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SÍMBOLOS NACIONAIS

Dia da Independência do Brasil: a introdução desconhecida do Hino Nacional e a canção composta por D. Pedro I

Hino Nacional já teve introdução cantada, e Hino da Independência foi composto pelo primeiro imperador do país

Bandeira do Brasil
Bandeira do Brasil. - Imagem: Marcello Sokal/Pexels

No Dia da Independência do Brasil, relembramos, além do Grito do Ipiranga de 7 de setembro de 1822 que fez com que deixássemos de ser colônia de Portugal, também os símbolos nacionais, como o Hino Nacional e o Hino da Independência.

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Poucos sabem, porém, que o Hino Nacional Brasileiro chegou a ter uma introdução cantada, uma letra não oficial para o que hoje é a sua introdução instrumental, antes do verso "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas".

A introdução "desconhecida" faz parte da história do hino, que teve diversas versões até chegar à sua versão oficial, a mais conhecida.

O Hino Nacional Brasileiro nasceu como uma melodia puramente instrumental, composta por Francisco Manuel da Silva em 1822, logo após a Independência do Brasil.

Na década de 1830, a música recebeu uma letra escrita por Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, a qual refletia o contexto político da época e fazia referência ao Brasil Imperial.

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Com a Proclamação da República, em 1889, foi realizado um concurso para a escolha de um novo hino nacional, que substituísse o anterior, associado à monarquia.

A composição vencedora, escrita por Medeiros e Albuquerque, foi oficialmente adotada, mas enfrentou resistência popular, e acabou sendo mantida apenas como Hino da Proclamação da República, aquele que começa pelos famosos versos “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós!”

A melodia de Francisco Manuel da Silva continuou a ser utilizada como Hino Nacional, mas ainda sem uma letra associada ao novo regime, a República.

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Em 1906 foi aberto um novo concurso, mas só três anos depois o poema de Joaquim Osório Duque Estrada foi escolhido e posteriormente oficializado pelo governo brasileiro. Esta é a letra que permanece até hoje.

Ocorre que, entre as discussões e propostas para a letra oficial do Hino Nacional Brasileiro, surgiu também uma proposta de letra para a introdução, que acabou permanecendo instrumental até hoje.

Atribuídos ao paulista Américo de Moura, os versos diziam o seguinte:

“Espera o Brasil que todos cumprais com o vosso dever
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante
Gravai com buril nos pátrios anais o vosso poder
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante
Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz
Cumpri o dever na guerra e na paz
À sombra da lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil
Eia! Sus, oh, sus!”

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Assim como a letra de Osório Duque Estrada, estes versos também utilizam palavras hoje pouco usadas pelos brasileiros, como "buril" e "sus".

"Buril" se refere a uma ferramenta de aço com ponta cortante, usada para gravar inscrições em superfícies metálicas ou de madeira. Já "sus" deriva do latim e transmite a ideia de elevação ou impulso para cima.

Veja o exemplo cantado desta introdução:

O Hino da Independência foi composto pelo próprio D. Pedro I

Já o menos conhecido Hino da Independência do Brasil teve a melodia composta pelo próprio imperador D. Pedro I, com letra baseada no poema do poeta e escritor Evaristo da Veiga.

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Os versos foram escritos em agosto de 1822 em apoio à independência do país e, inicialmente, o hino teve melodia de Antônio da Fonseca Portugal. Apenas a partir de 1824 a melodia foi substituída pela composição do primeiro governante do Brasil independente.

Após a proclamação da República, a execução da canção caiu em desuso, só tendo sido resgatada durante o governo Vargas, na década de 1930.

Confira a seguir a letra e a execução do Hino da Independência do Brasil:

*Com informações de Aventuras na História

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