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2019-04-16T12:52:04-03:00
Estadão Conteúdo
Após o caso Petrobras

Presidente do Banco Central não vê risco de volta de controle de preços pelo governo

Durante entrevista, Roberto Campos Neto evitou falar de casos específicos e ressaltou que não poderia falar sobre a Petrobras

12 de abril de 2019
16:37 - atualizado às 12:52
Roberto Campos Neto
Roberto Campos Neto - Imagem: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que não teme que a administração do presidente Jair Bolsonaro adote uma prática de controle de preços, sobretudo os administrados, uma prática que aconteceu no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em entrevista coletiva, o presidente do BC evitou falar de casos específicos e ressaltou que não poderia falar sobre a Petrobras, no contexto da decisão de Bolsonaro, que telefonou para o presidente da estatal e destacou que não seria viável uma alta do preço do diesel.

"Economistas liberais acreditam em preços livres com menor intervenção possível", disse Campos Neto. Questionado pelo Estadão/Broadcast se teme risco de volta de controle de preços pelo governo Bolsonaro, o presidente do Banco Central respondeu: "Não, não tem esse risco."

Campos Neto não quis comentar diretamente a questão da intervenção nos preços por Bolsonaro. "Eu cheguei aqui na quarta-feira, não estou acompanhando as notícias. Não tem possibilidade de um dirigente do Banco Central falar de prática de preços da Petrobras", afirmou.

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