Lula (PT) 46% x 44% Flávio Bolsonaro (PL), em empate técnico;
- Lula (PT) 45% x 43% Augusto Cury (Avante), em empate técnico;
- Lula (PT) 46% x 41% Ronaldo Caiado (PSD);
- Lula (PT) 48% x 39% Romeu Zema (Novo);
- Lula (PT) 48% x 37% Renan Santos (Missão).
Além disso, o Datafolha divulgou também o cálculo dos votos válidos, métrica em que são descartados os votos em branco, os nulos e os eleitores indecisos.
O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%.
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Lula x Flávio com votos válidos
No cenário de votos válidos em primeiro turno sem a presença de Pablo Marçal:
- Lula (PT): 43%
- Flávio Bolsonaro (PL): 38%
- Escritor Augusto Cury (Avante): 6%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Samara Martins (UP): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
- Clariana Barão (DC): 1%
- Edmilson Costa (PCB): 1%
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
No cenário de votos válidos em primeiro turno com a inclusão de Pablo Marçal:
- Lula (PT): 42%
- Flávio Bolsonaro (PL): 37%
- Escritor Augusto Cury (Avante): 6%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Pablo Marçal (PRTB): 2%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Samara Martins (UP): 1%
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Clariana Barão (DC): 0%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
Pesquisa estimulada no 1º turno (sem Pablo Marçal)
Na amostragem estimulada tradicional (sem Pablo Marçal), que inclui brancos, nulos e indecisos, os resultados em relação à pesquisa anterior (3 de setembro) são os seguintes:
- Lula (PT): 39% (eram 38%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 35% (eram 33%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (eram 8%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
- Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
- Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
- Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 1%)
- Clariana Barão (DC): 1% (era zero)
- Edmilson Costa (PCB): 1% (era 1%)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (era zero)
- Hertz Dias (PSTU): 0% (era zero)
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)
- Indecisos: 4% (eram 3%)
O Datafolha avaliou ainda um segundo cenário de 1º turno com Pablo Marçal (PRTB), candidato que está inelegível em razão de uma condenação na Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa se ele pode disputar o pleito e formou maioria nesta sexta-feira para indeferir sua candidatura.
Neste modelo estimulado (comparado aos dados de agosto):
- Lula (PT): 39% (eram 39% em agosto)
- Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 32%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 5% (eram 7%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
- Renan Santos (Missão): 3% (eram 4%)
- Pablo Marçal (PRTB): 2% (eram 2%)
- Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
- Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1% (era zero)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0% (era zero)
- Edmilson Costa (PCB): 0% (era zero)
- Clariana Barão (DC): 0% (era zero)
- Hertz Dias (PSTU): 0% (era zero)
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)
- Indecisos: 3% (eram 3%)
Pesquisa espontânea e convicção do voto
Na pesquisa espontânea — modalidade em que o instituto não indica nomes aos entrevistados —, os números em comparação ao levantamento anterior são:
- Lula (PT): 33% (eram 31%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 25% (eram 22%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 3% (eram 5%)
- Jair Bolsonaro (PL): 2% (eram 3%)
- Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 1% (era 1%)
- Outras respostas: 5%
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 5%)
- Indecisos: 23% (eram 26%)
O levantamento aponta também a definição da escolha do eleitorado: 75% dos entrevistados afirmam que estão totalmente decididos sobre em quem votar para presidente, ao passo que 25% informam que ainda podem alterar o voto.
A avaliação do governo Lula
O Datafolha também mediu o nível de rejeição do governo Lula. No levantamento, a gestão do petista é reprovada por 50% dos eleitores. Outros 47% aprovam e 3% se dizem indecisos.
Na semana passada, Lula era reprovado por 51% e aprovado por 45%, enquanto 4% não souberam responder.
O porcentual dos que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 33% em agosto para 31% na semana passada e agora foi a 32%.
Os que o consideram ruim ou péssimo eram 41% em agosto, foram a 42% na semana passada e se mantiveram em 42% agora.
Os que consideram a gestão regular eram 25% tanto em agosto quanto na semana passada e nesta semana. Nos três levantamentos, 1% se disseram indecisos.
Um sinal negativo para a campanha de Lula é o fato de que, pela primeira vez, ele tem o mesmo porcentual de rejeição que Flávio Bolsonaro.
No caso dos dois, 46% dos eleitores dizem que não votariam neles de jeito nenhum. Renan Santos (Missão) é rejeitado por 17%. Romeu Zema (Novo), por 16%. Ronaldo Caiado (PSD), por 14%. Augusto Cury (Avante), por 10%.
Na rodada anterior, Flávio era rejeitado por 47% dos entrevistados. Lula era rejeitado por 45%. Os dois oscilaram dentro da margem de erro e agora se encontram numericamente empatados.
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