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Decisão do BC americano foi novamente dividida. Com dois diretores votando pela estabilidade. Powell diz que atual instância da política monetária deve seguir apropriada

O Federal Reserve (Fed), banco central americano, fez novo corte de juro, o terceiro seguido, trazendo a taxa básica para o intervalo entre 1,5% e 1,75% ao ano, de 1,75% a 2%. Como das outras vezes, a decisão não foi unânime, com dois votos pela manutenção.
A reação dos mercados foi comedida. Pouco antes da divulgação, os principais índices acionários operavam com leve baixa e seguiram assim após a decisão. Mas no decorrer da entrevista de Jerome Powell, que acenou um Fed "em pausa", mas sem fechar completamente a porta para novas reduções, os compradores apareceram. Por volta das 16 horas, o Ibovespa tinha leve alta de 0,27%, enquanto o dólar caía 0,10%, a R$ 3,9987. Em Wall Street, Dow Jones subia 0,20%. Veja aqui a cobertura dos mercados.
No comunicado apresentado após a decisão, o Fed afirma que vai continuar monitorando os dados enquanto avalia o caminho adequado para as taxas de juros. O Fed deixou de falar que iria atuar de maneira apropriada para sustentar a expansão da economia, expressão que vinha servindo como uma senha para novas reduções. A próxima reunião acontece nos dias 10 e 11 de dezembro.
Sobre atividade, o Fed mantém avaliação de crescimento em ritmo moderado com forte mercado de trabalho. A inflação medida sob diversas formas segue rodando abaixo da meta de 2%. O Fed também reduziu o juro sobre as reservas bancárias que são depositadas junto à instituição para 1,55% de 1,8%.
Em sua apresentação inicial, o presidente Jerome Powell, disse que o Fed avalia que atual instância da política monetária deve seguir apropriada, desde que os dados econômicos mantenham consistência com o cenário-base, de crescimento moderado, mercado de trabalho forte e inflação rumando para meta de 2%.
"Acreditamos que a política monetária está em um bom ponto para atingir esses resultados", disse.
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Falando do rumo futuro da política monetária, Powell ressaltou que o Fed seguirá monitorando os dados, bem como os efeitos dos cortes já realizados, que ainda terão efeito pleno sobre o lado real da economia.
Powell também disse que o Fed responderá a qualquer evento que cause uma "reavaliação material" do cenário-base.
O corte de juros, segundo Powell, foi feito diante das incertezas trazidas pelo menor crescimento global e tensões comerciais. Com esse ajuste da política, o Fed acredita que deu um significativo suporte à economia americana, que entra no seu 11º ano de expansão.
O presidente também voltou a afirmar que a compra de títulos do Tesouro e as operações de mercado aberto, para manter a liquidez no sistema financeiro, não devem ser confundidas com ações de política monetária. São, medidas técnicas, que serão mantidas até o segundo trimestre de 2020. O Fed também estuma medidas que estimulem o próprios bancos a atuar no mercado interbancário, provendo liquidez.
Na sessão de perguntas, Powell explicou que o Fed monitora de perto três riscos principais. Redução do crescimento mundial, incertezas comerciais, que têm mostrado reflexos negativos sobre confiança e investimento, e inflação persistentemente abaixo de 2%.
Questionado sobre o comportamento do preço dos ativos e estabilidade financeira, Powell disse que se olharmos para o preço dos ativos, alguns estão altos, mas não é algo generalizado. "Não vemos bolhas ou coisas do tipo", disse.
O presidente ponderou, no entanto, que o Fed observa com atenção o endividamento e alavancagem das empresas, que está em patamar historicamente elevado.
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