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Startup de escritórios compartilhados passou a sofrer escrutínio público após divulgação de resultados e desempenho na bolsa de outras empresas de tecnologia
A startup de escritórios compartilhados WeWork decidiu adiar seu IPO (oferta pública inicial de ações). Mas a empresa não definiu uma nova data para abrir capital.
Anteriormente, o IPO da companhia estava marcado para setembro. Mas a WeWork passou a sofrer um escrutínio público e desconfiança dos investidores.
Aos poucos, segundo a imprensa americana, a empresa passou a considerar diminuir seu valor de mercado e anunciou uma série de mudanças na sua estrutura. Até culminar nesse adiamento.
"Temos toda a intenção de operar a WeWork como uma empresa de capital aberto e esperamos chegar ao mercado de ações no futuro", disseram os executivos da companhia Artie Minson e Sebastian Gunningham
A desconfiança sobre a WeWork se tornou evidente a partir da divulgação dos números da companhia, que revelaram um prejuízo de US$ 1,9 bilhão em 2018. Somaram-se preocupações com conflitos de interesse e sobre a capacidade do CEO, Adam Neumann, de liderar uma empresa de capital aberto.
As cifras mostraram que o unicórnio americano segue uma trajetória comum de companhias de tecnologia — como Uber e Lyft —, a de não dar lucro (ao menos por enquanto). Ambas estrearam na bolsa recentemente, mas ainda não conseguiram demonstrar ao mercado a que vieram.
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A Uber perdeu 23% do valor de mercado desde que abriu capital, em maio deste ano. Já a Lyft acumula uma perda de 40% desde março, quando passou a ter ações negociadas na bolsa. As duas empresas também continuam reportando prejuízos bilionários.
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