ESQUEÇA BITCOIN: outra criptomoeda de R$ 4 pode valer R$ 80 em breve; conheça aqui

Cotações por TradingView
2019-04-05T15:50:18-03:00
Estadão Conteúdo
Pessimismo

Mercado já estima crescimento da economia abaixo de 2% neste ano

Segundo o ex-presidente do Banco Central Afonso Celso Pastore, tendência é que projeções comecem a convergir para 1,5% após novas revisões para baixo

2 de abril de 2019
7:44 - atualizado às 15:50
Gráfico indicando queda
Gráfico indicando queda - Imagem: Shutterstock

Indicadores econômicos decepcionantes no fim de 2018 e em janeiro, além da queda de braço entre Executivo e Legislativo adiando a tramitação da reforma da Previdência, levaram economistas a rever suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. Nessa segunda-feira, 1º, pela primeira vez desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência, as estimativas de crescimento da economia ficaram abaixo dos 2%. Segundo o relatório Focus, feito pelo Banco Central com projeções de instituições financeira, a alta em 2019 deverá ser de 1,98%. No começo de janeiro, a estimativa era de 2,53%.

Mesmo bancos e consultorias que já estão com números menores para o PIB dizem que poderá haver novas revisões para baixo. Para o ex-presidente do Banco Central Afonso Celso Pastore, a tendência é que as projeções comecem a convergir para 1,5%. "O quarto trimestre de 2018 frustrou. Corrigindo a projeção de 2019 só por causa disso, o PIB viria para 2%. Acontece que o primeiro trimestre foi muito ruim e tem cheiro de crescimento nulo. Então é muito difícil crescer 2%", disse.

A análise de Pastore leva em conta somente os indicadores econômicos e não as perspectivas para a Previdência. "A aprovação da reforma só criaria otimismo para ter efeito na economia no ano que vem. Para 2019, com ou sem reforma, o quadro é de crescimento muito baixo."

O economista-chefe da Nécton Investimentos, André Perfeito, é mais pessimista que Pastore e já espera 1,1%. Caso esse número se confirme, o País crescerá pouco mais de 1% por três anos consecutivos - 2017, 2018 e 2019 -, que seguem dois anos de recessão.

De acordo com Perfeito, a expectativa de retomada dos investimentos neste ano tem sido frustrada e piorou após os ruídos políticos recentes, que colocaram em dúvida o avanço da reforma previdenciária. O economista se refere às trocas de críticas entre Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Conforme o debate entre Maia e Bolsonaro foi avançando, a confiança do empresariado foi se deteriorando. Nessa segunda-feira, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o nível da confiança empresarial caiu 2,7 pontos em março, atingindo a menor marca desde outubro de 2018. Dados de confiança dos setores da indústria, de serviços e do consumidor também apontam para uma perda de ímpeto.

Viés

Assim como a Nécton, o Banco Fator também está entre os mais pessimistas. A instituição começou o ano prevendo alta de 2,8% na economia, mas reviu para 1,7%. "No geral, tudo está pior do que no quarto trimestre do ano passado. Se há um viés, é negativo", afirmou o economista-chefe do banco, José Francisco de Lima Gonçalves. Segundo ele, as expectativas dos empresários em patamar inferior ao do fim do ano passado indicam que o nível de investimentos será fraco em 2019, podendo recuar até 0,4%.

Para o economista Alex Augustini, da Austin Rating, a confiança - consequentemente o investimento - deve continuar caindo caso não haja uma mudança no cenário político. "A briga (entre Bolsonaro e Maia) mexeu com as expectativas de crescimento da economia. À medida que o tempo passa e não há encaminhamento da reforma, as expectativas se reduzem e o investimento vai minguando", afirmou o economista, que "muito provavelmente" reduzirá sua estimativa atual, de 2,6% - uma das mais altas do mercado.

Para Fabio Ramos, economista do banco UBS, a aprovação da reforma previdenciária indicaria que o governo é capaz de se organizar e de discutir no Congresso outros pontos importantes para a economia, como a reforma tributária. "Isso faria o mercado externo apostar no Brasil."

O UBS começou 2019 prevendo uma alta de 3% no PIB e já atualizou o número duas vezes. Agora, a estimativa é de 2,4%. "O cenário econômico do começo do ano era de uma aprovação rápida da Previdência. Agora, se percebeu que não é tão fácil. Há um conserto no nível de otimismo", acrescentou Ramos.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

SOBE E DESCE

Entenda por que o dólar ficou abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez em meses e se a moeda americana ainda pode cair mais

5 de fevereiro de 2023 - 15:46

O dólar vem demonstrando fraqueza em relação à diversas outras divisas globais e algumas razões explicam esse movimento

RISCOS

Entenda como a atuação mais forte do BNDES pode afetar a eficácia da Selic contra a inflação

5 de fevereiro de 2023 - 12:52

Aloizio Mercadante assume o comando BNDES nesta segunda-feira (6) e já disse que há espaço para reduzir a taxa de juros cobrada pelo banco

NÃO FOI DESTA VEZ

Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 160 milhões; veja como aumentar suas chances de ganhar

5 de fevereiro de 2023 - 10:43

Mega-Sena está acumulada desde o sorteio da virada, próxima chance de virar um milionário será na quarta-feira (8)

FUTURO PLANEJADO

Quanto investir para garantir uma renda igual ao teto do INSS no Tesouro RendA+, o título do Tesouro Direto para aposentadoria

5 de fevereiro de 2023 - 9:38

Quanto mais tempo você puder esperar para começar a receber a renda, menos precisará investir. Confira duas simulações no Tesouro RendA+

ANOTE NO CALENDÁRIO

Agenda econômica: ata do Copom, dados de atividade e balanços de bancos são destaque na semana

5 de fevereiro de 2023 - 8:11

A ata da última decisão do Copom vai dar novas pistas quanto à trajetória da Selic. Lá fora, a agenda econômica estará mais vazia

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies