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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Bolsa e dólar hoje

Ibovespa passa a cair mais forte e perde os 108 mil pontos; dólar fecha na faixa dos R$ 4,24

Após manhã bastante volátil, Ibovespa engatou queda firme; dólar avança 0,60% para a faixa dos R$ 4,24

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
29 de novembro de 2019
10:36 - atualizado às 9:34
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Após uma manhã volátil, cheia de altos e baixos, o Ibovespa engatou movimento firme de queda no início da tarde desta sexta-feira (29). O índice chegou a perder o patamar dos 108 mil pontos, mas reduziu as perdas após o fechamento das bolsas americanas.

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Mesmo assim, há pouco o principal índice da bolsa brasileira voltou a aprofundar as perdas. Às 16h43, recuava 0,39%, aos 107.890,57 pontos.

Já o dólar à vista passou a avançar com mais força ainda, e fechou em alta de 0,60%, a R$ 4,2407.

Os ativos brasileiros foram prejudicados pela baixa liquidez no mercado internacional, devido ao pregão esvaziado em Nova York, em razão do feriado de Ação de Graças ontem. Hoje, as bolsas americanas fecharam às 15h, e o movimento mais lento deixou os investidores cautelosos para tomar mais risco.

A alta do dólar também foi influenciada pela "briga" entre comprados e vendidos na formação da taxa PTAX do mês, a cotação da moeda americana calculada pelo Banco Central. A PTAX fechou novembro em R$ 4,2240, baixa de 0,56% no dia e alta mensal de 5,49%.

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Apesar da pressão do câmbio, os juros futuros não foram significativamente puxados para cima. Os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2021 subiram de 4,689% para 4,700%; já os contratos com vencimento em janeiro de 2023 tiveram leve queda de 5,891% para 5,89%. Os juros para janeiro de 2027 tiveram queda de 6,871% para 6,85%.

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Cautela no exterior

Lá fora, o dia foi de cautela, não só pelos volumes de negociação mais baixos, como também pelas incertezas envolvendo a guerra comercial.

O presidente Donald Trump assinou uma lei em apoio aos protestos em Hong Kong. A medida é vista como algo que pode colocar pressão nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, e levar a uma retaliação por parte do gigante asiático.

As bolsas asiáticas, europeias e americanas fecharam em baixa. Em Nova York, o Dow Jones teve baixa de 0,38%, fechando aos 28.056,47 pontos; o S&P 500 caiu 0,38%, fechando aos 3.414,54 pontos; e o Nasdaq terminou o pregão em queda de 0,46%, aos 5.665,47 pontos. Os índices também foram afetados pela queda nos preços do petróleo, que derrubou as ações de petroleiras.

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Queda do petróleo impacta Petrobras

As ações da Petrobras exibem queda em razão do recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. A Arábia Saudita estaria insatisfeita com o comportamento de outras nações envolvidas no acordo liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para conter a produção.

Sendo assim, os sauditas estão sinalizando que não estariam mais dispostos a compensar o não cumprimento do acordo pelos outros países.

Os preços da commodity ampliaram as perdas após informações de que empresas russas propuseram que não haja alteração nas cotas de produção dos países da Opep e aliados (Opep+), que se reúnem na próxima semana.

Em Londres, os contratos futuros de petróleo tipo Brent com vencimento em fevereiro fecharam em baixa de 4,39%, enquanto aqueles com vencimento em janeiro fecharam em queda de 2,25%. Já o WTI, negociado em Nova York, fechou em queda de 5,06% no contrato para janeiro.

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Às 16h44, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) recuavam 1,63%, e as ordinárias (PETR3) tinham baixa de 1,11%.

Com Estadão Conteúdo.

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