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Atividade fraca no setor

Vendas no varejo recuam 0,6% em abril, segundo IBGE

Setor varejista apresentou recuo em cinco das oito atividades pesquisadas, puxado pela queda nas atividades nos hipermercados e vestuário

Imagem: shutterstock

Após dois meses de estabilidade o volume de vendas do comércio caiu 0,6% em abril, em relação a março. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Comércio.

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O resultado veio abaixo da mediana de expectativas dos analistas ouvidos pelo Broadcast. Na comparação anual, com abril de 2018, as vendas no varejo tiveram um crescimento de 1,7%. Em 2019, as vendas no varejo acumula uma alta de 0,6% e no acumulado dos últimos 12 meses houve avanço de 1,4%.

O setor varejista apresentou recuo em cinco das oito atividades pesquisadas. O setor de hipermercados apresentou a 3ª queda consecutiva, recuando 3,4% de fevereiro a abril, e o de vestuário caiu pela 2ª vez. Depois de duas altas, a venda de artigos farmacêuticos também apresentou uma baixa de 0,7%. O índice sofreu influência do reajuste dos medicamentos em abril. Artigos de uso pessoal e doméstico e Equipamentos e Material para Escritório fecham as categorias que apresentaram queda no mês.

Segundo Isabella Nunes, gerente da pesquisa, as variações do comércio em 2019 o mantém no mesmo nível de dezembro do ano passado. “De janeiro a abril não acumulou nada. É como se o ano de 2019 não tivesse dado nenhuma contribuição para a recuperação da trajetória de queda iniciada em 2014”. Ainda segundo a pesquisadora,as vendas dos supermercados têm sido afetadas tanto por um aumento nos preços dos alimentos consumidos no domicílio quanto pela estabilidade da massa de rendimentos dos trabalhadores.

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"A atividade econômica em baixa, a alta capacidade ociosa, o desemprego chegando a 13 milhões de pessoas e mesmo o emprego gerado é na informalidade. Tudo isso faz com que a massa de rendimentos não cresça de forma suficiente para estimular o consumo, que fica restrito às necessidades mais básicas, como supermercado e setor farmacêutico", enumerou Isabella.

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No varejo ampliado, que inclui o volume de vendas de veículos e material de construção, os números ficaram estáveis no mês de abril. Em março, a atividade do setor havia avançado 1,1%.

O IBGE também revisou o resultado de vendas no varejo em março ante fevereiro. De uma alta de 0,3%, o avanço passou a ser de 0,1%. Em fevereiro ante janeiro o resultado passou de estabilidade para queda de 0,1%, enquanto janeiro ante dezembro de 2018 passou de 0,5% para 0,6%.

*Com Estadão Conteúdo

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