Menu
2019-08-28T17:27:00-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Prévias do PIB

UBS: Céu do Brasil está escurecendo quando o assunto é o PIB

Além de revisarem para baixo o Produto Interno Bruto deste ano, os analistas do banco esperam ainda um indicador com expansão mais baixa em 2020

28 de agosto de 2019
17:27
PIB

Na véspera da divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB), o banco suíço UBS destacou, em relatório enviado nesta semana a clientes, que espera um crescimento de 0,8% do PIB neste ano, ante a previsão inicial de 1%.

E não foi só isso. Os analistas também revisaram para baixo a expectativa de expansão do indicador no próximo ano que passou de 2,2% para 1,5%. Em sua avaliação, os especialistas disseram que o "céu está escurecendo" no Brasil.

O cenário esperado pelo banco é até mesmo pior do que as estimativas dos economistas para 2020. Nesta segunda-feira (26), o Boletim Focus apontou que os especialistas esperam que a expansão do PIB no próximo ano fique em 2,10%, ante os 2,20% da última semana.

Já para este ano, a expectativa dos economistas do Focus é que o indicador cresça 0,80%, conforme esperam os analistas do UBS.

Os motivos

Entre as razões para o maior pessimismo está o fato de que os níveis de investimento permaneceram extremamente baixos, mesmo depois de terem caído cerca de 30% durante a recessão brasileira, que terminou em 2017.

"Nós não vimos uma recuperação substancial dos investimentos, que é uma das condições necessárias para que o Brasil volte a crescer 2%", destacaram os analistas.

Os especialistas também pontuaram que nem a redução dos desequilíbrios macroeconômicos nem a aprovação de várias reformas foram suficientes para fazer com que as taxas de crescimento passassem de 1% no país, - níveis que foram vistos no país últimos três anos.

Mas ainda não chegamos no abismo

Apesar das estimativas apontarem para o que seria o quarto ano seguido em que o crescimento do PIB está abaixo de 2%, os analistas disseram não acreditar que o Brasil está enfrentando uma estagnação secular.

Eles pontuaram que não veem uma falta de oportunidades de investimento e nem excesso de poupança no país, que seriam provas de que há uma estagnação de grande porte no país.

Mudança de portfólio

Outro ponto de destaque no relatório é a questão de que o "fim do CDI" pode melhorar bastante as condições financeiras do país. Isso ocorre porque fica mais interessante acessar um financiamento, investir na ampliação de fábricas, assim como buscar investimentos mais rentáveis do que aqueles atrelados ao CDI.

"As taxas de juros cada vez menores estão levando a uma alocação completamente diferenciada de portfólio, fazendo com que haja uma migração dos investimentos de renda fixa de curto prazo para investimentos mais arriscados, como em ações, debêntures e produtos securitizados."

Segundo eles, a mudança de alocação dos investidores locais está permitindo, inclusive, que a bolsa obtenha ganhos, mesmo com vários investidores estrangeiros liquidando posições no país.

Apesar de se mostrarem mais negativos com o cenário brasileiro, os analistas esperam que o dólar fique em R$ 4,00 neste ano e no próximo.

O valor é um pouco mais alto do que previam as estimativas anteriores e que apontavam que a moeda americana ficaria em R$ 3,80 em 2019, e em R$ 3,75 em 2020.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

ALÉM DE MORTOS E FERIDOS...

Os ‘falidos’ do coronavírus: veja as empresas que quebraram na pandemia

Companhias aéreas foram as primeiras a sentir o baque, seguidas por empresas que dependem também do turismo ou de viagens corporativas. Varejistas com fraca presença no e-commerce também sofreram com a ausência de clientes.

dados do ministério da Economia

Estatais apresentaram resultado líquido de R$ 109,1 bilhões em 2019, alta de 53%

De acordo com balanço apresentado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia, isso representa um aumento de 53% em relação ao lucro de 2018 e é o maior valor desde 2008

solução eletrônica

Donas de shoppings investirão menos em expansão e mais em canais digitais

Em vez de priorizarem a construção de novas unidades (“greenfields”) ou a expansão da área dos estabelecimentos já em operação – principais vias de crescimento até então -, será dado cada vez mais peso na integração do comércio físico ao eletrônico

em meio à covid

Fluxo de pessoas em lojas físicas sobe 194% em junho; em shoppings, alta de 126%

No comparativo com junho do ano anterior, porém, o fluxo caiu 75,94% nos shopping centers e 70,94% nas lojas físicas

vice da república

Gestores dos fundos querem ver resultado na redução do desmatamento, diz Mourão

Após reunião com representantes de fundos estrangeiros, Mourão disse que eles não se comprometeram com investimentos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements