Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Recado para Bolsonaro

Ilan diz que expectativa muito alta com novo governo é risco para o país

O desafio da gestão é de poder colocar em prática as medidas anunciadas e satisfazer o eleitorado, disse o presidente do Banco Central, em entrevista ao jornal suíço “Le Temps”

Estadão Conteúdo
13 de janeiro de 2019
8:13
Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn - Imagem: Wilson Dias/ Agência Brasil

O alerta já vem sendo feito por analistas estrangeiros do mercado financeiro e por alguns setores da sociedade doméstica, mas o aviso de que há um excesso de otimismo com o Brasil surgiu agora de um membro do próprio governo. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que deixará o cargo em março, avaliou ao jornal suíço "Le Temps" que as expectativas no País estão muito altas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O desafio é de poder colocar em prática as medidas anunciadas e satisfazer o eleitorado”, disse ele à publicação com sede em Genebra, citando este clima como um dos riscos para o Brasil.

Na terça-feira, o banqueiro central brasileiro fará uma apresentação no The Graduate Institute Geneve. No dia seguinte, também será palestrante em Milão, na Bocconi University, numa viagem pela Europa que começará neste fim de semana com as reuniões bimestrais de presidentes de bancos centrais, em Basileia, também na Suíça.

“O mais importante é colocar em prática uma política monetária confiável, sabendo que o ambiente fiscal continua frágil. E esse sucesso depende da determinação de percorrer todo o caminho da reforma”, adiantou ao Le Temps sobre o teor de suas falas durante a semana que vem.

Na entrevista, Goldfajn explica que deixará o Banco Central por motivos pessoais, depois de dois anos e sete meses à frente da instituição, e que trabalhará “em outros setores”. Reafirmou também o compromisso de permanecer no cargo até que o Senado confirme a nomeação do sucessor Roberto Campos Neto, que trabalhava no Brasil para o banco espanhol Santander.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Inflação sob controle

Para ele, o atual presidente disse que muito trabalho foi feito para limpar a economia, mas que assim deve continuar. “O mercado deve ver a continuidade na política monetária e nas reformas estruturais”, recomendou.

Leia Também

O presidente do BC considerou que a inflação está sob controle e que seguirá assim nos próximos anos. A taxa de juros também está em um nível baixo, o que, segundo ele, também é um bom estímulo para a atividade. Ainda sobre economia, Goldfajn recordou que o País entrou em recessão em 2015 e previu que 2019 será o segundo ano de recuperação do Produto Interno Bruto (PIB).

O crescimento - 1,3% - foi fraco em 2018. Para este ano, esperamos uma taxa de 2,5%”, relatou. Questionado, então, sobre a necessidade de um “tratamento de choque” pedido para a economia doméstica pelo presidente Jair Bolsonaro, ele argumentou que a ideia é buscar reformas e aumentar a flexibilidade da economia.

“Se o novo governo colocar as contas em ordem, a economia se tornará mais produtiva”, considerou ele, acrescentando que os mercados gostam de liberalização da economia, privatização, redução dos gastos públicos e, sobretudo, de visibilidade e confiança.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ano difícil

Goldfajn avaliou que 2018 foi um ano difícil para os emergentes. Primeiro, houve um excesso de capital nos países ricos, o que causou um fluxo para os países emergentes, que alimentou a inflação. Depois, o aperto monetário causou o movimento oposto.

“Vários países como a Argentina ou a Turquia viram uma desaceleração do crescimento. Outros países como a Índia, o Brasil e a Indonésia tiveram que se proteger. O Brasil havia feito reformas, o que ajudou a mantê-lo em curso para o crescimento”, lembrou.

Durante os períodos de maior tensão econômica, principalmente no câmbio, o BC brasileiro ofereceu aos agentes de mercado contratos de swap cambial para que se protegessem das variações do real em relação ao dólar.

Sobre os “medos” levantados pelo governo de Bolsonaro, o presidente da autoridade monetária argumentou que o mais importante é colocar em prática uma política monetária confiável, sabendo que o ambiente fiscal continua frágil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“E esse sucesso depende da determinação de percorrer todo o caminho das reformas.”

Autonomia assegurada

Na avaliação do número 1 do BC, a autonomia da instituição está assegurada e ela é uma condição para a estabilidade do sistema monetário. “O Ministério da Fazenda pode ter prioridades próprias que não são as do Banco Central. Mas neste momento, vejo apenas sinais positivos para os investidores.”

Em relação a este tema, o periódico ressaltou que a independência de alguns bancos centrais no mundo - em especial nos Estados Unidos, em função das críticas feitas pelo presidente Donald Trump ao trabalho do Federal Reserve (Fed, o BC americano).

Goldfajn enfatizou, no entanto, que as autoridades monetárias são o último recurso no caso de uma crise financeira e econômica e que têm as ferramentas para agir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Questionar sua independência é colocar em jogo sua credibilidade. Os mercados também precisam saber que os bancos centrais podem agir de forma independente quando uma situação o exige”, observou.

Na entrevista, Goldfajn disse ainda ter “certeza” de que as medidas adotadas pelo governo argentino em colaboração com o Fundo Monetário Internacional (FMI) produzirão frutos em 2019. No caso de outro vizinho, avaliou que cabe aos venezuelanos encontrar uma solução para o problema do país.

“No que nos diz respeito à economia deles, é muito fraca para ter um efeito contagioso na América do Sul.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ATENÇÃO

O carro que você dirige talvez precise de reparos: veja quais modelos estão no recall da Volkswagen no Brasil

5 de maio de 2026 - 13:24

Falha pode apagar informações essenciais ao dirigir; confira os modelos da Volkswagen afetados e como resolver o problema gratuitamente

TÍTULO DE ELEITOR

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor a tempo das eleições de 2026 está se esgotando; cartórios expandem horário de atendimento

5 de maio de 2026 - 10:44

Para brasileiros com mais de 18 anos, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios; cartórios eleitorais funcionarão em horário especial

ATA DO COPOM

Quando a Selic deve parar de cair? Copom diz que pode ajustar ritmo de cortes com extensão da guerra no Oriente Médio

5 de maio de 2026 - 9:52

O Comitê de Política Monetária avaliou que o balanço de riscos para a inflação segue mais elevado do que o usual, refletindo principalmente as incertezas em torno dos conflitos no Oriente Médio

CHAPÉU DE ALUMÍNIO NÃO BASTA

123456 ainda é a senha mais usada no mundo — e os golpistas adoram; veja como ter uma senha tão secreta quanto a Área 51

5 de maio de 2026 - 9:25

Com o avanço dos crimes cibernéticos, é importante entender o efeito de uma senha segura para proteção de dados

NÃO TEVE PARA NINGUÉM

Lotofácil 3676, Quina 7016 e outras modalidades acumulam e apostadores das loterias da Caixa ficam a ver navios; Mega-Sena 3004 promete R$ 8 milhões, mas não oferece maior prêmio da rodada

5 de maio de 2026 - 6:55

Prêmio em jogo na Lotofácil quase triplica depois de acúmulo, mas Mega-Sena, Quina e Timemania pagam valores bem maiores nesta terça-feira (5).

SUCESSO IMPRESSIONANTE

“O Diabo Veste Prada 2” arrecada quase R$ 1,17 bilhão em fim de semana de estreia — e só perde para um filme em 2026

4 de maio de 2026 - 18:35

A comédia fashion por pouco não desempenhou o melhor lançamento cinematográfico de 2026, se não fosse por “Super Mário Galaxy”

NÚMEROS IMPRESSIONANTES

Uma mordida de R$ 21,9 milhões: como Justin Bieber perdeu mais de 40% de cachê recorde do Coachella

4 de maio de 2026 - 18:17

O canadense Justin Bieber, contratado como atração principal do Coachella, foi o artista mais bem pago da história do festival, mas não escapou da mordida do Leão

SURTO DE HANTAVÍRUS?

O que é o hantavírus? Veja o que se sabe sobre o vírus que causou a morte de três pessoas em cruzeiro de luxo

4 de maio de 2026 - 15:10

Segundo a OMS, risco para o público geral permanece baixo; até o momento, um caso de hantavírus foi confirmado e outros três são suspeitos

ACABOU A MAMATA

Corpus Christi pode (ou não) ser a próxima folga de 2026: confira o calendário de maio e quando é o próximo feriado nacional

4 de maio de 2026 - 11:22

Maio conta com apenas um feriado (que já passou), mas tem data comemorativa do Dia das Mães neste domingo (10)

DANÇA DAS CADEIRAS

+Milionária retoma liderança entre as loterias com prêmios mais altos da semana, mas os R$ 150 milhões da Mega-Sena 30 Anos já estão no radar

4 de maio de 2026 - 7:23

Caixa Econômica Federal já está registrado apostas para o concurso especial da Mega-Sena 30 Anos, que segue regras parecidas com as da Mega da Virada, mas sorteio está programado para o fim do mês

BOMBOU NO SD

O fundo imobiliário que perdeu inquilino ‘sagrado’ e a nova casa do Mercado Livre: as mais lidas do Seu Dinheiro na Semana

3 de maio de 2026 - 17:00

Entre mudanças relevantes em FIIs, expansão do Mercado Livre e disputa entre bancos pela alta renda, leitores acompanharam os principais movimentos do mercado na semana

VEJA OS RESULTADOS

Ninguém crava os 6 números e Mega-Sena acumula e prêmio acumula; Lotofácil paga mais de R$ 1 milhão e Quina passa em branco

3 de maio de 2026 - 9:41

Os principais concursos do sábado (2) terminaram com prêmios acumulados na Mega-Sena e na Quina, enquanto a Lotofácil teve apostas contempladas com mais de R$ 1 milhão

ATENÇÃO BENEFICIÁRIOS

Não perca! Pagamentos do INSS e BPC/LOAS maio de 2026 começam na segunda-feira (4); veja o calendário e como consultar

3 de maio de 2026 - 7:30

Veja a data de pagamento oficial dos benefícios do INSS; dia exato depende do valor recebido e o do número final do benefício

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Calendário do PIS/Pasep em maio de 2026: veja quando o abono fica disponível

3 de maio de 2026 - 6:58

Abono salarial do PIS/Pasep 2026 é pago até agosto; dia exato da transferência segue nascimento ou número de inscrição

A SEMANA DA BOLSA

Usiminas (USIM5) lidera ganhos do Ibovespa e Hapvida (HAPV3) fica na lanterna; veja os destaques

2 de maio de 2026 - 11:09

O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 1,80% na semana e encerrou a última sessão, na quinta-feira (30), aos 187.317,64 pontos

INCENTIVO PARA ESTUDANTES

Pé-de-Meia: confira as datas de pagamento em maio de 2026 e saiba como funciona o programa criado para tentar frear a evasão escolar

2 de maio de 2026 - 6:28

Confira o calendário de maio do programa Pé‑de‑Meia, que oferece até R$ 9,2 mil para alunos de baixa renda permanecerem na escola

SEM CONVERSA

Por que o governo declarou guerra às bets no novo Desenrola?

1 de maio de 2026 - 18:52

Quem aderir ao programa de renegociação de dívidas com recursos do FGTS não poderá fazer apostas online por um ano

TRÊS DÉCADAS DE ‘NOVELA’

Acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor nesta sexta; quais são as oportunidades para o Brasil?

1 de maio de 2026 - 12:31

A redução ou isenção de tarifas para o comércio entre os dois blocos econômicos deve abrir espaço para a expansão de exportação brasileira para a Europa; veja o que está em jogo

O QUE ESPERAR PARA O ANO

Itaú eleva projeção da Selic para 13,25% ao ano em 2026; veja os motivos para a piora do cenário

1 de maio de 2026 - 11:01

Segundo o banco, a autoridade monetária segue comprometida com um ciclo de flexibilização, mas agora sob maior cautela, diante da piora do ambiente inflacionário

FICOU MAIS ARRISCADO?

Fitch faz alerta sobre risco da dívida dos EUA: peso está acima de outros países semelhantes

1 de maio de 2026 - 10:25

Gastos e redução das receitas levarão a dívida, já alta, para patamares acima de 120% do PIB norte-americano no ano que vem, muito superior à média de outros países com a classificação AA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia