Menu
2019-10-14T16:23:48-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
mal na fita

Em carta ao ministro, associação diz que Timberland, Vans e outras 16 marcas suspendem compra de couro do Brasil

Informação foi corrigida posteriormente pelo próprio presidente da associação. Segundo ele, importador questionou rastreabilidade, mas importações seguem normalmente

28 de agosto de 2019
11:14 - atualizado às 16:23
Botas da Timberland em loja
Botas da Timberland: empresa suspendeu importação de couro do Brasil - Imagem: Shutterstock

O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) enviou uma carta ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informando que pelo menos 18 marcas, entre elas Timberland e Vans, suspenderam a compra de couro do Brasil por conta das queimadas na Amazônia. O documento foi divulgado pelo jornal Estadão e está disponível na internet.

Horas depois da divulgação da notícia, o presidente da entidade, José Fernando Bello, negou a informação que consta na carta em entrevista ao Broadcast Agro. Segundo ele, a importação de couro brasileiro continua normalmente, mas os clientes estrangeiros pediram esclarecimentos sobre a origem e rastreabilidade do produto após a situação da Amazônia ganhar os holofotes.

O que está na carta

Segundo a carta do CICB, o Brasil exporta mais de 80% de sua produção de couros e chega a gerar US$ 2 bilhões em vendas ao mercado externo em um único ano. "[A suspensão da compra] Trata-se de uma informação devastadora", disse em documento.

"Entendemos com muita clareza o panorama que se dispõe nesta situação, com uma interpretação errônea do comércio e da política internacionais acerca do que realmente ocorre no Brasil e o trabalho do governo e da iniciativa privada com as melhores práticas em manejo, gestão e sustentabilidade", afirmou o CICB.

A entidade ainda pede contenção de danos à imagem do país no mercado externo sobre as questões amazônicas.

"O CICB está dedicando seu trabalho à tentativa de reversão deste quadro junto aos clientes do couro brasileiro. Ao mesmo tempo, solicita ao ministério uma atenção especial sobre a realidade que já nos é posta, com a criação de barreiras comerciais por importantes marcas ao produto nacional".

Exemplos de marcas internacionais citadas na carta do CICB:

  • Timberland
  • Dickies
  • Kipling
  • Vans
  • Kodiak
  • Terra
  • Walls
  • Workrite
  • Eagle Creek
  • Eastpack
  • JanSport
  • The North Face
  • Napapijri
  • Bulwark
  • Altra
  • Icebreaker
  • Smartwoll
  • Horace Small
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Zoeira com Nassim Taleb, ‘venda da Empiricus’ e reflexões sobre a taxa de juros: veja o que rolou no episódio #35 do Puro Malte

Podcast com Felipe Miranda, Rodolfo Amstalden, Beatriz Nantes e Ricardo Mioto é “conversa de bar” para quem gosta de finanças

Quase 2 mil mortos

Covid-19: Brasil tem segundo dia com mais mortes confirmadas

O Brasil também registrou hoje o recorde de mortes por semana. O número foi divulgado pelo Ministério da Saúde no mais novo boletim epidemiológico sobre a pandemia do novo coronavírus.

pandemia em pauta

Guedes: Por ‘infelicidade’, Bolsonaro não deixou claro problema da saúde

Guedes defendeu a imunização contra a covid-19 para evitar nova queda economia, diante da “tragédia que voltou a nos atingir” ao falar sobre o agravamento da pandemia.

O melhor do seu dinheiro

Stuhlberger blindado no dólar

Com alta de quase 10% em 2021, o dólar tem sido, até agora, um dos melhores investimentos do ano. Pode até parecer estranho, tendo em vista a quantidade de estímulos fiscais e monetários nos Estados Unidos. Mas parte dessa valorização não vem exatamente do fortalecimento da moeda americana, mas do enfraquecimento do real. É no […]

FECHAMENTO DA SEMANA

Ufa! Ibovespa avança quase 5% em semana de alta volatilidade, mas dólar vai a R$ 5,68

A PEC emergencial e a disparada dos títulos públicos norte-americanos monopolizaram o noticiário, pressionando o câmbio e a bolsa

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies