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A Bula da Semana: Um aguardado alívio preventivo

Decisões do Fed, do BoJ, do BoE e do Copom são os destaques da semana

16 de setembro de 2019
6:10 - atualizado às 14:21
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Imagem: Shutterstock

A nova rodada de alívio monetário lançada na semana passada pelo Banco Central Europeu (BCE) deve ter sequência nesta semana, com medidas adicionais de estímulo vindas de diferentes cantos do planeta enquanto novos sinais de desaceleração econômica global pipocam dia após dia.

A semana que se inicia será marcada pelas reuniões de política monetária do Federal Reserve Bank dos Estados Unidos (Fed), do Banco Central do Brasil (BCB), do Banco Japão (BoJ) e do Banco da Inglaterra (BoE).

Em um momento no qual a recessão bate à porta dos EUA, os agentes do mercado financeiro esperam apenas que os bancos centrais entrem em ação e forneçam algum tipo de alívio preventivo.

A reunião mais aguardada, certamente, é a do Fed. Analistas esperam da autoridade monetária norte-americana, um corte de pelo menos 0,25 ponto porcentual (pp) na taxa de juro de referência a título de “prevenção”.

Nada garante, entretanto, que o Fed vá cortar efetivamente o juro. Em sua última declaração antes de entrar em período de silêncio, o presidente do Fed, Jerome Powell, manteve o tom neutro e não apresentou nenhuma novidade em relação ao passo a ser dado na reunião desta semana.

Entretanto, é preciso acompanhar os desdobramentos do atentado do fim de semana contra instalações sauditas de petróleo. Analistas advertem para um potencial cenário de aversão generalizada ao risco e pressão inflacionária sobre a economia norte-americana.

Ainda que o Fed esteja sob intensa pressão dos agentes do mercado e até mesmo do presidente dos EUA, Donald Trump, a autoridade monetária norte-americana está claramente preocupada com o risco de queimar etapas.

Isto porque o mercado de trabalho norte-americano segue demonstrando sinais de solidez em meio à ausência de indícios claros de pressão inflacionária. Com isso, o Fed corre o risco de ficar sem meios adequados de para agir quando for realmente necessário.

Ainda assim, os investidores seguem acreditando em mais um “corte preventivo” na quarta-feira enquanto outro corte residual era esperado ainda para este ano antes do ataque rebelde às instalações sauditas. Analistas apenas divergiam se isto ocorreria em outubro ou dezembro. Com o atentado, os especialistas devem recalibrar em breve suas projeções em relação a cortes adicionais.

No Brasil, novo piso histórico à vista

Apenas algumas horas depois do Fed, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BCB anunciará sua decisão de juro. Não há dúvidas entre os investidores de que a taxa Selic irá renovar sendo piso histórico na semana que vem, indo dos atuais 6,00% a 5,50% ano.

Assim como no caso do Fed, novos cortes na taxa básica de juros brasileira são esperados até o fim do ano, sendo que o processo de reversão do ciclo pode ficar apenas para 2021. Tudo isso apesar de o dólar ter encerrado a sexta-feira acima de R$ 4,00 pela quarta semana consecutiva.

Na avaliação dos analistas, o Copom não tem alternativa a não ser baixar ainda mais a Selic em um momento no qual a inflação oficial segue em nível confortável e a atividade econômica brasileira continua fraca, ainda que alguns indicadores tenham começado a sinalizar uma possível recuperação.

Enquanto isso, a reforma da previdência deve ser votada no decorrer desta semana no Senado, provavelmente na quarta-feira, e a expectativa é de aprovação pela câmara alta do Parlamento brasileiro.

Entre os indicadores econômicos esperados para a semana, atenção para os dados de produção industrial da China e dos Estados Unidos.

Confira a seguir os principais destaques desta semana, dia a dia

Segunda-feira: A semana começa com as tradicionais publicações domésticas do dia, entre elas o relatório de mercado Focus (8h30) e os dados semanais da balança comercial (15h). A Fundação Getúlio Vargas (FGV), por sua vez, divulga o IGP-10 (8h). No exterior, destaque para a repercussão dos dados mais recentes de produção industrial e vendas no varejo da China.

Terça-feira: A agenda norte-americana traz os dados da produção industrial dos EUA em agosto.

Quarta-feira: O dia é de divulgação das decisões de política monetária do Fed e do Copom. O BC norte-americano faz seu anúncio às 15h, junto com a atualização das projeções para a economia do país. A autoridade monetária brasileira se pronunciará sobre a taxa Selic às 18h. Pela manhã (8h), a FGV divulga a segunda prévia de setembro do IGP-M.

Quinta-feira: O dia começa com a repercussão da decisão de política monetária do BoJ. Pela manhã, o BoE também anuncia sua decisão de juro.

Sexta-feira: A semana termina sem indicadores econômicos relevantes a serem divulgados.

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