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2019-11-22T11:31:12-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Negócio fechado

Petrobras bate o martelo e vende a Liquigás por R$ 3,7 bilhões

A Petrobras assinou nesta terça-feira o contrato para venda da Liquigás para o consórcio formado por Itaúsa, Copagaz e Nacional Gás Butano, por R$ 3,7 bilhões

19 de novembro de 2019
18:39 - atualizado às 11:31
Liquigás Petrobras
Imagem: YouTube

Agora é oficial: a Petrobras acertou a venda da Liquigás — subsidiária que atua na distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP) no Brasil — para um consórcio formado por Itaúsa (a holding de investimentos do Itaú Unibanco), Copagaz e Nacional Gás Butano, numa transação de R$ 3,7 bilhões.

A venda da Liquigás era uma peça relevante do plano de desinvestimentos da Petrobras, e a estatal vinha analisando propostas pelo ativo — inclusive, de grupos estrangeiros. No entanto, o consórcio brasileiro foi responsável por apresentar o lance mais atrativo, e o contrato foi assinado nesta terça-feira (19).

Pela estrutura do consórcio, a Itaúsa fará um investimento de R$ 1,4 bilhão na Copagaz, passando a deter cerca de 49% da sócia. A gestão do ativo adquirido da Petrobras ficará sob responsabilidade da Copagaz — a Nacional Gás irá comprar uma fatia minoritária da Liquigás e, no futuro, será detentora das operações em algumas localidades.

"Este novo investimento está alinhado à estratégia de alocação eficiente do capital da Itaúsa", diz a holding de investimentos do Itaú Unibanco, afirmando que a aquisição permitirá "a captura de sinergias importantes e a entrada em um dos maiores mercados de GLP do mundo".

A Liquigás possui operações em quase todos os estados brasileiros, contando com 23 centros operativos, 19 depósitos, uma base de armazenagem e carregamento rodoferroviário e uma rede de aproximadamente 4.800 revendedores autorizados. De acordo com a Petrobras, a empresa tem cerca de 21,4% de participação de mercado.

Essa não é a primeira vez que a Petrobras tenta se desfazer da Liquigás. Em  2016, o grupo Ultra — dono da rede Ipiranga e da Ultragaz — chegou a anunciar a compra do ativo, por R$ 2,8 bilhões. No entanto, a operação foi negada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), alegando preocupações de concentração de mercado.

As ações ON da Petrobras (PETR3) fecharam o pregão desta teça-feira em queda de 1,42%, enquanto os papéis PN da estatal (PETR4) recuaram 1,03%. Já os ativos PN da Itaúsa (ITSA4) caíram 1,32% — o Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,38%, aos 105.864,18 pontos.

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