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Holding totaliza oito compras desde o início de 2022. Para o Itaú, as novas operações anunciadas pela companhia são positivas para o conglomerado — e para sua carteira

Desde o ano passado, a Viveo (VVEO3) mostra-se determinada a conquistar o setor hospitalar e de saúde. A holding renovou o ritmo intenso de compras no começo de 2022, mas desacelerou o passo em abril depois de fechar a aquisição de uma startup farmacêutica que usa robôs para produzir remédios.
Quatro meses depois, a fome por expansão bateu forte mais uma vez — e a companhia foi novamente às compras preparada para arrematar mais duas empresas, com um investimento total de aproximadamente R$ 110 milhões.
Com as novas operações, a holding hospitalar totaliza oito compras anunciadas desde o início de 2022.
De acordo com o documento arquivado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), as transações estão alinhadas aos planos de expansão da companhia e reforçam o ecossistema da Viveo, além de buscar “simplificar o mercado da saúde”.
Expandindo seu portfólio na área de produtos hospitalares, a primeira compra anunciada pela Viveo na noite de ontem foi a da Neve.
Fundada em 1986 em Bragança Paulista, interior de São Paulo, a companhia é responsável pelo desenvolvimento de quatro linhas de produtos: ortopédica, cirúrgica, de proteção e de paramentação.
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De acordo com a companhia, a aquisição deve reforçar o canal de fabricação e comercialização de produtos médicos para hospitais e clínicas.
“A Neve agregará produtos de alto desempenho complementando nosso portfólio atual de materiais”, disse o CEO da holding, Leonardo Byrro. “Assim, seguimos com foco em simplificar o mercado de saúde e nos consolidarmos como a melhor plataforma one stop shop para nossos clientes.”
Atualmente, a Neve possui uma equipe de 400 funcionários que atendem a mais de 1,5 mil hospitais e clínicas no Brasil.
Segundo fato relevante protocolado na CVM, a receita líquida anual da companhia é de cerca de R$ 106 milhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) é de R$ 17 milhões.
A segunda aquisição anunciada pela Viveo na noite de ontem foi a da Nutrifica.
Fundada em 2015, em Brasília (DF), a companhia é focada no comércio de nutrição enteral e parenteral, com manipulação de fórmulas de uso humano.
A holding hospitalar vem investindo forte no segmento de manipulação há algum tempo. Até agora, a Viveo investiu cerca de R$ 535 milhões na aquisição de três manipuladoras, especializadas em nutrição, diálise e quimioterápicos.
“A Nutrifica adiciona mais uma geografia na tese de manipulação de soluções estéreis, reforçando o canal de serviços”, disse o CEO da Viveo.
Com a compra da Nutrifica, o conglomerado oficialmente torna-se a maior manipuladora do segmento no hemisfério Sul.
A empresa de nutrição conta com uma receita líquida anual de R$ 16 milhões, com um Ebitda de aproximadamente R$ 5 milhões.
Vale destacar que a conclusão das operações ainda está sujeita ao cumprimento de determinadas condições previstas em contrato, como a aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Para o Itaú BBA, as novas aquisições anunciadas pela Viveo (VVEO3) são positivas para o conglomerado — e para a sua carteira.
Os analistas seguem otimistas com o futuro da holding e mantiveram a recomendação de compra para os papéis.
A casa de análise fixou um preço-alvo de R$ 23 para VVEO3, o que implica em um potencial de valorização de aproximadamente 44,6% em relação ao fechamento dos papéis no último pregão, de R$ 15,91.
Na sessão desta terça-feira (23), as ações da Viveo operam em alta. Por volta de 12h04, os ativos avançavam 1,07%, negociados a R$ 16,08.
A avaliação positiva do Itaú BBA para as ações da Viveo (VVEO3) leva em conta três pilares.
O primeiro deles é o segmento em que a Neve está inserida, uma vez que a adquirida atua de forma complementar à Cremer, marca de produtos hospitalares do conglomerado.
Para os analistas, a aquisição permite a expansão do portfólio de produtos da Cremer e o aumento da capacidade produtiva da companhia.
Outro ponto da tese do Itaú é a “expansão geográfica do braço de produtos estéreis da Viveo”, que começou com a compra das empresas Life e Famap, anunciada em meados de abril deste ano.
“Enxergamos a operação como um passo positivo no caminho de a companhia se tornar uma one-stop-shop para os clientes de assistência médica”, disse o banco, em relatório.
A casa de análise ainda destaca o valuation atraente da Viveo em relação aos seus pares, uma vez que a companhia negocia a cinco vezes o valor de empresa (EV) em relação ao Ebitda.
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