🔴 O MELHOR TRADER DO MUNDO VAI TE AJUDAR NA BUSCA POR R$ 1 MILHÃO – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

SOB PRESSÃO

TRXF11 está dando um passo maior que a perna? CEO responde, mas mercado não compra e cota cai mais de 9% nesta semana

Na sexta-feira (21), o TRXF11 fechou o dia em queda de quase 3%, a R$ 71,70. Vale lembrar que, no início do ano, o fundo era negociado a R$ 91,63

Imagem: Dani Alvarenga

O anúncio do fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) sobre a emissão de até R$ 10 bilhões de cotas assustou o mercado. Com alavancagem em 30% e um patrimônio líquido que cresceu três vezes em um ano, os investidores questionam a sustentabilidade do ritmo de crescimento do FII. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A pressão está sendo sentida nas cotas. Só no acumulado desta semana, o fundo caiu 9,37%. Na quinta-feira (20), o CEO da TRX, Luiz Amaral, chegou a conversar com participantes do mercado sobre a estratégia do TRXF11 e assegurou que o objetivo não é "crescer a qualquer custo".  

"Não estamos expandindo o TRXF11 para vender a TRX depois. Estamos construindo uma empresa para os próximos 50 anos. No curto prazo, a estratégia é gerar previsibilidade de retorno com o dividendo pingando na conta", afirmou durante o TRX Day. Em 2025, o patrimônio líquido do FII era de R$ 2 bilhões. Hoje, está em R$ 6 bilhões. 

Porém, o executivo também disse que não pode garantir que continuará mantendo o atual patamar de dividendos, e as cotas voltaram a apanhar na bolsa.  

Atualmente, o TRXF11 distribui R$ 0,93 por cota. Em julho, o valor representou um dividend yield (taxa de retorno de dividendos) mensal de 1,02%, considerando a cotação de fechamento daquele mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na sexta-feira (21), o TRXF11 fechou o dia em queda de quase 3%, a R$ 71,70. Vale lembrar que, no início do ano, o fundo era negociado a R$ 91,63. 

Leia Também

EM REFORMULAÇÃO

TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo

ONDE INVESTIR APÓS O RALI

Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores

Como fica a carteira do TRXF11? 

Desde 2024, o FII passa por uma transição significativa da concentração do portfólio. Até então, o TRXF11 tinha uma carteira de ativos focada em imóveis de varejo. Embora Amaral ainda defenda que o segmento seja resiliente, a gestão sentia desconforto com a alta concentração e optou pela diversificação. 

Hoje, o varejo ainda possui participação relevante do fundo, com 28,3% do total da carteira. Porém fica atrás do segmento logístico, que compõe 56,3%. 

Com a mudança, o TRXF11 também diversificou o portfólio de inquilinos, que agora conta com 350 locatários. O Mercado Livre é o maior deles, com participação de 14,51%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a TRX, a meta da gestora é não permitir que nenhum locatário tenha participação acima de 15% e nenhum setor acima de 25% da receita do FII.

Em meio ao processo de expansão e diversificação, o fundo não só adquiriu novos imóveis diretamente como também passou a realizar parte de suas alocações por meio de outros FIIs.

Hoje, 11,41% do patrimônio está alocado em cotas de outros fundos imobiliários, enquanto imóveis respondem por 78,03%. Já Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs) representam 8,20% e renda fixa, 2,36%.

Segundo o CEO, essa estratégia permite que a TRX atue como alocadora de capital, recorrendo a gestores especializados em determinados segmentos imobiliários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a base de cotistas passou para 332 mil, levando o volume financeiro médio diário negociado (ADTV) para aproximadamente R$ 21,7 mil.

As dívidas do TRXF11

Em relação às dívidas do FII, o relatório gerencial de julho mostra que 47,37% das securitizações do TRXF11 estão ligadas ao CDI, com custo médio de CDI+ 1,94% ao ano. Além disso, 52,63% estão indexadas à inflação, com custo médio de IPCA+ 7,12%.

Amaral defende a estratégia de manter temporariamente algumas dívidas ligadas ao CDI enquanto alguns imóveis estão em construção, mas deve transformar sua carteira de passivos.

Segundo o CEO, a TRX pretende migrar esses financiamentos para estruturas mais longas e indexadas ao IPCA. A movimentação, no entanto, ocorrerá quando o risco de desenvolvimento dos empreendimentos tiver ficado para trás. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Quando o imóvel está pronto e o fluxo de aluguel se inicia, é possível contratar uma dívida de longo prazo mais barata, reperfilando a dívida naturalmente", afirmou Gabriel Barbosa, sócio e diretor de gestão da TRX, que também participou do evento. 

O que assustou o mercado? 

A aquisição do Hospital Albert Einstein preocupou o mercado. "Já vi um outro grande fundo comprar um ativo grande e desbalancear totalmente o FII", relatou o empresário e investidor Sidney Angulo ao Seu Dinheiro.

Os investidores também questionam o nível atual de alavancagem do FII. Com um passivo total de R$ 3,9 bilhões, R$ 10 bilhões em ativos e R$ 800 milhões de ativos de liquidez, o TRXF11 apresenta hoje uma alavancagem líquida de 31%.  

"Eu sou muito crítico à alavancagem, é um dos pontos mais negativos na minha visão. É uma preocupação do pequeno investidor e é válida", disse Angulo.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, os cotistas questionam o nível de liquidez do TRXF11 para absorver as operações com troca de cotas. Isso porque o crescimento do fundo é apoiado no uso dos papéis como moeda de troca para adquirir novos empreendimentos. 

A estratégia de compra por meio de cotas se tornou comum no mercado devido à escassez de capital. E não é apenas a TRX que vem apostando nela. A gestora Patria Investimentos e o GGR Covepi Renda (GGRC11) também compraram diversos ativos com essa estratégia. 

O problema é que, na hora que os vendedores passam a ter cotas do TRXF11 em troca dos seus ativos, podem vendê-las, podendo gerar uma pressão vendedora. Caso esse cenário se concretize e esses cotistas decidam se desfazer dos papéis, os investidores veriam o patrimônio derreter ainda mais. 

Outra preocupação do mercado em relação à aquisição por cotas é o preço dos imóveis nas operações. A emissão de até R$ 10 bilhões colocou uma lupa na questão, já que o valor da transação, de R$ 94,39, estava abaixo do registrado nas últimas ofertas, que giravam em torno de R$ 100. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso e a queda vertiginosa, os investidores também passaram a temer que a gestora garanta compensações para possíveis perdas pela diferença entre os valores dos negócios e das cotas na bolsa.

O crescimento acelerado do fundo ainda trouxe cobranças por mais transparência, especialmente por parte do investidor pessoa física. 

Durante o evento, analistas e cotistas questionaram a TRX sobre dar mais detalhes sobre os compromissos financeiros do FII e a estrutura dos fundos que o TRXF11 passou a investir. 

As respostas do CEO 

Durante o evento, Luiz Amaral reconheceu que, para o investidor pessoa física, a alavancagem atual está em um patamar considerado alto. No entanto, ele avalia que "não é uma alavancagem problemática". 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Do meu ponto de vista, está bem abaixo do limite. Se o fundo fosse só meu, eu alavancaria 60%. Mas tenho ciência de que existe uma necessidade de ser responsável não só com o que é a dívida, mas com o desconforto que ela representa", afirmou o CEO. 

Durante a conversa, o executivo se comprometeu a reduzir a alavancagem do FII para a faixa de 25% a 20%. Para alcançar a meta, a gestão apostará na reciclagem de ativos, refinanciamentos e eventual valorização do portfólio. 

Em relação aos questionamentos sobre a liquidez do TRXF11 e uma possível pressão vendedora, a gestora afirmou que inclui mecanismos nos contratos para um lock-up (período de restrição para venda das cotas) de 45 dias e um teto de venda diária de 5% a 10% do ADTV por vendedor. 

Já sobre os questionamentos em relação aos preços dos imóveis, a TRX disse ainda que ativos considerados troféus têm cap rates (taxas de capitalização) mais apertados por conta das suas características premium. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, esses empreendimentos tendem a se valorizar mais no médio e no longo prazo. Segundo Barbosa, o intuito é mantê-los na carteira por décadas, enquanto a rentabilidade viria por meio da reciclagem de ativos táticos, os quais são comprados com maior margem de segurança. 

Mas, sobre possíveis compensações para os vendedores dos ativos, a gestora não falou sobre o tema. O CEO afirmou que não abordará a questão até a conclusão das operações, já que cada negociação tem características diferentes e os critérios de valor são sensíveis. 

Ainda assim, Amaral admitiu que a gestão errou na transparência. Ele afirmou que a gestão poderia ter reavaliado o valor patrimonial das cotas antes de anunciar a emissão. 

O executivo também disse que a prática de realizar a avaliação extraordinária em operações desse porte poderá ser considerada em movimentos futuros. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, Amaral defendeu a emissão, destacando que o salto no tamanho do TRXF11 tem como objetivo tirar o fundo de uma condição próxima de uma micro cap, aproximando o FII das small caps.  

Essa mudança aumenta a possibilidade de entrar no radar de investidores institucionais, inclusive estrangeiros. 

Além disso, apesar de não prometer a manutenção dos dividendos, Amaral reiterou que a TRX segue buscando ampliar os rendimentos ao longo do tempo. 

“O que eu posso prometer é que nosso objetivo vai ser, sim, continuar aumentando os dividendos, mesmo que seja num ritmo um pouco maior ou um pouco menor, dependendo do momento”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
JBS avança rumo à dupla listagem de ações 2 de outubro de 2026 - 19:32
Montagem com imagens de urna eletrônica, a bandeira do Brasil, o presidente Lula de cabeça baixa do lado esquerdo da imagem, um homem asiático ao centro (o entrevistado do podcast), e do lado direito Flávio Bolsonaro comemorando 2 de outubro de 2026 - 18:30
Montagem que traz um fundo de gráficos de ações. Do lado direito, uma lupa e dentro da lupa, urna eletrônica 2 de outubro de 2026 - 17:36
Candidatos às eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro 1 de outubro de 2026 - 11:32
Montagem do real no mapa dos EUA e uma placa com Ibovespa e setas apontando para cima 30 de setembro de 2026 - 17:49
Imagem criada por IA traz um mapa da América Latina, com uma lupa sobre ele e notas de dólares caindo do céu 28 de setembro de 2026 - 18:45
Especialistas discutem visão para bolsa, renda fixa e crédito durante o Inter Invest Summit. Foto: Divulgação 26 de setembro de 2026 - 18:08
fundos imobiliários fiis iguatemi vinci (1) 24 de setembro de 2026 - 13:02
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar