Os investidores terão trabalho para escolher no que prestar atenção hoje. Mesmo com o adiamento da votação da reforma da Previdência, que ficou para quarta-feira, a agenda segue cheia de divulgações e eventos econômicos.
Além da ata do Copom, que sinaliza novos cortes na Selic no futuro, os investidores também ficam de olho na prévia da inflação e no discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU. O desafio de Bolsonaro é melhorar a imagem do governo no exterior, após a polêmica das queimadas.
Mesmo com tantos compromissos por aqui, os investidores ainda devem monitorar a situação do cenário externo, com as negociações da guerra comercial roubando a cena. O otimismo em torno do assunto sustentou os ganhos das bolsas na Ásia e se reflete nos índices futuros de Nova York.
Ontem, o Ibovespa encerrou o dia com uma baixa de 0,17%, aos 104.637,82 pontos. O dólar fechou a sessão com alta de 0,43%, a R$ 4,1714. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
Negócio suíço
Depois de informar, no início do mês, que negociava com o UBS uma parceria, o Banco do Brasil anunciou que deu mais um passo na associação com a instituição suiça ao assinar um documento formalizando a conversa. À princípio, o acordo prevê que o BB dê acesso à sua base de relacionamento no Brasil e o UBS ceda suas estruturas globais de execução e distribuição. O plano das empresas é oferecer em conjunto serviços de banco de investimentos em seis países. Quer entender melhor? O Vinicius Pinheiro explica nesta reportagem.
Desce uma gelada?
Depois de cancelar a oferta inicial de ações que estava prevista para junho, a AB InBev, dona da brasileira Ambev, decidiu seguir com o seu plano e realizar o IPO de sua subsidiária asiática na bolsa de Hong Kong. Os cerca de US$ 5 bilhões captados com a oferta são muito bem-vindos aos cofres da gigante cervejeira, que desde 2016 tenta quitar dívidas contraídas para a compra de sua concorrente SABMiller. Confira os detalhes sobre a segunda maior oferta de ações do ano no mundo nesta matéria da Jasmine Olga.
Turbulência na terra da rainha
O processo de saída do Reino Unido da União Europeia deve continuar promovendo incertezas no país. Na terra da rainha Elizabeth II, a Suprema Corte avaliou como ilegal o pedido do primeiro-ministro, Boris Johnson, de suspender temporariamente as atividades do Parlamento. Na prática, o veredito dá aos legisladores mais margem para travar a saída da UE em 31 de outubro, com ou sem acordo. Saiba mais.
Agenda
Indicadores
- IBGE divulga prévia da inflação de setembro
- Receita Federal anuncia resultado da arrecadação de impostos em agosto
- Argentina divulga números do comércio no país em julho
- Estados Unidos publicam dados semanais sobre o mercado de petróleo
Bancos Centrais
- Copom divulga ata de sua última reunião de política monetária
- Banco do Japão divulga ata de sua última reunião de política monetária
Política
- CCJ do Senado vota última versão do relatório da reforma da Previdência
- Comissão especial da Câmara analisa PEC da reforma tributária
- Começa debates da Assembleia Geral da ONU. Bolsonaro é o primeiro líder a discursar, seguido por Donald Trump
- Suprema Corte britânica julga legalidade de suspensão do Parlamento
- Ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, e o presidente do BC do país, Guido Sandleris, se reúnem com representantes do FMI