Lula amplia vantagem e volta a ficar numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
Para 83% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará, o que representa um recorde na série iniciada em março

Quem vai ser o próximo presidente? As pesquisas eleitorais ainda indicam um cenário incerto para as eleições de outubro. Depois de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Augusto Cury (Avante) ultrapassarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente, a nova rodada do levantamento BTG Pactual/Nexus mostra uma reversão desse cenário.
Na pesquisa divulgada nesta manhã (14), Lula volta a ficar à frente no primeiro turno, com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%. O presidente cresceu três pontos sobre os 39% da semana passada e Flávio Bolsonaro avançou dois pontos sobre os 33%.
A diferença entre ambos saiu de quatro para cinco pontos no primeiro turno. Assim, o petista voltou a ter vantagem acima da margem de erro de dois pontos porcentuais na semana marcada pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Com esse cenário, Lula também torna a superar numericamente o senador em um eventual segundo turno entre ambos, com o presidente apresentando 47% das intenções de votos contra 46% de Flávio.
Já Augusto Cury também caiu no primeiro turno, passando de 9% para 6%. Essa é a segunda queda porcentual do candidato do Avante, após a disparada na semana retrasada, quando chegou ao pico de 11%. Ronaldo Caiado (PSD) saiu de 4% para 5% e Renan Santos (Missão) variou de 4% para 2%.
Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) permaneceram com 1%. Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), e Wilson Grassi Júnior (Democrata) ficaram com 0%.
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O total de brancos, nulos e dos que não votariam em nenhum dos nomes apresentados foi de 3% para 4% e os indecisos ou que não opinaram permaneceram em 2%.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2003 eleitores maiores de 16 anos entre sexta-feira (11) e este domingo (13) nos 26 estados e no Distrito Federal. O índice de confiança é de 95%.
Cenário de primeiro turno com Pablo Marçal
A nova pesquisa BTG Pactual/Nexus manteve outro cenário de primeiro turno, com a inclusão de Pablo Marçal como candidato do PRTB, que se tornou inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder ecônomico.
No cenário com Marçal, Lula saiu de 39% para 40% ante o levantamento passado, Flávio Bolsonaro de 34% para 36% e Augusto Cury saiu de 9% para 7%. Caiado permaneceu em 4%, Renan Santos em 3% e o empresário caiu de 3% para 2%. Zema e Samara Martins aparecem com 1% e outros candidatos não atingiram 1%.
Para 83% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará, ante 81% há uma semana, recorde na série iniciada em março. Outros 17% , mesmo porcentual de 8 de setembro.
Lula e adversários no segundo turno
Em um eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro seguiram empatados tecnicamente, mas o presidente voltou numericamente ao topo. Lula atingiu 47% contra 46% de Flávio Bolsonaro, ante 46% a 45% para o senador na semana passada. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 6% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.
A pesquisa BTG Pactual/Nexus manteve outros três cenários com embates do presidente contra Caiado, Cury, Zema e Renan Santos. No embate entre Lula e Cury, o presidente também reverteu o cenário, com 45% a 42% sobre o escritor, ante 45% para Cury e 43% para Lula na semana anterior.
Contra Caiado, Lula teria vantagem de 47% a 41%, ante vantagem de 46% a 43% na semana passada. Em um segundo turno contra Zema, Lula teria 49% a 38%, ante 47% a 40% na pesquisa anterior. Se o adversário fosse Renan Santos, o presidente venceria por 48% a 37%, ante 47% a 39% no levantamento anterior.
Espontânea e rejeição
Na pesquisa espontânea, Lula foi de 39% para 40% de intenções de voto e Flávio Bolsonaro variou de 31% para 34%. Augusto Cury saiu de 6% para 5%, Renan Santos saiu de 4% para 2%, Caiado permaneceu em 2% e Zema ficou em 1%.
Outros candidatos foram lembrados por um total de 2%. Nesse segundo levantamento do mês de setembro, 10% não souberam responder ou não opinaram na pesquisa espontânea, ante 11% no levantamento passado, e o total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome foi de 4%.
Vale lembrar que a pesquisa espontânea costuma refletir com maior precisão a decisão dos eleitores, que não terão informações dos candidatos na urna.
Avaliação do governo e do presidente Lula
Já a rejeição a Lula saiu de 49% para 48% de todo o eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro permaneceu em 50%. O potencial de voto de Lula foi de 47% para 50% e o de Flávio Bolsonaro foi de 47% para 48%.
O levantamento também perguntou como o entrevistado avalia o governo atual. Entre os entrevistados, 17% responderam ótimo, ante 15% na semana passada, 20% bom (21% na pesquisa passada) e 18% consideraram regular, estável em relação à pesquisa anterior.
Outros 6% consideraram o governo ruim, ante 7% no levantamento passado, e 38% como péssimo, ante 39% na pesquisa anterior. Já 1% não respondeu e não soube avaliar.
O trabalho do governo Lula foi aprovado por 47% ante 45% na semana passada e desaprovado por 49% dos entrevistados, ante 50% na pesquisa anterior. Os que não responderam e não souberam dar uma avaliação ficaram em 4%.
*Com informações do Money Times.
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