O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Prejuízo do Nubank foi 174% maior do que no mesmo período do ano passado, mas diretor afirma que crescer de forma sustentável e não gerar lucro é uma escolha da empresa
Um prejuízo semestral de R$ 139,5 milhões deveria ser uma péssima notícia para qualquer instituição financeira. Mas não para o Nubank.
O prejuízo da empresa de tecnologia financeira (fintech) conhecida por seu cartão roxo foi 174% maior na comparação com os primeiros seis meses do ano passado. Mas para o Nubank a perda foi "proposital".
"Crescer de forma sustentável e, portanto, não gerar lucro nesse momento, é uma escolha do Nubank", afirmou Gabriel Silva, diretor financeiro do Nubank, em um post no blog corporativo. Em seus seis anos de vida, a empresa jamais deu lucro. Eu procurei o Nubank, mas a assessoria de imprensa me informou que não comentaria o assunto.
Quando deixamos a última linha do balanço de lado e olhamos para o crescimento, os números de fato são impressionantes. O Nubank encerrou o primeiro semestre com mais de 10 milhões de clientes, um crescimento de 2,5 vezes de um ano para cá.
Ainda mais incrível é o ritmo de expansão, que chegou a quase 50 mil novos clientes por dia no final do período, segundo o diretor.
A empresa ganha novos usuários numa ponta e praticamente não perde na outra. A taxa de cancelamento no produto cartão de crédito foi de 0,03% ao mês, ainda de acordo com Silva.
Leia Também
"Quem está acostumado a ver balanços de bancos talvez estranhe o fato de uma instituição financeira não gerar lucro, mas isso é consequência do crescimento, e esperado", escreveu o diretor.
Em uma análise mais "raiz" dos resultados, a receita operacional do Nubank avançou 80,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado, para R$ 355 milhões.
Só que o custo dos serviços prestados – que inclui as despesas para a manutenção de contas e emissão de cartões – aumentou 147%, para R$ 393,9 milhões, o que levou a empresa a ter um prejuízo bruto no semestre.
O resultado financeiro, que inclui as receitas da companhia com a cobrança de juros no cartão menos custos de captação, aumentou 107%, para 467 milhões. Esse ganho, contudo, não foi suficiente para cobrir as despesas operacionais, que avançaram 89,5% e somaram R$ 622 milhões.
Na superfície, pode parecer um resultado muito ruim, mas pode se justificar pelo crescimento da companhia. Afinal, cada cliente novo da empresa gera um custo – por exemplo, com a emissão de cartão – que leva um determinado período para se pagar.
Como o número de usuários em início de relacionamento é maior que o de clientes "maduros", as despesas acabam crescendo mais que as receitas nos balanços.
Essa equação poderia representar um problema, mas o Nubank não enfrenta problemas para financiar o crescimento com prejuízo. No mês passado, a fintech fechou uma nova rodada de captação de US$ 400 milhões (R$ 1,6 bilhão), na qual foi avaliada em cerca de US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 41 bilhões).
Um dos principais riscos para o Nubank em meio a taxas de crescimento tão aceleradas é "errar a mão" no crédito. Mas aparentemente a situação está bem controlada.
A carteira de crédito do Nubank atingiu R$ 8,5 bilhões no fim do primeiro semestre, um crescimento de 77% em 12 meses. Já as despesas de provisão para calotes no balanço aumentou em um ritmo menor, de 61,2%.
A NuConta, conta de pagamento lançada pela empresa em 2017 e que oferece rendimento de 100% do CDI sobre o saldo, segue em expansão ainda mais acelerada. Em 12 meses, os depósitos de clientes atingiram R$ 5,1 bilhões, alta de 468%.
Se você é cliente de um ou mais serviços do Nubank, não precisa ficar preocupado com os resultados negativos em sequência. Os recursos da NuConta ficam aplicados no Tesouro Selic e não correm risco, enquanto que os depósitos em RDBs da fintech possuem garantia até R$ 250 mil do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Os papéis da companhia chegaram a subir mais de 8% nesta sexta-feira (13) com a revisão do preço-teto do leilão de reserva
Os papéis da mineradora acumulam ganho de 22% em 2026; saiba se ainda há espaço para mais ou se VALE3 chegou ao topo da valorização para o ano
Com os recentes rebaixamentos feitos por agências de classificação de risco, a produtora acredita que será mais difícil vender ativos, recuperar créditos fiscais e até pegar crédito no mercado, já que perdeu o grau de investimento
A renúncia acontece em um momento sensível para a empresa, que atravessa processo de privatização por meio de oferta de ações na Bolsa
Seis anos após crise contábil, resseguradora tenta consolidar virada enquanto enfrenta novas arbitragens de acionistas
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas mais altas de receita e Ebitda, depois do recorde de produção e da volta ao topo do ranking global de minério
Com a Raízen afundando para a faixa de alto risco, a S&P passou a ver mais incertezas e riscos financeiros para a controladora
Antiga controladora da petroquímica teria sido responsável por evento pontual que pressionou indicador do BB, diz Money Times
Mesmo com pressão sobre volumes e margens, ABEV3 avança embalada por JCP e pelo humor do mercado; bancos divergem sobre o balanço
As ações da ex-Guararapes reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025, com o melhor ano da série histórica para a varejista de moda
A Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação
FGC impõe reforço extraordinário e eleva contribuição anual dos bancos para recompor liquidez; entenda o impacto para o BB
Administração fala em “low teens” para o ROE e prioriza ajuste da carteira antes de aumentar remuneração ao acionista
A empresa fechou os últimos três meses de 2025 com um lucro 44,3% maior em base anual; XP diz que o trimestre foi consistente
A petroleira optou por não exercer seus diretos de preferência e tag along na operação, abrindo caminho para a gestora finalizar o negócio
Essa será a primeira vez que a Havan patrocina diretamente um produto da Globo desde que Jair Bolsonaro foi eleito à presidência
Ações do Assaí (ASAI3) disparam hoje com mais um avanço do atacarejo no mundo digital, apesar de resultado fraco
Operação ainda depende de aprovações regulatórias e reforça estratégia do banco no crédito digital
Apesar de um balanço mais forte que o esperado, o mercado ainda não se deu por convencido; entenda o que continua a frear o otimismo
Com recorde de produção e volta ao topo do ranking global, mineradora chega aos resultados financeiros com expectativas mais altas de receita e Ebitda