🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Jogo tenso

Com as cartas da guerra comercial ainda na mesa, o Ibovespa e as bolsas globais fecharam em queda

O Ibovespa teve a segunda baixa consecutiva, refletindo o clima de cautela que tomou conta dos ativos globais nesta terça-feira. Lá fora, os mercados ficaram de olho nas movimentações da guerra comercial — e, ao menos por enquanto, não há nada definido entre EUA e China

Victor Aguiar
Victor Aguiar
10 de dezembro de 2019
18:37 - atualizado às 10:46
Pôquer cartas baralho Ibovespa
Imagem: Shutterstock

O Ibovespa e os demais mercados acionários do mundo estão acompanhando uma partida particularmente nervosa. À mesa, estão dois jogadores com cacifes elevados: de um lado, Estados Unidos; do outro, China. E, com tantas fichas em jogo, nenhum deles quer fazer um movimento em falso — a menor hesitação pode ser definitiva no pôquer da guerra comercial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A tensão apenas cresce com o passar do tempo. Afinal, a partida tem um tempo-limite: no próximo domingo, dia 15, as disputas entre americanos e chineses entrarão numa fase ainda mais crítica. Assim, se quiserem evitar essa etapa, os jogadores terão que tomar uma decisão em breve.

Pois bem: nesta terça-feira (10), parecia que o jogo caminharia para um desfecho: lá fora, a imprensa internacional chegou a noticiar que os governos de Pequim e Washington estavam próximos de chegar a um acordo comercial — e que esse acerto adiaria a imposição, pelo governo dos EUA, de novas tarifas sobre as importações chinesas, a partir do dia 15.

Por um breve momento, os agentes financeiros que estavam na arquibancada chegou a comemorar: as cartas finalmente seriam abertas e os dois jogadores apertariam as mãos, encerrando a disputa — ao menos, por enquanto. Só que não foi bem isso o que aconteceu.

"A verdade é que as tarifas ainda estão na mesa", disse Larry Kudlow,
diretor do Conselho Econômico dos Estados Unidos, numa conferência promovida pelo Wall Street Journal. Ou seja: o jogo ainda não acabou — e, consequentemente, a tensão continua elevada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, em função do nervosismo dessa partida — e da proximidade da data-limite —, os mercados globais tiveram um dia de maior estresse. No Brasil, o Ibovespa, fechou em baixa de 0,28%, aos 110.672,01 pontos; nos Estados Unidos, o Dow Jones (-0,10%), o S&P 500 (-0,11%) e o Nasdaq (-0,07%) também recuaram.

Leia Também

Jogo casado

Desde o início da sessão desta terça-feira (10), o Ibovespa andou em linha com os demais mercados do mundo. Logo após a abertura, o índice brasileiro recuava, acompanhando as bolsas globais. Minutos depois, a bolsa local ganhou força e afastou-se das mínimas, num movimento também em paralelo com o exterior.

Mas esse impulso teve fôlego curto: já no início de tarde, o Ibovespa voltou a aparecer no campo negativo, de onde não saiu mais. Tudo por causa do vaivém no noticiário referente à guerra comercial entre EUA e China.

As negociações entre americanos e chineses têm sido o principal fator de influência para os mercados nos últimos dias. Em linhas gerais, os agentes financeiros mostram-se otimistas quanto ao desfecho das conversas, apostando num consenso que viabilize a postergação de uma nova rodada de tarifas de importação a serem aplicadas por Washington.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse otimismo foi responsável pelo rali da semana passada nas bolsas globais — e que levou o Ibovespa às máximas. No entanto, a falta de avanços concretos no diálogo entre as potências começou a trazer algum desconforto aos investidores: como foi dito lá em cima, a data-limite para a aplicação das sobretaxas é o próximo domingo, dia 15.

E é aí que chegamos à sessão de hoje. No início do dia, o panorama seguia o mesmo, com os mercados otimistas, mas apreensivos em relação ao impasse comercial — o que colocava as bolsas no campo negativo.

Mas, ainda durante a manhã, relatos de que americanos e chineses estariam próximos de um consenso para adiar a implantação de tarifas adicionais dos EUA sobre as importações do país asiático deram força aos mercados: os futuros de Nova York viraram ao campo positivo, levando o Ibovespa de carona.

Só que, por mais que os relatos da imprensa internacional sejam animadores, fontes oficiais ainda não confirmam um avanço significativo nas conversas. Pelo contrário: as cartas "ainda estão na mesa", como disse Kudlow. Assim, a cautela voltou a tomar conta dos agentes financeiros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que o Ibovespa acumulou cinco altas consecutivas na semana passada, o que facilitou os movimentos de correção e realização de lucro. Assim, por mais que os mercados dos EUA tenham tido perdas pouco intensas, o índice brasileiro acabou assumindo uma postura mais defensiva.

All in

Veja as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta terça-feira:

  • Marfrig ON (MRFG3): +2,94%
  • BR Malls ON (BRML3): +2,91%
  • Gerdau PN (GGBR4): +2,85%
  • BR Distribuidora ON (BRDT3): +2,21%
  • Metalúrgica Gerdau PN (GOAU4): +2,03%

Confira também as maiores quedas do índice no pregão de hoje:

  • Gol PN (GOLL4): -4,61%
  • BTG Pactual units (BPAC11): -2,81%
  • Tim ON (TIMP3): -2,15%
  • Fleury ON (FLRY3): -2,10%
  • Azul PN (AZUL4): -2,03%

Você pode ver a cobertura completa dos destaques do Ibovespa nesta terça-feira em nossa matéria especial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apostas no dólar

E o mercado de câmbio? Bem, o dólar também passou por um certo alívio: logo depois da abertura, a moeda americana chegou a subir 0,54%, a R$ 4,1515. Mas, no fechamento, a divisa teve alta de 0,47%, a R$ 4,1488.

Lá fora, o dólar também perdeu parte da força exibida durante a manhã, embora tenha continuado avançando em relação a maior parte das divisas de países emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno e o rand sul-africano. O real, assim, acompanhou a tendência dos pares.

Em meio às incertezas relacionadas à guerra comercial, o mercado opta por uma estratégica clássica: parte para a segurança do dólar, rejeitando ativos mais arriscados, como as moedas de países emergentes — e, considerando que a divisa americana caiu nas últimas seis sessões por aqui, é normal ver um certo ajuste positivo no câmbio.

De olho nos juros

Além das idas e vindas da guerra comercial, os mercados seguem esperando as decisões de juros nos EUA e no Brasil, nesta quarta-feira (11). Em ambos os casos, o cenário-base é bastante nítido: estabilidade nas taxas americanas e corte de 0,5 ponto na Selic por aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, a expectativa recai sobre os comunicados oficiais dos bancos centrais dos dois países, apontando para os próximos passos.

Nesse contexto, as curvas de juros acompanharam o comportamento do dólar à vista e fecharam em alta, mas sem mostrar movimentações muito expressivas. Veja abaixo como ficaram os DIs nesta terça-feira:

  • Janeiro/21: de 4,61% para 4,62%;
  • Janeiro/23: de 5,71% para 5,72%;
  • Janeiro/25: de 6,34% para 6,35%;
  • Janeiro/27: estável em 6,70%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG

22 de fevereiro de 2026 - 17:37

Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa pega fogo com Trump e vai aos 190 mil pontos em novo recorde de fechamento; dólar bate mínima em quase 2 anos 

20 de fevereiro de 2026 - 19:09

O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%

LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar