Menu
2019-11-16T15:53:04-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Shake it off

Taylor Swift, o grupo de investimentos Carlyle e uma briga feia no mundo da música pop

O Carlyle está no centro de uma discussão envolvendo Taylor Swift e sua antiga gravadora, a Big Machine Records, que estão disputando os direitos autorais da obra da cantora pop

16 de novembro de 2019
15:53
A cantora Taylor Swift durante a cerimônia do MTV Music Awards de 2019
A cantora Taylor Swift durante a cerimônia do MTV Music Awards de 2019 - Imagem: Shutterstock

Uma polêmica está abalando o universo da música pop. De um lado, a cantora Taylor Swift; do outro, dois importantes empresários que possuem os direitos sobre boa parte da obra da estrela americana. E, no centro dessa briga, aparece o grupo de investimentos Carlyle.

Sim, é um enredo bastante inusitado — microfones, guitarras e amplificadores não costumam aparecer ao lado de planilhas do mercado financeiro. No entanto, essa trama tem gerado enorme repercussão nas redes sociais e já envolve, inclusive, importantes figuras do cenário político dos Estados Unidos.

Antes de tudo, é preciso ter em mente a importância de Taylor Swift no cenário musical. A cantora pop é extremamente popular nos Estados Unidos, com seis álbuns gravados e mais de 50 milhões de discos vendidos desde 2016 — no Spotify, ela é listada como a 27ª artista mais ouvida em toda a plataforma.

Mas, apesar de toda a sua popularidade, Swift está tendo que enfrentar uma situação inusitada: ela não possui os direitos autorais sobe seus cinco primeiros discos. Tudo por causa de cláusulas contratuais assinadas por ela com a gravadora, a Big Machine Records, em 2005 — na ocasião, ela tinha apenas 16 anos.

Isso não era um problema enquanto Swift e Scott Borchetta, fundador da Big Machine, tinham um bom relacionamento. A situação, no entanto, começou a mudar a partir de junho deste ano, quando a gravadora foi comprada pela Ithaca Holdings, do empresário Scooter Braun.

A partir da aquisição, os direitos autorais sobre os discos de Taylor Swift passaram para as mãos de Braun — mais conhecido no mundo da música por ter descoberto outro fenômeno pop, Justin Bieber. E o empresário se recusa a ceder esses direitos de volta para a cantora.

No meio dessa disputa, Taylor Swift deixou a Big Machine e assinou com uma gravadora rival, a Republic. Ela diz ter a intenção de regravar os LPs lançados pelo antigo selo, mas esse plano também esbarra em termos contratual: pelas cláusulas assinadas, ela só poderá fazer isso a partir de 2020.

E onde entra o Carlyle nessa história? Bem, o grupo de investimentos financiou a aquisição da Big Machine pela Ithaca, numa transação de US$ 300 milhões. E Taylor Swift usou suas redes sociais para pressionar a empresa, "pedindo ajuda" para reverter a disputa com Braun e Borchetta.

"Eu peço ajuda especialmente do grupo Carlyle, que injetou dinheiro para que a minha música fosse vendida para esses dois homens", escreveu a artista, numa longa mensagem no Twitter.

Essa situação gerou ainda mais polêmica nas redes sociais porque, segundo Swift, os empresários e a Big Machine Records estariam a impedindo, inclusive, de tocar suas músicas antigas em apresentações ao vivo na TV, alegando que isso representaria uma tentativa de regravação do material que ainda é de propriedade da gravadora.

Haters gonna hate

Os fãs, é claro, estão fazendo um enorme barulho: a postagem da cantora já tem mais de 852 mil curtidas. A hashtag #IStandWithTaylor (algo como #EuEstouComTaylor) chegou a ser a mais comentada no mundo nos últimos dias.

A disputa chegou, inclusive, ao cenário político dos Estados Unidos: a influente deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez defendeu Swift e fez duras críticas aos grupos de private equity, como o Carlyle, afirmando que tais companhias possuem práticas predatórias que "ferem milhões de americanos":

"Suas compras alavancadas destruíram as vidas dos trabalhadores de varejo no país, eliminando mais de um milhão de empregos", diz ela, referindo-se às operações de aquisição de empresas como Toys R' Us e Sears, que culminaram no fechamento de grande parte das unidades de tais redes. "Agora, estão mantendo a música de Taylor Swift como refém".

Em comunicado, a Big Machine negou que esteja tentando bloquear apresentações ao vivo da cantora e se disse chocada com as afirmações baseadas em informações falsas. "A narrativa que você criou não existe. Tudo o que pedimos é uma conversa direta e honesta, e quando isso acontecer, você verá que temos respeito e admiração".

Já o Carlyle não se pronunciou sobre o caso — ao menos por enquanto, o grupo de investimentos não respondeu o chamado de Taylor Swift. Essa novela da música pop continua em aberto.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Reverteu prejuízo

Vale termina 2020 com lucro de US$ 4,9 bilhões e aprova dividendos

Mineradora conseguiu reverter prejuízo do ano anterior e aprovou distribuição de dividendos, mas lucro trimestral veio abaixo do esperado pelo mercado

Risco fiscal

Efeito de fatiamento da PEC emergencial seria extremamente perverso, diz secretário do Tesouro

“Se for fatiado será pior para todos. Queremos dar o auxílio aos vulneráveis, mas também precisamos de um ambiente fiscalmente organizado para que a economia melhore”, disse Bruno Funchal

Nível pré-pandemia

Governo Central tem superávit de R$ 43,219 bilhões em janeiro

Após 11 meses consecutivos de rombos causados pelos gastos de enfrentamento à pandemia, contas do Governo Central voltam a ter superávit

Pagamentos e maquininhas

Lucro do PagSeguro soma R$ 430 mi no trimestre, maior da história da companhia

Entretanto, companhia com ações negociadas na Nasdaq teve queda no lucro em 2020

o melhor do seu dinheiro

Lá vem o Leão de novo…

Estamos naquela época do ano de novo: temporada de prestação de contas ao Leão! A Receita Federal acaba de divulgar as regras de preenchimento da declaração de imposto de renda 2021, que neste ano deverá ser entregue entre 1º de março e 30 de abril. Parece que foi ontem que estávamos fazendo o exercício cívico […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies