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2019-06-26T10:07:09-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Mercado de capitais

Martelo batido: oferta de ações da Petrobras rende R$ 7,3 bilhões para a Caixa

Quem reservou ações ON da Petrobras na oferta vai pagar R$ 30,25, um desconto de 1,5% em relação à cotação de fechamento dos papéis na bolsa nesta terça-feira (R$ 30,70)

25 de junho de 2019
22:33 - atualizado às 10:07
Petrobras
Imagem: shutterstock

A Caixa Econômica Federal se desfez da participação que detinha na Petrobras com uma oferta de ações que rendeu R$ 7,3 bilhões ao banco público.

Quem reservou ações ordinárias (ON) da Petrobras (PETR3) na oferta vai pagar R$ 30,25. Trata-se de um pequeno desconto de 1,5% em relação à cotação de fechamento dos papéis na bolsa nesta terça-feira (R$ 30,70).

A intenção da Caixa era vender até 24% das ações da estatal na oferta a investidores pessoas físicas. O período de reserva terminou ontem.

Ainda não se sabe se todos os que fizeram as reservas foram atendidos integralmente. O banco dará preferência aos investidores que reservaram os papéis com a cláusula de "lock-up", que proíbe a venda durante o prazo de 45 dias. Funcionários da Caixa e da Petrobras também terão prioridade na alocação.

A venda das ações da Petrobras faz parte da estratégia dos bancos públicos de se desfazerem de todas as participações em negócios que não fazem parte da atividade principal. Em fevereiro, a Caixa já havia feito uma venda de R$ 2,5 bilhões em ações da resseguradora IRB, também em uma oferta pública.

Com os recursos da venda dos papéis da Petrobras, o banco pretende devolver ao Tesouro recursos que haviam sido aportados nas gestões petistas. A meta é devolver até R$ 20 bilhões em recursos neste ano, segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

O banco deve continuar movimentando o mercado de capitais nos próximos meses, quando estão previstos os IPOs (sigla em inglês para oferta pública de ações) das unidades de seguros, cartões, loterias e fundos.

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