Por que a composição do Ibovespa muda toda hora?
Ibovespa muda sua composição no próximo dia 6 de maio, e nova carteira vigora até 30 de agosto; entenda por que as empresas que fazem parte do principal índice da bolsa mudam de tempos em tempos
Na próxima segunda-feira, 6 de maio, entra em vigor a nova composição do Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira. A B3 já anunciou que as ações preferenciais da Azul (AZUL4) e as ordinárias do IRB (IRBR3) passarão a integrar a nova carteira do índice, enquanto os papéis da Log (LOGG3) pulam fora. Agora, o indicador passará a ter 66 ações, de 63 empresas.
Mas você sabe o que isso significa? Sabe o que é o Ibovespa e o que quer dizer quando uma ação entra ou sai do índice? Sabe quais são as regras para uma empresa fazer parte da carteira? E entende por que a composição muda toda hora? Eu explico tudo isso no vídeo a seguir:
Leia na íntegra o texto do vídeo sobre por que o Ibovespa muda toda hora
O índice Bovespa é o principal indicador do desempenho das ações negociadas na bolsa de valores de São Paulo, a B3. Ele é o termômetro do mercado acionário brasileiro, e o seu sobe e desce indica se as ações, no geral, estão em alta ou em baixa, o que acaba sendo um indicador das perspectivas para as empresas de capital aberto.
Como você talvez já saiba, o Ibovespa é composto por uma carteira teórica das ações e units de ações mais negociadas e mais representativas do mercado brasileiro. Isso quer dizer que o desempenho do índice na verdade reflete o desempenho desse conjunto de ativos. E, caso você ainda não tenha percebido, a composição dessa carteira muda de tempos em tempos. Mas por quê? Mudanças na composição do Ibovespa: e eu com isso?
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A carteira teórica do Ibovespa não abarca todas as ações negociadas na bolsa, mas apenas aquelas que atendem aos critérios de metodologia da B3. Hoje, são pouco mais de 60 ações.
O índice é reavaliado a cada quatro meses, podendo ou não mudar a sua composição nessas datas. Isso significa que cada carteira do Ibovespa permanece vigente de janeiro a abril, de maio a agosto ou de setembro a dezembro. Durante o mês anterior ao da revisão do Ibovespa, a B3 divulga três prévias da nova carteira teórica, sendo que a última delas é a que passa a valer de fato.
Mas por que a composição do índice pode mudar a cada quatro meses? Os critérios para uma ação fazer parte do Ibovespa levam em conta a sua liquidez nos 12 meses anteriores ao da revisão do índice, de forma a manter o Ibovespa sempre atualizado e representativo do mercado de ações brasileiro naquele determinado momento.
Afinal, o mundo das empresas abertas é dinâmico - novas empresas abrem o capital, outras fecham, ocorrem fusões e aquisições, empresas que antes eram muito negociadas deixam de ser e vice-versa. O Ibovespa precisa acompanhar essas mudanças no cenário de negócios.
Assim como uma empresa que está fora do índice pode se tornar elegível e entrar na carteira teórica, uma empresa que já integra o Ibovespa pode deixar de atender aos critérios da B3 e pular fora.
E quais são os critérios para fazer parte do Ibovespa? Basicamente, estar entre as ações mais negociadas da bolsa nos últimos 12 meses, tanto em volume quanto em presença nos pregões. A B3 estabelece os valores mínimos na metodologia de cálculo do Ibovespa.
Além disso, não podem fazer parte do índice as ações classificadas como penny stock - aquelas cujo valor médio ponderado nos últimos 12 meses tenha sido inferior a um real. Também ficam de fora as ações de empresas em situação especial, como recuperação judicial ou extrajudicial. Se um desses eventos ocorrer com uma ação que já faz parte do Ibovespa, ela é excluída do índice.
Finalmente, vale lembrar que, na composição do Ibovespa, cada ação tem um peso diferente, que leva em conta o seu valor de mercado em negociação na bolsa, o chamado free float. Ou seja, quanto maior o valor de mercado das ações negociadas de uma determinada empresa, maior a sua participação no índice. É por isso que às vezes o desempenho de algumas poucas empresas com maior peso no Ibovespa determina para onde vai o índice.
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