Presidente da Petrobrás pode ganhar 13 salários extras por novo sistema de bônus
Estatal começou a executar um programa de eficiência e meritocracia entre os seus funcionários, nos mesmos moldes da iniciativa privada

A Petrobras começou a executar um programa de eficiência e meritocracia entre os seus funcionários, nos mesmos moldes da iniciativa privada. O primeiro passo foi anunciar o fim da participação nos lucros (PLR) para, em seu lugar, adotar uma remuneração variável, que começará a ser paga no ano que vem. Documento apresentado aos funcionários no início deste mês e obtido pelo 'Estadão/Broadcast', sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, mostra que, pelas novas regras, o presidente da Petrobras poderá receber até 13 salários a mais em um ano, dobrando seus ganhos, se as métricas da empresa forem ultrapassadas.
Se o centro das metas for atingido, o bônus deve chegar a dez remunerações extras. Pelas regras atuais, o teto da remuneração extra é de oito salários. No ano passado, o ganho médio dos diretores da estatal foi de R$ 2,1 milhões, sem contar os bônus. Para o pessoal operacional e sem cargo de chefia, o ganho máximo é de 2,6 salários adicionais, se o desempenho for excepcional. Se as metas forem atingidas, pode chegar a dois salários.
[captacao]
O gerente executivo de gestão de pessoas da Petrobras, Cláudio Costa, atrelou o aumento da renda dos funcionários da empresa à venda de ativos. Segundo ele, à medida que as metas financeiras e de segurança forem atingidas, maior a chance de os empregados receberem remunerações mais robustas. "Os funcionários e executivos só vão chegar ao topo da remuneração com o desinvestimento, porque as metas financeiras incluem a desalavancagem (redução do compromisso do caixa com o pagamento da dívida), que depende da venda de ativos", acrescentou.
Para ter uma referência de como a iniciativa privada funciona, a Petrobras contratou estudo de uma consultoria. Com base nesse estudo, Costa diz que a remuneração variável dos empregados ficará em linha com a média do mercado, enquanto a do presidente e de executivos "ficará bem abaixo". "Um executivo desse patamar (do presidente da empresa, Roberto Castello Branco) ganharia fácil em torno de 20 remunerações variáveis, mas temos uma limitação imposta pela Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, ligada ao ministério da Economia)", afirmou.
A FUP, sindicato dos trabalhadores do setor de petróleo, contesta a posição da empresa. "Se a diretoria acabar com a PLR vai descumprir a lei (10.101/2000). Se não há um entendimento com o sindicato, tem de haver uma mediação e depois uma arbitragem. A empresa pode pagar o que quiser de remuneração variável, mas não pode substituir a PLR. E, se vender todos os ativos, não vai ter nem empregado para receber nada", disse o coordenador da federação, José Maria Rangel.
Leia Também
"O fim da PLR e sua substituição pelo prêmio de performance é uma mensagem para os funcionários e sindicatos. Todas as grandes corporações fazem isso. O problema é como será aplicado", afirmou Herbert Steinberg, presidente da Mesa Corporate Governance, consultoria especializada em gestão de empresas e recursos humanos. Ele diz que é preciso utilizar ferramentas de controle para fazer valer a meritocracia, para que as metas não sejam nem frouxas nem rígidas demais, mas factíveis.
Já Fernando Filardi, professor do Mestrado Profissional em Administração do Ibmec, chama a atenção para o perigo de a remuneração estar atrelada, principalmente, a resultados financeiros. "As empresas estão estimulando cada vez mais os gestores a focarem em resultados financeiros, e isso não é saudável. Os resultados, especialmente os mais danosos, vêm no longo prazo e são uma tragédia, em alguns casos crime ambiental, crime contra a vida", avalia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
EMPRESAS
Cosan (CSAN3) está barata demais? UBS-BB vê oportunidade após tombo de 40% e aponta o que pode destravar valor
5 de novembro de 2026 - 13:58O QUE AGRADOU?
Ação da C&A (CEAB3) dispara até 10% após trimestre melhor do que o temido pelo mercado; veja os destaques
5 de novembro de 2026 - 13:25ONDE INVESTIR NO VAREJO?
Juros mais altos por mais tempo: Citi rebaixa Magazine Luiza (MGLU3), eleva Alpargatas (ALPA4) e muda apostas no varejo
4 de novembro de 2026 - 14:45AMBIÇÃO RENOVADA
Revolut chega a US$ 115 bilhões e já vale mais que o dobro do Nubank; o que está por trás da aposta dos investidores
4 de novembro de 2026 - 12:35CENÁRIO MAIS APERTADO
“É preciso ser realista”: CEO do Itaú (ITUB4) revela como o banco pretende equilibrar crédito e rentabilidade em 2027
4 de novembro de 2026 - 11:56MAIS UMA PARA A LISTA
Aeris (AERI3) recorre à recuperação extrajudicial para lidar com dívida de R$ 1,52 bilhão
4 de novembro de 2026 - 10:06PECHINCHA ENTRE OS BANCÕES
Nem na crise de 2016 o Bradesco (BBDC4) ficou tão barato: o que o Morgan Stanley está vendo após o tombo de quase 40% desde as eleições
4 de novembro de 2026 - 8:56RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO