Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Acima dos 100 mil pontos

Ibovespa fecha em leve alta e termina o semestre com ganho acumulado de quase 15%

O Ibovespa terminou o primeiro semestre de 2019 muito perto do topo histórico em termos nominais. Os avanços na reforma da Previdência e a perspectiva de cortes de juros no mundo deram ânimo ao índice nas últimas semanas, levando-o para além da marca dos 100 mil pontos

Alpinista chega ao topo da montanha
Ibovespa encontrou dificuldades pelo caminho, mas teve uma escalada intensa no primeiro semestre deste anoImagem: Shutterstock

Há uma espécie de lenda que corre entre as mesas de operação: o último pregão do semestre sempre termina no campo positivo. Afinal, é hora de passar a régua nas carteiras e nos investimentos e prestar contas. Qual foi o lucro (ou o prejuízo) acumulado no período?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A lógica é muito simples: tentar maximizar ainda mais os ganhos (ou minimizar as perdas) do semestre na bacia das almas. E, bom, lenda ou não— tem quem jure de pés juntos que é tudo verdade — fato é que, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, o pregão dessa sexta-feira (28) foi ligeiramente positivo.

No entanto, mesmo que esse mito fosse desconstruído hoje, creio que ninguém teria motivos para reclamar: afinal, o Ibovespa fechou o semestre na marca dos 100.967,20 pontos — um leve ganho de 0,24% hoje, mas uma alta acumulada de 14,88% desde o início do ano.

Em Nova York, o tom foi semelhante: Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq registraram valorizações de mais de 10% nos primeiros seis meses de 2019.

É claro que a trajetória dos mercados acionários não foi linear ao longo do semestre: por aqui, as instabilidades políticas trouxeram turbulência ao Ibovespa e, lá fora, a guerra comercial foi responsável por fortes oscilações nos preços dos ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, os agentes financeiros fecharam o mês de junho com um sabor de vitória. No Brasil, os avanços da reforma da Previdência injetaram confiança nos mercados — no exterior, a perspectiva de cortes de juros nas principais economias do mundo diminui a aversão ao risco.

Leia Também

A SEMANA NA BOLSA

Ibovespa fecha no vermelho pela 6ª semana seguida e vive pior sequência desde 2018; Minerva (BEEF3) lidera ponta negativa

RENDA RECORRENTE

Fundo imobiliário com retorno acima do CDI? BB Investimentos vê oportunidade em FII multiestratégia do BTG

O dólar à vista também terminou o semestre com uma nota de alívio. A moeda americana fechou o pregão de hoje em leve alta de 0,18%, a R$ 3,8404 — mas, no saldo dos últimos seis meses, acumulou queda de 0,80%, também na esteira das oscilações dos cenários local e externo.

Uma escalada de respeito

Ao fim de 2018, as perspectivas eram amplamente positivas para os mercados do Brasil. O início do governo Jair Bolsonaro e as promessas de implantação de uma agenda econômica liberal — capitaneada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes —, elevaram as expectativas dos agentes financeiros.

As atenções estavam todas voltadas à reforma da Previdência, pauta tratada como prioritária pela nova gestão. E, a cada sinal de progresso em relação às novas regras para a aposentadoria, o Ibovespa ia avançando e buscando novas máximas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa escalada ocorreu de maneira quase ininterrupta até março, quando os primeiros atritos a respeito da articulação política do novo governo começaram a trazer ruídos à tramitação da reforma. E as instabilidades em Brasília culminaram num período de oscilações no Ibovespa ao longo dos meses seguintes.

Mas, apesar dos atritos entre os principais atores da cena política, o texto da reforma foi avançando — muitas vezes num ritmo mais lento que o desejado pelo mercado, mas foi avançando.

A proposta enviada pelo governo, considerada forte pelos agentes financeiros — com economias de mais de R$ 1 trilhão nos próximos 10 anos — passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e, agora, está prestes a ser votada na comissão especial da Casa.

E, por enquanto, o texto não sofreu maiores desidratações, o que anima o mercado. E, além disso, ainda há a perspectiva de que a proposta seja votada na comissão especial e no plenário da Câmara antes do próximo dia 18, quando o Congresso entra em recesso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com os avanços na tramitação, o mercado voltou a ganhar confiança na segunda metade de maio e, na semana passada, o Ibovespa finalmente conseguiu fechar acima dos 100 mil pontos — permanecendo acima desse patamar desde então. Com isso, o índice fecha o semestre em seu topo histórico, em termos nominais.

Ganhadores e perdedores

Ao fim do semestre, não há um setor que se destaque entre as maiores altas ou maiores quedas do Ibovespa no semestre: os papéis que ocupam os dois pódios são bastante diversificados, mostrando que o noticiário corporativo também teve peso no desempenho das ações ao longo dos últimos seis meses.

O ativo com o melhor desempenho do índice foi CSN ON (CSNA3), que acumulou um ganho de 98,22% desde o início do ano. O top 5 ainda conta com Qualicorp ON (QUAL3), JBS ON (JBSS3), MRV ON (MRVE3) e Sabesp ON (SBSP3), nesta ordem.

Diversos motivos ajudam a explicar essa disparada das ações da CSN, com destaque para a forte valorização dos preços do minério de ferro no exterior e as dificuldades enfrentadas pela Vale desde o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) — a empresa possui um braço forte de mineração e ocupou o 'vácuo' deixado pela Vale.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na ponta negativa, o destaque foi Braskem PNA (BRKM5), que acumulou baixa de 26,07% no semestre, seguido por Ultrapar ON (UGPA3), B2W ON (BTOW3), Cielo ON (CIEL3) e CVC ON (CVCB3).

Vale lembrar que as ações da Braskem foram fortemente impactadas pelo encerramento das negociações entre LyondellBasell com a Odebrecht — a empresa holandesa queria comprar a fatia da Braskem detida pelo grupo brasileiro.

Mas é claro que a cena política local e o noticiário corporativo não foram os únicos fatores que influenciaram o Ibovespa no semestre. Lá fora, os últimos meses foram bastante movimentados — mas, ao fim do período, o exterior também deu um empurrão para o mercado local.

Euforia, mas com estresse

As bolsas americanas também tiveram desempenhos fortes desde o início do ano. E, lá fora, os últimos meses também foram marcadas pelas idas e vindas dos mercados — a guerra comercial trouxe tensão aos agentes financeiros, mas os movimentos dos Bancos Centrais geraram euforia às negociações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estados Unidos e China, que pareciam perto de fechar um acordo comercial, rasgaram o script: o diálogo entre as potências regrediu e novas taxações foram adotadas por ambos os lados. E a questão ainda está em aberto.

Donald Trump e Xi Jinping, líderes dos dois países, abrirão neste fim de semana uma nova rodada de conversas — e o mercado aguarda por alguma sinalização de alívio nas tensões comerciais.

Afinal, cresce cada vez mais a percepção de que a guerra comercial irá afetar a economia mundial como um todo. Na Europa, a atividade econômica tem patinado há um bom tempo e, na China, os dados de produção industrial e balança comercial mostram que o gigante asiático enfrenta dificuldades para manter seu ritmo de expansão.

E os Estados Unidos também dão sinais de que irão aderir à onda de fraqueza econômica, uma vez que os dados econômicos mais recentes mostram que a atividade do país tem patinado. E, em meio a esse cenário, os Bancos Centrais começam a agir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No velho continente, o Banco Central Europeu (BCE) já deu indícios de que pode cortar juros para estimular a economia da zona do euro. E o Federal Reserve (Fed) não ficou para trás: também mostrou-se aberto a um movimento de ajuste negativo nas taxas americanas, de modo a evitar um declínio maior nos dados econômicos do país.

Assim, quase que paradoxalmente, os temores com a guerra comercial e a desaceleração econômica no mundo criaram uma situação que foi favorável aos mercados acionários, uma vez que, com taxas de juros potencialmente mais baixas, diminui a aversão ao risco por parte dos agentes financeiros.

E, nesse contexto, as bolsas americanas também fecharam o semestre com um saldo amplamente positivo, apesar das incertezas no meio do caminho. No acumulado dos últimos seis meses, o Dow Jones teve ganhos de 14,03%, o S&P 500 subiu 17,35% e o Nasdaq teve alta de 20,66%.

Leve alta no dólar

Ativo que está sujeito ao maior número de fatores exógenos, o dólar à vista também passou por uma montanha-russa ao longo dos últimos meses. E a história se repetiu no mercado de moedas: apesar das instabilidades no meio do caminho, a foto da linha de chegada mostrou alívio, embora bem menor que o do Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os avanços da reforma da Previdência e a perspectiva de corte de juros nas principais economias do mundo neutralizou as tensões comerciais entre Estados Unidos e China e os atritos de articulação política do governo Bolsonaro, levando o dólar à vista para a faixa de R$ 3,84 — ligeiramente abaixo do nível do fim de 2018.

A queda acumulada de 0,8% pode não parecer muita coisa, mas vale ressaltar que a moeda americana chegou a bater os R$ 4,10 em meados de maio — período em que as tensões políticas locais e a tensão com a guerra comercial chegaram ao ápice. Assim, em menos de dois meses, a cotação passou por um amplo movimento de alívio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem criada por IA traz uma bandeira dos EUA ao fundo, com um touro do lado esquerdo da imagem e uma seta para cima, em verde, do lado direito. 21 de maio de 2026 - 16:00
Aplicativo de IA de internet de ícones de inteligência artificial, ChatGPT, da OpenAi 21 de maio de 2026 - 14:31
21 de maio de 2026 - 11:45
Imagem gerada por inteligência artificial representando a relação da guerra no Irã com o petróleo e a Petrobras 20 de maio de 2026 - 16:11
20 de maio de 2026 - 14:26
I Fashion Outlet Novo Hamburgo 20 de maio de 2026 - 11:40

LOJAS DA ARMANI, NIKE, LACOSTE...

HGBS11 se desfaz de outlet premium, embolsa R$ 63 milhões e vê dividendos no horizonte

20 de maio de 2026 - 11:40
Silhueta de um guindaste, trabalhadores e um cifrão representando os dividendos de ações e fundos imobiliários construção civil construtoras ID da foto 172388073 19 de maio de 2026 - 14:17
Gráfico de ações e sacolas de compras para representar empresas do varejo 18 de maio de 2026 - 12:11
Greg Abel, CEO da Berkshire Hathaway e sucessor de Warren Buffett 17 de maio de 2026 - 11:13
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia