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De vez em quando a gente leva uns sustos aqui na redação com notícias inusitadas. Algumas chegam a ser tão surreais que parecem as famosas ‘fake news’. Isso aconteceu três vezes de um mês para cá no noticiário de relações internacionais:
Prefiro acreditar que a primeira é uma piada. A segunda foi só um “afago” do governo brasileiro para sair bonito na fotografia oficial. A ideia deve morrer em algum grupo de trabalho que não vai dar em nada. E a terceira? Confesso que não esperava que esse acordo um dia saísse.

A primeira coisa que veio à minha cabeça foi: como estão as ações dos frigoríficos? Você deve lembrar a crise que se instaurou quando a União Europeia barrou a carne brasileira diante das investigações da Operação Carne Fraca. Se a UE liberar geral o comércio com o Brasil, então os frigoríficos vão encher o bolso de dinheiro e as ações vão subir, certo? Na teoria, sim. Na prática, depende. Muita água ainda vai rolar até esse acordo sair de fato...
A dúvida não é só minha. O Fabio H., leitor do Seu Dinheiro, me escreveu com o seguinte pedido: “Estava pensando esses dias sobre quais empresas se beneficiarão do acordo Ue/Mercosul, visando antecipar alguma valorização na bolsa. Fica aí a sugestão de matéria e pesquisa para vcs.”
Para não deixar o Fabio na mão, pedi para a repórter Daniele Madureira ouvir especialistas em comércio exterior e analistas de ações. Ela conta nesta reportagem o que está em jogo no acordo entre Mercosul e União Europeia e se ele pesa (ou não) no preço das ações das empresas brasileiras.
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PS: E você? O que gostaria de ler aqui no Seu Dinheiro? Mande suas sugestões para mgazzoni@seudinheiro.com.
O mercado financeiro local amanhece de olho nos Estados Unidos. Hoje, a divulgação de novos indicadores econômicos e balanços corporativos, que devem refletir os impactos da guerra comercial de Donald Trump contra os principais parceiros comerciais dos EUA, irão ditar o tom dos ativos nacionais.
Por aqui, mesmo com a proximidade do recesso parlamentar, o noticiário político continua chamando a atenção dos investidores. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deixou claro em entrevistas recentes que o Congresso deve assumir de vez o protagonismo da política nacional. Com isso, os planos do governo de Jair Bolsonaro podem subir no telhado.
Ontem, após dia de instabilidade, o Ibovespa encerrou com leve baixa de 0,10%, aos 103.802,69 pontos. O dólar fechou o dia com alta de 0,48%, a R$ 3,7563. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
A reforma da Previdência ainda será votada em segundo turno na Câmara a partir de 6 de agosto, quando recomeçar o semestre legislativo. Mas os parlamentares já indicam o que deve acontecer com o projeto no Senado. A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet, estimou que a tramitação leve dois meses. Em entrevista coletiva, a senadora também avaliou as chances de o projeto desidratar.
A Vale segue tendo de lidar com os desdobramentos do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Depois de registrar um prejuízo líquido de US$ 1,642 bilhão no primeiro trimestre, a mineradora assinou um acordo com o Ministério Público do Trabalho para indenizar familiares de funcionários mortos na tragédia. A empresa vai pagar R$ 700 mil a cada integrante da família das vítimas fatais. Nas contas do MPT, se um funcionário deixou esposa, dois filhos, pai, mãe e dois irmãos, por exemplo, esse grupo receberá R$ 3,8 milhões. Saiba mais.
O novo presidente da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer, revelou seus planos para reerguer a empresa. Ele assumiu o comando da companhia após o GPA vender o controle para o empresário Michael Klein, antigo dono da Casas Bahia. O mercado já vem comemorando a troca - os papéis da companhia acumulam alta de mais de 35% só em julho. Em entrevista ao Estadão, ele contou como fará para dar fôlego ao e-commerce e disse que descobriu uma mina de ouro inexplorada na empresa (ou melhor, um banco de dados de 70 milhões de pessoas). Saiba mais.
Balanços
- Johnson & Johnson, JPMorgan e Wells Fargo divulgam seus balanços
Indicadores
- Às 8h, a FGV divulga o IGP-10 de julho e o IPC-S da segunda quadrissemana de julho
- Às 11h30, o Tesouro realiza leilão tradicional de NTN-Bs
- Às 12h, BC realiza oferta de até R$ 3 bilhões em operações compromissadas de seis meses. Resultado sai a partir das 12h30
- O Eurostat divulga dados de maio sobre balança comercial na zona do euro
Política
- Às 11h, o novo presidente do BNDES, Gustavo Henrique Moreira Montezano, toma posse no Palácio do Planalto
- Às 12h, os ministros de relações exteriores e de finanças do Mercosul têm uma série de reuniões na Cúpula do bloco, em Santa Fé, Argentina
- Comitê Bancário do Senado realiza audiência sobre a Libra, criptomoeda do Facebook
- Presidente do Fed, Jerome Powell, discursa sobre os aspectos da política monetária após a crise financeira de 2008 em evento do G7, em Paris
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas
Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
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Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
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Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos
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