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Do Chile, presidente vê Rodrigo Maia deixar articulação pela reforma
O presidente Jair Bolsonaro segue em viagem internacional e de longe viu a eclosão de um problema de articulação política que deve exigir uma revisão de postura para se resolver. Depois de ser atacado por Carlos Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, abandonou o papel de articulador político que tinha assumido de bom grado pela reforma da Previdência. Maia afirmou que seguirá defendendo a reforma, mas que Bolsonaro terá de conseguir os votos para o projeto.
Do Chile, Bolsonaro disse que não deu motivo para a saída de Maia e que está aberto ao diálogo. O que se percebeu é que a mudança de postura de Maia deu vazão à insatisfação de boa parte dos parlamentares que já reclamavam da falta de diálogo com o governo.
A briga não é de hoje e envolve os conceitos de “velha” e “nova política”. Bolsonaro discursa como se ainda estivesse em campanha, com o tom de criminalizar a “política tradicional” e brigar contra o “toma lá, dá cá”. Isso é importante para manter sua base de apoio engajada, mas não pode ser feito via agressão direta e indireta aos aliados.
Segundo nos contou a “Folha de S.Paulo”, Maia falou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que ele fará a “nova política” e que isso consistiria em não fazer nada e esperar por aplausos nas redes sociais.
O presidente terá de fazer uma mudança de discurso e de postura. Negociar com o Congresso não é ceder à velha política. As barganhas não precisam ser sempre espúrias e envolver verbas e cargos. Bolsonaro tem de convencer que a vitória da reforma da Previdência e demais pautas será de toda a classe política e não apenas do seu governo. No lado contrário, as derrotas serão sempre de Bolsonaro e não pulverizadas na figura impessoal do “Congresso”.
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