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Seminovos podem deixar de ser “calcanhar de Aquiles” da Movida, para Bradesco BBI

A expectativa é que a empresa consiga atingir o equilíbrio da margem de potencial geração de caixa (Ebitda) no quarto trimestre deste ano, o que é bastante positivo

Renato Franklin, CEO da Movida
Renato Franklin, CEO da Movida - Imagem: Leo Martins/SEU DINHEIRO

A melhora gradual na margem do segmento de seminovos da Movida (MOVI3) nos últimos trimestres chamou a atenção dos analistas do Bradesco BBI.

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Em relatório enviado a clientes do banco nesta semana, os especialistas destacaram que a locadora de carros poderia alcançar o equilíbrio (breakeven) da margem Ebitda já no último trimestre deste ano.

Na prática, tal medida significa que a companhia conseguiria ter maior eficiência na capacidade de potencial geração de caixa. Na visão deles, com isso os papéis da Movida poderiam ter uma valorização de 29% e o preço-alvo das ações em 12 meses seria de R$ 20.

Os analistas também disseram que havia "um desconto excessivo de 48% da Movida e que os seus pares estavam com um desconto menor, de 37%.

Nesta quinta-feira (5), as ações terminaram cotadas em R$ 15,99, uma alta de 4,85%.

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O movimento seria extremamente positivo para a Movida, porque a margem Ebitda negativa dos seminovos tem sido um dos "calcanhares de Aquiles" da companhia há tempos. No último trimestre, esse indicador fechou em -1,8%.

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Mais novos e a preços melhores

Entre os motivos para que os analistas estejam mais positivos com companhia está o fato de que a empresa passou a vender carros mais novos e com isso, conseguiu preços melhores na venda.

A melhora estaria atrelada a três fatores: nova estratégia de considerar variações nos preços segundo a quilometragem e de customizar isso para cada loja; melhora na gestão dos inventários; estabelecimento de um processo padrão com métricas formais e ligações diárias, além da implementação de um novo sistema de gestão e relacionamento com o cliente (CRM).

Um dos pontos que mostram a melhora é o crescimento no volume de vendas de seminovos. No segundo trimestre deste ano, montante chegou a 16 mil carros, o que representa um aumento de 83%, ante o mesmo período do ano passado.

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Segundo os analistas, os dados mostram que a companhia teve o terceiro trimestre consecutivo de expansão no volume de seminovos, após a implementação de nova estratégia em agosto de 2018.

Melhor retorno

E não é só isso. Na visão dos especialistas, ao atingir o equilíbrio da margem Ebitda, a expectativa é que a locadora também aumente em 13% o seu retorno sobre capital investido (ROIC).

De forma mais simplificada, a melhora faria com que organização tivesse maior capacidade de gerar dinheiro com o capital total que foi investido nela, o que é bastante positivo.

Apenas para fins de comparação, esse indicador terminou o período o segundo trimestre deste ano em 10,7%.

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Com isso, a expectativa é que esse retorno também leve a uma reavaliação do valor da firma. Os especialistas projetam que o valor da firma (EV) dividido pelo potencial de geração de caixa (EV/Ebitda) passaria de 12 vezes para 7,5 vezes. Ou seja, a ação ficaria mais atraente.

De olho na controladora

Diante das boas perspectivas para a companhia com o crescimentos dos seminovos, os analistas aumentaram também o preço-alvo da controladora da Movida, a JSL.

Hoje, a companhia detém 55,1% dos papéis da locadora. Recentemente, ela reduziu sua participação acionária por meio da oferta subsequente feita pela Movida.

Por conta do novo valor dado a Movida e de procedimentos relacionados à oferta secundária, os especialistas estipularam um preço-alvo em 12 meses de R$ 20 para os papéis da JSL, antes o valor era de R$ 18.

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Na visão deles, os papéis da JSL podem ter uma valorização de 12%. Nesta quinta-feira, as ações da JSL terminaram o pregão cotadas em R$ 18,30, uma queda de 1,34%.

Os analistas ainda reiteraram as recomendações de compra tanto para as ações da Movida quanto para as da JSL.

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