Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-10-02T07:47:35-03:00
Estadão Conteúdo
Más notícias

Indústria dos EUA tem pior resultado em uma década

Divulgação do indicador gerou aversão ao risco nos mercados internacionais, inclusive entre os investidores de petróleo, diante dos temores de que a contração na indústria possa significar queda na demanda pela commodity energética

2 de outubro de 2019
7:40 - atualizado às 7:47
Estados Unidos
Imagem: Shutterstock

Menos de uma hora após o Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) informar que o seu índice de atividade industrial dos Estados Unidos caiu para 47,8 em setembro, o nível mais baixo desde junho de 2009, o presidente Donald Trump alegou que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e o seu presidente, Jerome Powell, "permitiram" que o dólar ficasse "tão forte" contra "todas as outras moedas" que os fabricantes do país estariam sendo afetados negativamente pelo câmbio. "A taxa básica de juros do Fed está alta demais. Eles são os piores inimigos deles mesmos, não têm ideia. Patético!"

  • LEIA HOJE: Estão oficialmente abertas (por tempo limitado ou enquanto durarem as vagas) as inscrições para o melhor curso de análise gráfica para enriquecer em qualquer mercado. Entre aqui e aproveite!

O índice de atividade industrial caiu de 49,1 em agosto para 47,8 em setembro, o nível mais baixo desde junho de 2009, "o último mês da Grande Recessão", quando o indicador ficou em 46,3, informou o ISM nesta terça-feira, 1. A leitura relativa ao mês passado veio na contramão da projeção de analistas consultados pelo Wall Street Journal, de alta para 50,1. "O índice se contraiu pelo segundo mês seguido. A contração dá sequência a seis meses seguidos de suavização na indústria", comentou o presidente do ISM, Timothy Fiore. Uma leitura acima de 50 indica que a economia industrial está, em geral, se expandindo, enquanto um registro abaixo dessa marca aponta que ela está se contraindo.

O ISM disse que declarações dos empresários "refletem uma diminuição contínua da confiança nos negócios" e também observou que "o comércio global continua sendo a questão mais significativa", sugerindo que a abordagem dura de Trump em relação ao comércio exterior é uma preocupação maior para eles do que a taxa de juros americana ou a força do dólar.

Embora Trump queira ainda mais cortes nos juros pelo Fed, não está claro se isso acontecerá tão cedo - em setembro o banco cortou os juros em 0,25 ponto porcentual, para o intervalo entre 1,75% e 2%. Na época, Powell descreveu como um "ajuste de meio de ciclo" na política monetária - várias autoridades do Fed manifestaram apoio à decisão de manter a taxa inalterada por enquanto, a menos que novos dados se mostrem significativamente piores.

O Fed vai divulgar os próprios dados sobre a produção industrial dos EUA de setembro no dia 17 de outubro.

A divulgação do indicador gerou aversão ao risco nos mercados internacionais, inclusive entre os investidores de petróleo, diante dos temores de que a contração na indústria possa significar queda na demanda pela commodity energética. "A cautela retornou aos mercados em meio aos dados industriais fracos nos EUA", destaca o BBVA, em relatório para os clientes.

Guerra comercial

A leitura feita pelo ISM também reacendeu o alerta entre investidores em relação a possíveis impactos da guerra comercial na desaceleração das economias do mundo. "Os executivos do setor industrial estão morrendo de medo de que a guerra comercial vá esmagar suas exportações", diz Chris Rupkey, do MUFG. "Não poderia ser mais irônico que as tarifas comerciais, feitas para trazer fábricas do exterior de volta ao país, estejam prejudicando a produção de indústrias aqui nos EUA", completa.

O petróleo WTI para novembro fechou em queda de 0,83%, a US$ 53,62 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para dezembro caiu 0,60%, a US$ 58,89 o barril.

Os principais índices acionários de Wall Street recuavam acentuadamente após a divulgação dos dados. O índice Dow Jones caiu 1,28%; o S&P 500 recuou 1,23%. O índice de tecnologia Nasdaq perdeu 1,13%.

No Brasil, a aprovação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado não teve forças para tirar a Bolsa doméstica do vermelho. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista B3, fechou em queda de 0,66%.

Projeção

Ainda na terça, a Organização Mundial do Comércio (OMC) cortou sua previsão para o crescimento do comércio global neste ano em mais da metade, e disse que novas rodadas de tarifas e retaliações, uma economia em desaceleração e um Brexit desordenado podem reduzir ainda mais as projeções. A OMC disse que agora espera que o comércio global de mercadorias aumente 1,2% este ano, ante estimativa de 2,6% em abril. Esse crescimento foi de 3,0% em 2018. Para 2020, está previsto um avanço de 2,7%, abaixo da estimativa anterior de 3,0%.

"A piora do cenário para o comércio é desencorajadora, mas não inesperada", disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, em comunicado.

O órgão, com sede em Genebra, disse que suas previsões reduzidas refletem estimativas de uma expansão mais lenta da economia global, em parte por causa das tensões comerciais, mas também por fatores cíclicos e estruturais e, na Europa, à incerteza relacionada ao Brexit.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

XP anuncia investimento na edtech Resilia

A Resilia é uma edtech que combina tecnologias que potencializam o aprendizado individualizado e em comunidade com um método de ensino que capacita potenciais talentos de uma forma mais rápida para o mercado digital

Análise

Investir em ações de banco ainda é uma boa? Veja 3 motivos que deixam a XP Investimentos cautelosa

Se no ano passado a postura era otimista, agora os analistas do setor financeiro da XP estão mais cautelosos, já que o cenário é de preços elevados dos ativos e uma concorrência e intervenções regulatórias preocupantes.

REFORMA TRIBUTÁRIA

PIB pode crescer 1,6% com redução de IR para empresas, indica estudo

O cálculo de 20% teve como base comportamento das empresas depois de um dos maiores aumentos na alíquota do imposto sobre dividendos no mundo – na França, em 2013, de 15,5% para 46%

ESG

‘Equidade racial se tornou prioridade dentro da Vivo’, diz presidente

Dentro da extensa agenda ESG, que concentra ações ambientais, sociais e de governança, a Vivo aposta na equidade racial

Clube do livro

Das tulipas ao bitcoin: conheça a história das crises financeiras de uma forma irreverente

O maior trunfo de “Crash”, de Alexandre Versignassi, é nos guiar pela história da economia mundial e brasileira traçando paralelos entre o passado e o presente

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies