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2019-04-20T14:02:29-03:00
Estadão Conteúdo
incerteza

Briga na Apex ameaça presença brasileira no Festiva de Cannes

Episódio é mais um capítulo na rixa interna que coloca, de um lado, o presidente da Apex, Mário Vilalva, próximo ao grupo de militares do governo Bolsonaro, e do outro, a diretora de Negócios, Letícia Catelani, e o diretor de Gestão Corporativa, Márcio Coimbra, ligados ao ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, indicado ao cargo pelo escritor Olavo de Carvalho

4 de abril de 2019
9:20 - atualizado às 14:02
Bolsonaro, Ernesto Araújo e Mário Vialva
Presidente Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo (à dir) e Mário Vilalva (à esq) - Imagem: Reprodução/Twitter

A disputa de poder na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) pode comprometer a participação do Brasil no Festival de Cannes, a ser realizado em junho. Até agora, não há nem mesmo definição sobre se a agência vai ao evento, o mais importante na área de publicidade e propaganda no mundo.

A participação brasileira em Cannes era parte de um convênio firmado entre a Apex-Brasil e Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp). Esse convênio, de acordo com a Apex, não foi renovado por decisão da diretora de Negócios Letícia Catelani.

Nos últimos anos, a Apex fez uma série de ações no Festival de Cannes, levando empresas e promovendo a publicidade brasileira. As contratações e preparações para o evento começavam meses antes. A Apex chegou a ganhar prêmios em Cannes, no ano passado, por uma campanha feita para o Festival de 2017.

A presidência da Apex defende a presença em Cannes nos mesmos moldes dos anos anteriores, mas o assunto é uma decisão da diretoria de Catelani.

O episódio é mais um capítulo na rixa interna que coloca, de um lado, o presidente Mário Vilalva, próximo ao grupo de militares do governo Bolsonaro, e do outro, Catelani e o diretor de Gestão Corporativa, Márcio Coimbra, ligados ao ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, indicado ao cargo pelo escritor Olavo de Carvalho.

Nesta quarta-feira, 3, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que Vilalva publicou portaria retirando poderes dos outros dois diretores para contratar e dispensar pessoal e representar a Apex em juízo ou fora dele e prover cargos comissionados em funções de confiança. Ao menos três indicações feitas pela diretora de negócios não se concretizaram.

Ao jornal, a Apex informou que "a diretora de Negócios da Apex-Brasil se encontra em viagem e poderá prestar mais esclarecimentos sobre o assunto em seu regresso". Catelani fez parte da comitiva presidencial a Israel, que retornou ontem à noite ao Brasil. Interlocutores da diretora afirmam que o processo técnico de escolha será realizado sem interferência de qualquer "viés ideológico".

Nomeações
O presidente da Apex, Mário Vilalva, encaminhou ontem uma nota ao Estado na qual afirma que as informações sobre disputa interna na agência são "ilações indevidas e equivocadas". No caso das indicações para a diretoria de Letícia Catelani, a presidência "solicitou e aguarda informações sobre a motivação da criação dessas áreas, antes de nomear seus titulares".

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