O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Apple superou as expectativas do mercado para o trimestre encerrado em junho. A empresa reportou um aumento de 1% na receita líquida, para US$ 53,8 bilhões, sustentada pelas vendas crescentes de iPads, iMacs e outros produtos
O mercado andava meio receoso com a Apple. Nos últimos meses, as ações da gigante do setor de tecnologia vinham patinando, sem conseguir ganhar muito terreno. E, em Wall Street, a percepção era a de que a empresa fundada por Steve Jobs poderia entrar num período de dificuldades.
E o cenário para a companhia da maçã, de fato, parecia nebuloso. Afinal, em meio à guerra comercial travada entre Estados Unidos e China, os agentes financeiros mostravam-se preocupados quanto a uma possível queda nas vendas de iPhones no importante mercado chinês.
As incertezas não paravam por aí. Autoridades americanas passaram a fazer uma rígida inspeção regulatória nas empresas do setor de tecnologia dos Estados Unidos — o Facebook, inclusive, afirmou que uma "investigação antitruste" foi aberta contra a companhia —, o que elevava a preocupação em relação à Apple.
Nesse cenário, o mercado não esperava muita coisa do balanço trimestral da Apple. Só que, ao contrário das projeções, a empresa capitaneada por Tim Cook reportou um conjunto de números relativamente sólido na noite desta quarta-feira (30). A queda nas vendas de iPhones foi compensada por um aumento nas receitas geradas com iPads, iMacs e serviços, e as perdas na China não foram tão grandes quanto o imaginado.
A receita líquida da Apple chegou a US$ 53,8 bilhões no trimestre encerrado em junho, cifra 1% maior que a contabilizada no mesmo período de 2018, de US$ 53,3 bilhões. O resultado ficou ligeiramente acima da média das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que apontava para receita de US$ 53,35 bilhões.
Por outro lado, o lucro líquido da empresa da maçã caiu 12,8% na mesma base de comparação, para US$ 10,04 bilhões. O lucro por ação, métrica que é acompanhada mais de perto pelos analistas lá de fora, ficou em US$ 2,18 — abaixo dos US$ 2,34 vistos há um ano.
Leia Também
Mas, apesar da queda na comparação anual, o lucro por ação ainda ficou acima das projeções dos analistas, que esperavam um ganho de US$ 2,10, também de acordo com a média calculada pela Bloomberg.
Como resultado, as ações da Apple (AAPL) abriram o pregão desta quarta-feira (31) em forte alta, chegando a avançar 6,03% no melhor momento do dia, a US$ 221,37. Mas os papéis perderam força ao longo do pregão, encerrando com valorização de 2,04%, a US$ 213,04.
Com os ganhos de hoje, a companhia se aproximou da marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado — com a cotação de fechamento de hoje, a empresa vale US$ 980,2 bilhões. Apenas a Microsoft possui um valor superior, de US$ 1,04 trilhão.
"Os resultados foram promissores em todos os nossos segmentos geográficos, e estamos confiantes em relação ao que vem adiante", disse Tim Cook, presidente da Apple, em mensagem aos acionistas. "O ano fiscal de 2019 será importante, com grandes lançamentos em todas as nossas plataformas, novos serviços e diversos produtos inéditos".
Ao dividir os US$ 53,8 bilhões de receita da Apple no trimestre por categoria de produtos, é possível ver uma tendência importante para a empresa.
As vendas de iPhones, carro-chefe da companhia, diminuíram 11,8% em um ano, somando US$ 25,9 bilhões. No entanto, esse efeito foi compensado por um aumento na receita gerada com todos os outros produtos, em especial a linha de serviços, que gerou US$ 11,5 bilhões de receita, uma alta de 12,6% em um ano.
Os iMacs, por sua vez, tiveram vendas no montante de US$ 2,82 bilhões (+10,7%), os iPads geraram receita de US$ 5 bilhões (+8,4%) e a linha de Apple Watches, produtos para o lar e outros acessórios respondeu por US$ 5,5 bilhões (+48%).
Uma segunda análise possível é a de desempenho geográfico da Apple no trimestre — a empresa foi particularmente bem nos mercados das Américas e do Japão no trimestre. No continente americano, as receitas chegaram a US$ 25,1 bilhões, um crescimento de 2% na base anual; no território japonês, as vendas totalizaram US$ 4,082 bilhões, um avanço de 5,6% na mesma base de comparação.
Os ganhos nesses dois mercados compensaram as perdas na Europa e na China. No velho continente, a receita caiu 1,75%, para US$ 11,9 bilhões, enquanto as vendas no mercado chinês recuaram 4,1%, para US$ 91,2 bilhões — a queda no gigante asiático, assim, foi bem menor que a antecipada pelos agentes financeiros.
Ainda em relação ao desempenho geográfico, a Apple viu sua receita chegar a US$ 3,6 bilhões no restante da Ásia/Pacífico — um aumento de 13% em um ano.
Mas não foram apenas os resultados trimestrais que animaram os mercados. A Apple também atualizou suas projeções para os próximos três meses — e a companhia mostra-se bastante confiante, projetando receitas entre US$ 61 bilhões e US$ 64 bilhões para o período entre julho e setembro.
A companhia também projeta uma margem operacional bruta entre 37,5% e 38,5% no próximo trimestre — o indicador encontra-se atualmente em 37,6%. Em ambos os casos, o cenário traçado pela Apple é bem mais otimista do que o vislumbrado pelo mercado até então.
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais
Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global
As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice
Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento
Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação
Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano
Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias
No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima