Menu
2019-01-17T15:27:35-02:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Prévia do PIB

Atividade tem variação positiva em novembro, mas nada empolgante

Índice do Banco Central teve alta de 0,29% no mês e sobe 1,44% no acumulado em 12 meses

17 de janeiro de 2019
9:30 - atualizado às 15:27
Atividade fraca
Imagem: Shutterstock

O Banco Central (BC) tem alertado que a debilidade da atividade econômica pode levar a inflação a ficar abaixo do esperado e esse risco segue presente, já que os indicadores de alta frequência continuam sugerindo crescimento moderado no fim do ano passado, o que tem impacto, também sobre 2019.

Esse crescimento abaixo do potencial e expectativas de inflação ancoradas nas metas garantem a estabilidade da Selic em 6,5% ao ano por longo período. Notícia positiva para os ativos de risco, como Bolsa de Valores e Fundos Imobiliários.

O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) teve alta de 0,29% em novembro, após marcar estabilidade em outubro. Considerando a variação em 12 meses, que é menos volátil em função das revisões constantes da base de dados, o avanço é de 1,44%, menor que o 1,54% registrado em outubro. A leitura mensal ficou pouco acima da mediana das projeções da “Broadcast” de alta de 0,20%.

Fazendo um exercício preditivo, se o IBC-Br ficar estável em dezembro, o crescimento do quarto trimestre em comparação com o terceiro será de apenas 0,3%, em comparação com avanço de 1,8% no terceiro quarto. No ano, o crescimento ficaria ao redor de 1,1%.

Outros riscos acompanhados pelo BC são o andamento da agenda de reformas, notadamente a da Previdência, e os desenvolvimentos do mercado externo. Riscos que recuaram, segundo o BC, mas que ainda têm maior no seu balanço de riscos para a inflação.

Desde o fim do ano passado, alguns agentes de mercado discutem a possibilidade de o BC retomar o ciclo de cortes da Selic em função desse fraco ritmo de recuperação da atividade.

Mas, a postura do BC, por ora, é de “cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis”.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 6 de fevereiro, pode trazer novidades com relação ao tema. Atenção para as projeções de inflação que serão feitas com um dólar mais baixo que o visto em dezembro do ano passado.

Com Selic a 6,5% e dólar a R$ 3,85, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecharia 2019 e 2020 ao redor de 4%. A meta para este ano é de 4,25% recuando para 4% no ano que vem. Em 2018, o IPCA fechou a 3,75%, contra meta de 4,5%.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

plano em prática

BNDES firma acordos com seis Estados para privatizar 26 parques de conservação

Banco mapeou, ainda em 2020, em torno de 100 unidades de conservação, entre federais e estaduais, com potencial de serem concedidas

Alimentação

Mesmo sem auxílio emergencial, BRF, JBS e Burger King permanecem otimistas para 2021

CEOs de companhias de alimentação reforçam otimismo destacando investimentos em suas respectivas atividades, e consideram ganho de produtividade crucial para enfrentar aumento de custos

mudança

Petrobras sobe preço da gasolina pela 2ª vez este ano

Estatal disse também que o preço médio de diesel passará a ser de R$ 2,12 por litro, refletindo uma aumento médio de R$ 0,09 por litro

novata na bolsa

HBR Realty estreia em alta na B3, mas termina o dia em queda

Empresa, que atua no segmento de desenvolvimento e administração de propriedades, optou por formato diferente de IPO

em evento

BNDES diz que seguirá firme na estratégia de vender participação acionária

Segundo Montezano, a estratégia de desinvestimentos passa por se desfazer de participações acionárias em “empresas maduras”, como “Petrobras, Vale, Suzano, Klabin e AES Tietê”

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies